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Revista inglesa afirma que ministros do STF viram as costas para a democracia no Brasil

Publicação analisa os efeitos de um “escândalo de corrupção feio e em constante expansão.” A revista britânica The Economist publicou nesta quinta-feira (10) um artigo duro sobre o Supremo Tribunal Federal. Sob o título “When the defenders of democracy turn their backs on it instead” (“Quando os defensores da democracia viram as costas para ela”), a publicação afirma que o tribunal que impediu um golpe após as eleições de 2022 agora está no centro de um escândalo de corrupção em expansão e pode minar a confiança dos brasileiros na própria democracia.


O texto lembra que, diante da tentativa de Jair Bolsonaro de reverter a derrota de 2022, o STF atuou com firmeza. Em setembro de 2025, o ex-presidente foi condenado a 27 anos de prisão. A corte enfrentou ameaças, inclusive de Donald Trump, e grande parte da sociedade comemorou a preservação da jovem democracia brasileira.

 

 

 

O tom muda no presente. Segundo a revista, os ministros que antes eram vistos como guardiões das instituições agora representam um risco às eleições presidenciais de 2026. O motivo é um “escândalo de corrupção feio e em constante expansão” ligado ao caso do Banco Master e a supostas relações próximas entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, descrito como o maior fraudador do país.

 

 

 

Economist aponta que Moraes já havia tomado decisões questionáveis no inquérito das fake news e no processo contra Bolsonaro, mas que a sociedade as tolerou diante da ameaça maior. Agora o ministro volta ao centro das críticas. Quando as conexões com Vorcaro vieram à tona, o presidente do STF, Edson Fachin, sugeriu um código de ética com declaração de rendimentos externos. Moraes ridicularizou a proposta.

 

 

 

A crise interna se agravou em 3 de setembro, quando Moraes pediu a investigação do ministro André Mendonça, relator do caso Banco Master, por abuso de autoridade e motivação política, depois que Mendonça autorizou a divulgação de mensagens entre Vorcaro e Moraes. A revista reconhece que Mendonça também tem um histórico problemático — em 2020, como ministro da Justiça de Bolsonaro, supervisionou um dossiê contra adversários —, mas considera as manobras de Moraes para se proteger ainda mais graves.

 

 

 

O diagnóstico da publicação é pessimista. A disfunção no Judiciário fortalece aliados de Bolsonaro no Congresso, que prometem impeachment de ministros após as eleições e anistia ao ex-presidente. Equívocos processuais e tentativas de autoproteção podem até justificar o encerramento da investigação do Banco Master, beneficiando dezenas de políticos com vínculos com Vorcaro — entre eles Flávio Bolsonaro, principal nome da direita para 2026. Mensagens de áudio vazadas em maio desmentiram a afirmação do senador de que nunca havia conhecido o banqueiro.

 

 

 

“A maior perdedora seria a democracia brasileira”, escreve a revista. Os brasileiros já estão cansados dos ciclos de corrupção que atingem a classe política. Costumavam confiar no STF, que mandou dezenas de políticos para a prisão. Essa confiança agora se desgasta. A tragédia do Brasil, conclui o texto, é que a corrupção no coração das instituições pode minar a fé na democracia mais do que Jair Bolsonaro jamais conseguiu.

 

 

 

 

O artigo, publicado na seção “The Americas” e datado de 10 de setembro de 2026, com dateline no Rio de Janeiro, reforça uma mudança de narrativa da própria Economist. Há um ano, a revista havia destacado o Brasil como exemplo de maturidade democrática em contraste com os Estados Unidos. Agora, o foco recai sobre o risco de as instituições que salvaram o sistema se tornarem elas próprias a maior ameaça a ele.

Com Infomações: https://aldirdantas.com//via Diário do Poder

 

CONEXÃO DA DIREITA: Maura Jorge une forças com Lahésio Bonfim e fortalece plano familiar no MA

foto: (reprodução) 

 

 

Por: Marcos Monteiro

 

 

O cenário político maranhense ganhou um novo e importante capítulo. A prefeita de Lago da Pedra, Maura Jorge, oficializou seu apoio a Lahésio Bonfim na corrida para o Senado Federal. O anúncio foi feito diretamente da casa da prefeita e promete reconfigurar as forças eleitorais no estado.

O peso da direita e o favoritismo de Lahésio

Maura Jorge possui um trânsito consolidado com o eleitorado de direita e é amplamente bem-vista pela base bolsonarista. Ao se aproximar de Lahésio Bonfim, ela injeta ainda mais força em uma candidatura que já desponta como franca favorita, sendo considerada por analistas como “praticamente dona” da primeira vaga ao Senado.

A prefeita é uma das maiores lideranças da região central do Maranhão. Ela traz para o projeto de Lahésio uma bagagem pesada: está em seu quarto mandato como prefeita, já foi deputada estadual por quatro vezes e, em 2018, mostrou sua força majoritária ao ficar em terceiro lugar na disputa pelo Governo do Estado, logo atrás de Flávio Dino e Roseana Sarney.

