Ministério Público pediu prisão preventiva do ex-presidente e do ex-chefe do Banco Central por suspeitas envolvendo recursos públicos. O ex-presidente do Paraguai Santiago Peña, destituído e preso na sexta-feira (6), agora enfrenta acusações criminais pelo escândalo do Ueno Bank. Neste sábado (7), o Ministério Público formalizou o indiciamento do político e pediu à Justiça sua prisão preventiva. O ex-presidente do Banco Central paraguaio, Carlos Carvallo, também foi indiciado. A investigação aponta que Peña teria usado a influência do cargo para favorecer o banco, com o qual manteve vínculos empresariais. A suspeita é de interferência na fiscalização da instituição e na destinação de recursos públicos, incluindo fundos previdenciários, que chegaram a aproximadamente US$ 850 milhões.
O ex-presidente do BC, Carlos Carvallo, por sua vez, é acusado de produzir documentos públicos com informações falsas sobre a situação do banco e de atuar em benefício próprio. Os investigadores também solicitaram medidas para identificar bens, contas e movimentações financeiras dos dois ex-dirigentes.
O caso ganhou proporções nacionais depois que o Banco Central determinou a liquidação do Ueno Bank por insolvência. O fechamento da instituição, que atendia milhões de paraguaios, deixou clientes sem acesso ao dinheiro e provocou protestos.
A crise derrubou Peña da Presidência na sexta-feira, após o Senado aprovar seu impeachment. O vice-presidente Pedro Alliana assumiu o governo. Peña nega irregularidades, enquanto a Justiça ainda deverá decidir sobre os pedidos de prisão preventiva apresentados pela promotoria.
Com Informações: https://aldirdantas.com//via Diário do Poder
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