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PCC ou luta armada? Bandeira com fuzil no ato de Lula em São Paulo causa polêmica

Bandeiras usadas por terroristas do Hamas também foramvistas na Avenida Paulista

A dúvida é se a bandeira era apoio doou ao PCC ou elogio à luta armada para derrubar a democracia brasileira – Foto: reprodução.

Causou polêmica uma bandeira ilustrada por um fuzil, durante a manifestação de apoio a Lula (PT), realizada neste domingo (11) na Avenida Paulista, em São Paulo, suscitandona dúvida sobre a origem da simbologia, envovimento do PCC ou alusão a algum tipo de luta armada para acabar com a democracia brasileira.

 

 

Viram-se bandeiras de variadas motivações, inclusive saudações aos terroristas do Hamas, mas não havia bandeiras do Brasil, exceto uma que apareceu pichada de vermelho.

 

 

O vídeo, que mostra o símbolo entre os participantes do ato, circulou nas redes sociais e provocou críticas à mobilização.

 

 

A gravação não permite identificar quem carregava a bandeira nem a qual grupo ou organização ela pertence. Também não há elementos visuais ou contextuais que liguem a bandeira ao PT ou à organização do evento.

 

 

Em uma publicação no Instagram, um apoiador de Flávio Bolsonaro (PL) ironizou o ato com a frase: “Essa é a estratégia da virada?! Continuem, estamos eleitos!!”.

 

 

O encontro na Paulista contou com a presença de Lula e reuniu apoiadores de sua reeleição.

Com Informações: https://diariodopoder.com.br

O Dia Depois de Amanhã: O que Resta para Eliziane Gama após o Choque das Urnas?

Entre o asfalto e o ostracismo: Quinta colocada na disputa pelo Senado, Eliziane Gama queima os últimos cartuchos na campanha de Lula para tentar estancar sangria política e evitar o isolamento total no Maranhão.

foto: (reprodução)

 

 

Por:  Marcos Monteiro

 

 

O primeiro turno das eleições de 2026 impôs uma realidade brutal à senadora Eliziane Gama (PT) e redesenhou, à força, o tabuleiro político do Maranhão. Ao despencar para a quinta colocação na disputa pelo Senado, a parlamentar perdeu o direito de renovar seu mandato. O eleitorado maranhense deu o recado e entregou as duas vagas do estado a Andre Luiz Carvalho Ribeiro (PP) popularmente conhecido como Fufuca e Lahesio Rodrigues do Bonfim (NOVO). O sinal de alerta na biografia de Eliziane não está apenas ligado; ele está estridente. Sem o foro e a vitrine do Congresso Nacional a partir de 2027, ela enfrenta o pior pesadelo de qualquer líder político: o risco real do ostracismo.

foto: (reprodução)

 

 

É sob a sombra do isolamento que a senadora tenta, agora, reescrever seu destino em tempo recorde. Em vez de se recolher para lamber as feridas da derrota, Eliziane jogou-se de cabeça na campanha do segundo turno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Mas não se engane: a hiperatividade da parlamentar nas ruas vai muito além do projeto nacional do PT. Trata-se, fundamentalmente, de uma estratégia desesperada de sobrevivência e manutenção de território.

 

A grande incógnita que ronda os bastidores de São Luís é clara: o suor gasto no asfalto pró-Lula será suficiente para mantê-la viva politicamente quando as luzes de seu mandato se apagarem?

 

O Divórcio das Bases e a Queda do Altar

 

Ficar em quinto lugar não foi um mero acidente de percurso; foi um revés pedagógico para quem já desfrutou do topo do poder estadual. Mais do que perder uma eleição, o resultado expôs o esfacelamento de suas estruturas tradicionais.

 

Nos bastidores, a leitura é unânime: Eliziane pagou o preço cobrado pelo eleitorado evangélico, segmento que historicamente pavimentou sua trajetória e que, desta vez, cobrou a conta de sua guinada integral ao petismo. Sem essa base fiel e sem a máquina do Senado nas mãos, a força de articulação da parlamentar minguou. Para não sumir do mapa, ela precisa urgentemente de um novo oxigênio político. E o tempo está correndo contra ela.