Estratégia em dose dupla: De olho no Senado e na Assembleia

A movimentação de Maura Jorge não é apenas sobre a liderança majoritária; é também um movimento familiar e proporcional cirúrgico. Paralelamente ao fortalecimento de Lahésio, a prefeita consolida e alavanca as campanhas de seus filhos, que disputam vagas como candidatos a deputado estadual e deputado federal.

Essa costura política foi facilitada pelo desenho desta eleição, que conta com duas vagas abertas ao Senado. Esse cenário permite que prefeitos e lideranças façam composições diferentes das alianças firmadas para o Governo do Estado, dando liberdade para Maura Jorge unir o útil ao estratégico.

Com esse movimento, o grupo político de Lago da Pedra se posiciona de forma estratégica na vanguarda da direita maranhense, consolidando Maura Jorge como uma das principais articuladoras do pleito.

Projeto ‘Memórias de Axé’ celebra a trajetória da Mãe de Santo Maria Fininha em Caxias

Solenidade de lançamento celebra a memória, a ancestralidade e o legado da liderança religiosa no município.

O município de Caxias, no Maranhão, será palco de um momento de exaltação à cultura afro-religiosa e ao patrimônio imaterial da região. No dia 16 de setembro de 2026, às 19h, será realizado o lançamento do projeto “Memórias de Axé: A Ancestralidade, Serenidade e Resistência de Maria Madalena Carvalho”, dedicado a celebrar a vida e o legado de Mãe Maria Fininha.

 

 

A iniciativa é uma realização da Tenda Espírita de Umbanda Santa Bárbara, em conjunto com a Associação da Cultura Afro-Religiosa de Caxias (ACRAC) e o Ponto de Cultura Vida de Negro. O evento conta ainda com o apoio institucional do Ministério da Cultura, por meio da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Sistema Nacional de Cultura (SNC), do Instituto Educacional GraCocais e da Prefeitura de Caxias, via Secretaria Municipal de Cultura e Patrimônio Histórico.

 

 

Valorização dos Saberes Ancestrais

 

 

A solenidade visa valorizar a trajetória de fé, sabedoria e acolhimento construída por Maria Madalena Carvalho, figura central no fortalecimento das tradições de matriz africana no município. Ao longo de sua caminhada, Mãe Maria Fininha desempenhou um papel fundamental na salvaguarda da memória coletiva e da identidade cultural local, tornando-se uma referência de serenidade e compromisso com a continuidade ancestral.

 

 

A programação do encontro incluirá um momento de recepção, acolhimento e confraternização para os convidados, destacando que “preservar a memória é manter viva a ancestralidade” e assegurando o repasse desse patrimônio histórico e espiritual para as próximas gerações.

 

 

Serviço do Evento

 

 

  • Evento: Lançamento do projeto “Memórias de Axé: Maria Madalena Carvalho – Mãe de Santo Maria Fininha”

 

  • Data: 16 de setembro de 2026

 

  • Horário: 19h

  • Local: Tenda Espírita de Umbanda Santa Bárbara e Ponto de Cultura Vida de Negro

  • Cidade: Caxias – MA

Com Informações: https://lestenews.com.br

Apoio de beneficiários do Bolsa Família a Lula cai de 70% pra 51%

Dados são da BTG/Nexus

Presidente Lula Foto: EFE/ André Coelho / ARQUIVO

“O Supremo está uma bagunça”, diz Estadão em novo e contundente editorial

O Estadão, em editorial publicado nesta quarta-feira (9), critica duramente a atual crise interna no Supremo Tribunal Federal (STF).

foto: (reprodução)

 

 

O jornal aponta uma escalada de conflitos entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça e cobra do presidente da Corte, Edson Fachin, uma atuação para restabelecer a ordem institucional. Leia na íntegra:

 

 

 

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para referendar a decisão do ministro André Mendonça de afastar preventivamente o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência da corporação, Leandro Almada. A medida foi uma reação a uma provocação igualmente grave: na semana passada, o ministro Alexandre de Moraes se valeu de um “relatório de inteligência” supostamente produzido pela PF – apócrifo e “sem valor probatório”, como advertia o próprio texto – para acusar Mendonça de graves crimes e desvios funcionais como relator do caso Master no STF. De que a instrumentalização de uma ala da PF por Moraes exigia pronta resposta, não resta dúvida. Que a resposta de Mendonça tenha sido correta, é outra história.

 

 

Juristas ouvidos pelo Estadão foram unânimes em apontar sérios problemas na decisão de Mendonça. Rubens Glezer, professor de Direito Constitucional da FGV-SP, notou o descompasso entre a incerteza quanto ao vínculo de Rodrigues e Almada com a produção do tal relatório usado por Moraes, ainda a ser investigado pela corregedoria da PF por ordem do próprio Mendonça, e a gravidade de seus peremptórios afastamentos.