 

O Tudo ou Nada nas Ruas de São Luís

 

A reação de Eliziane foi um movimento de guerrilha política. Ela sabe que o silêncio, neste momento, equivale ao sepultamento de sua relevância pública. Por isso, a senadora passou a apostar no corpo a corpo agressivo com a militância, estudantes e movimentos sociais, tentando provar que ainda mantém poder de mobilização.

A senadora Eliziane Gama (PT) liderou, na sexta-feira (9), uma mobilização em apoio à reeleição do presidente Lula (PT) com estudantes da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), em São Luís. A ...

reprodução

  • O Fato: Na sexta-feira (9), a parlamentar liderou uma caminhada enérgica com estudantes da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), arrastando a militância pelas avenidas da Cidade Operária, na capital.

 

  • Os Bastidores: Na noite anterior, quinta-feira (8), ela esteve trancada com a cúpula do PT e movimentos de esquerda, cobrando empenho total e desenhando táticas de panfletagem.

 

A agenda cumpre um duplo papel: publicamente, é a entrega de lealdade ao projeto de Lula; internamente, é um escudo para evitar que a derrota de 4 de outubro se transforme em um exílio político permanente.

 

Cartada de Lula: Salvação ou Ilusão?

 

A partir de agora, o futuro de Eliziane Gama está umbilicalmente amarrado ao resultado das urnas presidenciais. Uma vitória de Lula é a sua tábua de salvação. Caso o presidente se reeleja, o Palácio do Planalto pode recompensar sua fidelidade tardia com um ministério, um cargo de primeiro escalão ou uma posição estratégica que a mantenha influente em Brasília e forte para negociar o Maranhão em 2028 ou 2030.

 

Porém, essa rota está longe de ser um porto seguro. A engenharia de cargos do governo federal depende de acomodações partidárias complexas, e promessas em política costumam evaporar com rapidez. Para piorar, se o cenário nacional for de derrota para a esquerda, o tombo será duplo. Sem o governo federal e sem mandato no estado, a margem de manobra de Eliziane será drasticamente reduzida.

 

A Linha Tênue Entre o Recomeço e o Fim

 

O maior teste de fogo de Eliziane começa quando a apuração do segundo turno terminar. Perder eleições faz parte do jogo dos grandes líderes, mas perder o controle sobre o próprio grupo político costuma ser um caminho sem volta. Sua vasta experiência parlamentar e os canais abertos em Brasília ainda são ativos valiosos, mas ativos políticos sem voto e sem mandato depreciam rápido no mercado do poder.

 

 

 

Os passos de Eliziane na Cidade Operária mostram que ela não vai cair sem lutar. Mas a pergunta que o Maranhão se faz neste momento é direta e desconfortável: Eliziane Gama conseguirá transmutar esse revés no capítulo mais resiliente de sua história, ou estamos assistindo ao início do processo que a retirará em definitivo do epicentro das decisões do estado?

 

A resposta não virá dos discursos inflamados no carro de som, mas sim da sua capacidade real de reconstruir pontes com o eleitorado que a abandonou.

STF: Alexandre de Moraes libera visitas de Flávio a Jair Bolsonaro

Autorização ocorre após 90 dias de proibição

Ministro Alexandre de Moraes Foto: Ton Molina/Fotoarena/Agência O Globo

 

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, a retomar visitas ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar após condenação por tentativa de golpe de Estado.

 

 

A decisão, entretanto, proíbe a divulgação de manifestações de Jair Bolsonaro sobre as eleições e estabelece que as visitas não podem se dar “com finalidade político eleitoral”.

 

 

O aval de Moraes ocorre após o encerramento do prazo de 90 dias de restrições, imposto pelo ministro em decorrência de descumprimento de medidas cautelares. Em julho, Jair escreveu uma carta em apoio à candidatura de Flávio, que leu o documento em uma transmissão ao vivo. Uma das medidas impostas a Jair Bolsonaro era a de proibição de manifestações políticas e eleitorais, ainda que por intermédio de terceiros.

Com Informações: https://pleno.news//via  AE

Nikolas vai processar Ana Elisa por fake news sobre Maria

Mensagem atribuída ao deputado mineiro contra a mãe de Jesus nunca existiu

Nikolas Ferreira e Ana Elisa Fotos: Divulgação Nikolas Ferreira | Divulgação Ana Elisa

 

Reunião de Moraes com cúpula da PF amplia desconforto entre ministros do Supremo

A reunião realizada nesta semana pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), com integrantes da cúpula da Polícia Federal (PF) provocou questionamentos entre membros da Corte.

A divulgação de que outros dois delegados também participaram do encontro, além dos nomes inicialmente conhecidos, aumentou o desconforto entre magistrados.

 

 

Além do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e dos diretores Dennis Cali, responsável pela área de combate ao crime organizado, e Leandro Almada, ligado à inteligência policial, estiveram presentes Vitor Arruda, chefe da Coordenação de Inquéritos Especiais (Cinq), e Guilhermo Catramby, coordenador de Contrainteligência da corporação.

 

 

O principal questionamento entre interlocutores do Supremo é o motivo de uma reunião com tantos representantes da Polícia Federal, sem registro na agenda oficial, justamente com integrantes de setores envolvidos em investigações de grande repercussão política e institucional. Até o momento, nem o STF nem a PF divulgaram publicamente a razão do encontro.

 

 

Na quarta-feira (7), um dia depois da reunião, Andrei Rodrigues arquivou um pedido de investigação sobre uma suposta interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras. Conforme informações publicadas pela Coluna do Estadão, a decisão teria buscado evitar acusações de que estaria sendo preparada uma “fraude judicial” e também sinalizar uma posição ao pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).

 

 

Entretanto, interlocutores que acompanham os acontecimentos no Supremo avaliam que esse episódio pode não explicar integralmente o encontro. Um dos argumentos apresentados é que a solicitação para investigar uma possível interferência estrangeira nas eleições partiu do ministro Flávio Dino, e não de Moraes.

 

 

Outro aspecto levantado é a participação de delegados que comandam áreas da Polícia Federal responsáveis por investigações que colocaram o STF sob forte pressão institucional.

 

 

A Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado (Dicor), por exemplo, atua nos inquéritos relacionados aos casos Master e INSS. A estrutura também abriga a área de inquéritos especiais, responsável por apurações que envolvem autoridades e outros casos de grande repercussão.

 

 

Esse setor deverá fornecer ao presidente do Supremo, ministro Edson Fachin, informações detalhadas e “sem exceção” sobre eventuais vínculos de integrantes do Judiciário com o banqueiro Daniel Vorcaro.

 

 

Diante desse cenário, alguns integrantes da Corte questionam se a reunião poderia estar relacionada a uma tentativa de “fazer um filtro” nas informações apuradas pela Polícia Federal. Vitor Arruda, um dos participantes do encontro, também aparece entre os signatários do relatório apresentado pelo ministro André Mendonça, que aponta a troca de 52 mensagens entre Moraes e Vorcaro.

 

 

A Diretoria de Inteligência Policial (DIP), que conta com um setor de contrainteligência, também está no centro das discussões. A estrutura esteve envolvida em investigações relacionadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, incluindo os inquéritos das Fake News, das milícias digitais, sobre vacinas e sobre os atos considerados golpistas.

 

 

O inquérito das Fake News passou para a relatoria de Edson Fachin, que determinou uma revisão abrangente do processo. O procedimento reúne mais de uma centena de casos relacionados. A revisão pode abrir caminho para uma decisão sobre o encerramento da investigação, que permanece sob sigilo.

 

 

A manutenção do segredo de Justiça impede a divulgação integral dos autos. A eventual retirada do sigilo poderá tornar públicos elementos das apurações e permitir o exame de decisões tomadas por Moraes ao longo de mais de sete anos à frente do inquérito.

 

 

Foi também depois da reunião entre Moraes e integrantes da cúpula da PF que o ministro Luiz Fux solicitou à área técnica do Supremo acesso a investigações sigilosas sob a relatoria de Moraes. Entre os procedimentos estão os inquéritos das Fake News e da trama golpista.

 

 

O pedido de Fux foi feito no âmbito de uma ação apresentada pelo Progressistas (PP), partido que apoia a candidatura de Flávio Bolsonaro. Protocolada no STF em 2024, a ação questiona a legalidade das investigações sobre a tentativa de golpe atribuída a Jair Bolsonaro.

Com Informações; https://portaloinformante.com.br

Pesquisa Datafolha mostra Flávio com 49% e Lula com 45% no 2º turno

A primeira pesquisa Datafolha realizada após o primeiro turno mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 49% das intenções de voto para a Presidência da República, contra 45% de Lula (PT). O levantamento foi divulgado nesta quinta-feira, 8, e é o primeiro do instituto já com a disputa definida entre os dois candidatos.

 

Na parcela de votos válidos, que exclui os eleitores que pretendem votar em branco, nulo ou que ainda estão indecisos, Flávio aparece com 52%, enquanto Lula registra 48%. A diferença entre os candidatos é de quatro pontos percentuais no resultado estimulado e também nos votos válidos.

 

 

O levantamento ouviu 2.520 eleitores com 16 anos ou mais em todo o país, entre os dias 6 e 7 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi encomendada pela Globo e pela Folha de S.Paulo e está registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-0949/2026.

 

 

Além dos candidatos, 5% dos entrevistados afirmaram que pretendem votar em branco, nulo ou em nenhum dos dois nomes. Outros 1% ainda não sabem em quem votar. O segundo turno está marcado para 25 de outubro.

 

 

No primeiro turno, Flávio Bolsonaro terminou à frente, com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula ficou com 45,16%. A diferença foi de 1,87 ponto percentual, equivalente a cerca de 2,2 milhões de votos.

 

 

Na pesquisa PoderData/Aya, divulgada também nesta quinta-feira, Flávio Bolsonaro aparece com 53% dos votos válidos, contra 47% de Lula. Esse levantamento foi realizado após o primeiro turno. Na pesquisa anterior, divulgada em 3 de outubro, os dois candidatos apareciam empatados em 50% dos votos válidos.

 

 

Os dois levantamentos têm metodologias e períodos de coleta próprios e registram as intenções de voto no momento em que foram realizados. A disputa segue entre osdois candidatos que avançaram ao segundo turno, com as campanhas buscando ampliar seus respectivos eleitorados até a votação de 25 de outubro.

Com Informações: https://portaloinformante.com.br

“A volta dos que não foram”: Se ganhou muito em renovação, o parlamento estadual também perdeu em qualidade legislativa

Arnaldo Melo, Carlos \Lula, Othelino Neto, Rodrigo Lago, Yglésio Moises, Osmar Filho, Fernando Braide e Wellington do Curso farão falta na Assembleia Legislativa

 

Se por um lado mandou quadros jovens e renovou mandatos de deputados tarimbados, por outro, a Assembleia Legislativa perdeu muito em experiência e em qualidade ao não ter renovados vários mandatos que lhe darão estatura política e institucional até o dia 31 de dezembro.

 

 

Por razões diferentes deixarão o Palácio Manoel Beckman os deputados Arnaldo Melo, Othelino Neto (PSB), Carlos Lula (PSB), Rodrigo Lago (PSB), Yglésio Moises (PRD), Osmar Filho (MDB), Fernando Braide (PSD) e Wellington do Curso, todos parlamentares de ponta, em que pensam as diferenças que os separam.

 

 

O deputado Arnaldo Melo é uma legenda parlamentar com nada menos que oito mandatos consecutivos, trajetória ao longo da qual líder de bancada, líder de Governo e presidente do parlamento estadual. Médico por formação, sempre teve olhar para os problemas sociais, preocupação que o levou a fundar a Frente Parlamentar contra a Fome, que mobilizou a Assembleia Legislativa em alguns momentos importantes. Fará falta como articulador e conselheiro em momentos de crise.

 

 

Os deputados Carlos Lula e Rodrigo Lago encarnaram a visão política e institucional que predominou durante os sete anos do Governo Flávio Dino, do qual foram integrantes de proa. Advogados com elevado nível de preparo técnico, os dois fizeram diferença como oposicionistas numa Casa predominantemente governista.

 

 

Mesmo com um caminhão de votos, o deputado Othelino Neto não conseguiu o passaporte para trabalhar em Brasília. E vai deixar na Assembleia Legislativa um espaço expressivo na articulação e na tomada deposições, e com o lastro de cinco anos como presidente da Casa.

 

 

Abatido na aventura de tornar-se deputado federal, o deputado Yglésio Moises (PRD) fará falta nos debates, na produção legislativa farta e de alto nível, assim como a sua elevada competência como orador e o seu talento como tribuno, mesmo levando em conta o excesso de agressividade em alguns momentos. Numa outra seara, o parlamento perde Wellington do Curso (PSD), um deputado aguerrido, de espírito insubordinável e posições independentes, que farão falta no plenário a partir de janeiro.

 

 

Deixarão também a Assembleia Legislativa os deputados Osmar Filho (MDB), que não conseguiu a reeleição para o quarto, ao que se somam três mandatos de vereador de São Luís, e Fernando Braide, que foi um dos destaque entre os parlamentares de primeiro mandato.

 

 

Isso sem contar que a Assembleia Legislativa ficará sem as deputadas Iracema Vale (MDB) presidente da Casa, e Fabiana Vilar (PL), que deram show de competência eleitoral, conseguiram votações consagradoras e vão passar os próximos quatro anos em Brasília.

Com Informações: http://reportertempo.com.br

Eleição de Braide pôs o “brandonismo” em quarentena, quase desmontou o “dinismo” e colocou o sarneysismo em xeque

Carlos Brandão sairá com governo bem avaliado; Felipe Camarão tenta manter o “dinismo” de pé e Roseana Sarney vê o fim do sarneysismo

 

 

O desfecho da eleição para governador do Maranhão e senador produziu uma série de mudanças no cenário político estadual. Além de eleger Eduardo Braide (PSD), um político sem grupo – pelo menos até aqui -, as urnas desmontaram todos os segmentos articulados que contra ele se posicionaram, a começar pela aliança articulada pelo governador Carlos Brandão (MDB), colocou o grupo Sarney em xeque, assim como os escassos remanescentes do que foi chamado “dinismo”. Sem nenhum representante parlamentar a partir de 1º de janeiro, depois de 60 anos com influência decisiva na vida política do estado, o sarneysismo desaparecerá de vez, sendo lembrado somente pela presença do ex-presidente José Sarney (MDB) como uma legenda no cenário político estadual.

 

 

 

A derrota de Orleans Brandão (MDB) na corrida ao Governo do Estado foi um desastre político cujo ônus recaiu inteiramente sobre o governador Carlos Brandão, que foi o mentor e o patrono desse projeto sucessório cheio de riscos. Político experiente, com vivência ampla no jogo do poder, que teve participação efetiva na eleição de Jackson Lago (PDT) em 2006, por exemplo, o governador Carlos Brandão desenhou um projeto sucessório arrojado, mas com muitas e fatais falhas de cálculo. O resultado é que o mandatário maranhense irá para casa sem nada, mas pessoalmente reconhecido por muitas realizações do seu Governo, principalmente em São Luís e Imperatriz, o que lhe dará fôlego para projetar o seu futuro para 2030.

 

 

 

O mesmo se aplica ao chamado Grupo Dinista, que foi praticamente dizimado, perdendo feio na corrida aos Leões com o vice-governador Felipe Camarão (PT) e na disputa pelas duas cadeiras no Senado. Será lembrado apenas pela senadora Ana Paula Lobato (PSB), pelos deputados federais Rubens Júnior (PT) e Márcio Jerry (PCdoB) entre os 18 deputados federais, e apenas o deputado estadual Leandro Bello (PSB) como um verdadeiro herói da resistência entre os 42 deputados que comporão a nova Assembleia Legislativa. O vice-governador Felipe Camarão tenta dar sobrevida ao grupo, mas não irá a lugar algum se Flávio Dino permanecer no Supremo Tribunal Federal.

 

 

 

Mas o desdobramento mais efetivo e mais simbólico da corrida eleitoral de 2026 é o fim do sarneysismo. A não eleição da deputada federal Roseana Sarney na corrida ao Senado funcionou como um estridente “basta” na existência do sarneysismo como grupo político ativo no Maranhão e fora dele. Isso porque, a partir do primeiro minuto de 2027, não haverá um só Sarney com mandato, pois nenhum membro da nova geração da família assumiu o legado político criado ao longo de seis décadas pelo ex-governador, ex-senador e ex-presidente da República José Sarney, a exemplo do ex-deputado estadual Adriano Sarney, que não teve garra para dar sobrevida ao sarneysismo.

 

 

 

O que lhe restará de espaço político será o braço estadual do MDB, que provavelmente sairá do controle do governador Carlos Brandão já no ano que vem. Isso porque, como manda a implacável lógica da política, políticos da estatura dos deputados federais eleitos Iracema Vale (MDB) e Hildo Rocha (MDB), por exemplo, dificilmente se submeterão ao comando de Orleans Brandão, atual presidente regional do partido. Ficarão igualmente desconfortáveis se Roseana Sarney, sem mandato, deixando de ser, portanto, a maior referência emedebista, tentar voltar ao comando da legenda no Maranhão. É improvável que o deputado federal reeleito Júnior Lourenço venha a se interessar pelo comando partidário. E a deputada federal eleita Larissa DP, então, nem se fala.

 

 

 

E tudo indica que a tarefa hercúlea de comandar o MDB do Maranhão recairá sobre os ombros do prefeito de Bacabal, Roberto Costa (MDB) que é forte aliado dos Sarney, mas compreende a dimensão da virada causada pela perda de poder que está a caminho, com a eleição de Eduardo Braide.

Com Informações: http://reportertempo.com.br

FIM DE UMA ERA: Derrota de Roseana ao Senado sela o fim da dinastia Sarney na política após 72 anos de hegemonia.

A partir de 2027, a família Sarney ficará sem nenhum representante em mandato eletivo pela primeira vez em 72 anos. O cenário ocorre depois da derrota de Roseana Sarney (MDB-MA), filha do ex-presidente José Sarney, na disputa pelo Senado Federal

 

 

Roseana foi eleita deputada federal pelo Maranhão em 2022, mas o mandato acaba em janeiro de 2027 e nenhum outro membro da família estará em algum mandato.

 

 

Roseana foi a terceira colocada na disputa pelo Senado Federal no Estado. André Fufuca (PP), com 21,43% dos votos, e Lahesio Bonfim (Novo), que conquistou 20,65% dos votos, conseguiram as duas vagas em disputa.

 

 

A derrota de Roseana encerra um ciclo político que remonta aos anos 50, quando seu pai assumiu o cargo de deputado federal. Sarney exerceu o cargo por três mandatos, até 1965.

 

 

Em 1966, foi eleito  governador do Maranhão. Em seguida, foi para o Senado Federal pela primeira vez, onde ficou até 1985. Foi presidente entre 1985 e 1990. Depois, voltou ao Senado mais uma vez, onde ficou até 2015, cumprindo três mandatos consecutivos.

 

 

Roseana seguiu a trajetória  política do pai e se elegeu como deputada federal, pela primeira vez em 1990, e ficou no cargo até 1994, quando foi eleita  governadora do Maranhão.

 

Ela ficou no cargo por dois mandatos consecutivos, até 2002. Roseana também foi senadora da República, ficando no cargo até 2009 e mais uma vez voltou ao governo do estado, onde ficou até 2014.

 

 

Foi eleita novamente para deputada federal em 2022; seu mandato acaba em 2027.

 

 

Seu irmão, José Sarney Filho, conhecido como Zequinha Sarney (PV) foi deputado estadual pelo Maranhão entre 1979 e 1983 e deputado federal pelo mesmo estado por nove mandatos, entre 1983 e 2019. Ele também assumiu como ministro do Meio Ambiente nas gestões de Fernando Henrique Cardoso, de 1999 a 2002, e Michel Temer, de 2016 a 2018.

 

 

Adriano Sarney, neto de Sarney, é o membro da terceira geração a ocupar cargo político. Ele foi deputado estadual pelo Maranhão, por dois mandatos, entre 2015 e 2023. Ele tentou se reeleger nas eleições de 2022, mas não obteve votos o suficiente.

Com Informações: https://johncutrim.com.br

TSE forma maioria para retirar votos de Garotinho e definir eleição do Rio no 1º turno

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formou maioria nesta quinta-feira, 8, para rejeitar o pedido de desistência apresentado por Anthony Garotinho (Republicanos) no recurso contra a decisão que barrou sua candidatura ao Governo do Rio de Janeiro. Os ministros também sinalizaram pela anulação dos votos recebidos pelo ex-governador, o que pode mudar o resultado da eleição e encerrar a disputa ainda no primeiro turno.

 

O julgamento foi conduzido pelo relator, Floriano de Azevedo Marques, e acompanhado por André Mendonça, Estela Aranha e Dias Toffoli. Para a maioria, a desistência não pode ser aceita porque a decisão interfere diretamente na definição do resultado eleitoral, deixando de envolver apenas o interesse individual do candidato.

 

 

A mudança depende da retotalização dos votos. No primeiro turno, Douglas Ruas (PL) recebeu 4.271.199 votos, equivalentes a 49,27% dos votos válidos, enquanto Eduardo Paes (PSD) teve 3.706.984, com 42,76%. Garotinho recebeu 274.411 votos, correspondentes a 3,17%. Os dados foram divulgados pelo TSE após a totalização do primeiro turno.

 

 

Na conta eleitoral, os votos de Garotinho deixam de integrar o total usado para calcular os percentuais dos candidatos. Assim, Ruas mantém os 4,27 milhões de votos que recebeu, mas esse número passa a representar mais da metade dos votos válidos considerados na nova totalização. Com isso, ele ultrapassa os 50% necessários para ser eleito no primeiro turno, sem a realização de uma segunda votação.

 

 

A situação de Garotinho começou em setembro, quando o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) considerou o candidato inelegível em razão dos efeitos de uma condenação por improbidade administrativa, dano ao erário e enriquecimento ilícito de terceiros. O caso chegou ao TSE e passou por decisões individuais diferentes antes de ser levado ao plenário.

 

 

No domingo, 4, o presidente do TSE, Nunes Marques, havia determinado que os votos de Garotinho fossem considerados provisoriamente na definição dos percentuais até que o plenário analisasse a situação da candidatura.

 

 

A coligação de Eduardo Paes defendeu que Garotinho permanecesse fora da disputa, mas que seus votos fossem mantidos na base de cálculo, o que preservaria o segundo turno. O Ministério Público Eleitoral, por outro lado, considerou possível aceitar a desistência do recurso diante da situação de inelegibilidade.

 

 

Com a maioria formada, caberá à Justiça Eleitoral aplicar o entendimento definido pelo TSE e realizar a nova totalização. Segundo o próprio tribunal, a totalização é a etapa em que os dados das urnas são reunidos para formar o resultado oficial da eleição.

Com Informações: https://portaloinformante.com.br