 

 

Wálter Maierovitch foi além e classificou a destituição do diretor-geral da PF como medida “arbitrária”. Ademais, o ex-desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo questionou se Mendonça, tendo se declarado vítima de “monitoramento sistemático” e “coleta dirigida” por agentes da PF, não estaria impedido de julgar uma questão de seu interesse pessoal. É verdade que não seria a primeira vez no STF. Para não voltarmos tanto no tempo, basta lembrar que Moraes fez o mesmo na semana passada ao usar o inquérito das fake news, do qual é relator plenipotenciário há mais de sete anos, para retaliar Mendonça após virem a público os sórdidos detalhes de sua potencialmente criminosa associação com Daniel Vorcaro.

 

 

É digna de nota, por fim, uma fragilidade processual apontada pelo criminalista Marcelo Crespo: o afastamento cautelar dos dois policiais foi determinado por Mendonça após o ministro ter sido provocado pelo Partido Novo, não por autoridade policial ou pelo Ministério Público, como determina o Código de Processo Penal. Por sua vez, a professora Ana Laura Barbosa, também da FGV-SP, não vê paralelo entre os precedentes citados por Mendonça na decisão – os afastamentos de Eduardo Cunha e de Ibaneis Rocha, respectivamente, da presidência da Câmara e do governo do Distrito Federal – e a situação de Andrei Rodrigues e Leandro Almada.

 

 

É pesaroso constatar, mas o Supremo está uma bagunça, a ponto de ter criado para si uma “jurisprudência de crise”, como bem definiu o professor Glezer. Com espantosa naturalidade, a Corte vinha admitindo absurdos sempre que enxergava “ameaças à democracia” em cada esquina. Agora, é a vez de a heterodoxia servir aos interesses particulares de Suas Excelências, notadamente os de Moraes e Mendonça, ambos orientados pelo instinto de autopreservação. A heterodoxia, sabemos, virou norma na mais alta instância judicial do País. Mas a normalização de atalhos processuais não conta nem jamais contará com o endosso deste jornal, qualquer que seja o ministro que deles se valha.

 

 

Isso não equivale, absolutamente, a absolver a origem dessa bagunça que impera no STF, a exigir uma firmeza ainda não demonstrada por seu ministro presidente, Edson Fachin. A produção de um relatório fajuto contra Mendonça, por encomenda de Moraes, segue gravíssima. Mais ainda quando vista em contraste com o precedente aberto pelo próprio Moraes, que, em abril de 2020, suspendeu a posse de Alexandre Ramagem como diretor-geral da PF por entender que havia risco de “desvio de finalidade” na escolha do então presidente da República, Jair Bolsonaro. Seis anos depois, a ironia é que o defensor da impessoalidade da PF de outrora hoje é ministro suspeito de tê-la violado para se proteger do escrutínio público – e legal – de sua associação com o trambiqueiro Vorcaro.

 

 

O Estado Democrático de Direito não admite a existência de uma força policial disposta a servir a agendas particulares de autoridades ou a operar em nome de causas carentes de delimitação conceitual e fundamentação legal. Cabe a Fachin restabelecer a ordem e mostrar ao País que o STF não é a casa da mãe Joana.

Com Informações: https://portaloinformante.com.br

OAB-DF defende impeachment de Moraes e Toffoli

Conselho Pleno da seccional da OAB propõe também pedidos de investigação sobre os ministros e para fim do inquérito das fake news

Foto: Luiz Silveira/STF

 

 

Por:  Guilherme Resck

O Conselho Pleno da seccional do Distrito Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-DF) aprovou, por decisão majoritária dos seus membros, em reunião realizada entre a noite de terça, 8, e a madrugada desta quarta-feira, 9, um posicionamento sobre a crise institucional em curso no Supremo Tribunal Federal (STF).

O colegiado decidiu pelo encaminhamento de várias propostas ao Conselho Federal da OAB, incluindo a apresentação, perante o Senado Federal, de pedido de abertura de processos de impeachment contra os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, por indícios da prática de crime de responsabilidade.

 

 

 

A lista de propostas também inclui:

 

 

Exigir das autoridades competentes, por meio de expediente do Conselho Federal da OAB, apuração profunda, isenta e transparente do envolvimento de quaisquer autoridades que possam estar implicadas nos fatos ou em qualquer outra irregularidade correlata, inclusive ministros do Supremo Tribunal Federal, ministros do Superior Tribunal de Justiça, demais Tribunais e integrantes do Poder Judiciário em geral, bem como proceder ao afastamento cautelar das funções daqueles em que for constatada tal necessidade, preservadas as garantias constitucionais do contraditório e da ampla defesa.

Propositura, perante o Supremo Tribunal Federal, de pedido de investigação dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, ante a gravidade das condutas sob apuração da Polícia Federal, bem como da regularidade do levantamento de sigilo das investigações do Inquérito do Banco Master, de relatoria do ministro André Mendonça.

Propositura, perante o Supremo Tribunal Federal, a favor do levantamento do sigilo das investigações em trâmite que envolvam autoridades, inclusive ministros do Supremo Tribunal Federal, ressalvados os procedimentos de natureza cautelar sigilosos.

Pedido, perante o Supremo Tribunal Federal, para que o presidente da Corte assuma (avoque) todas as investigações que envolvam pessoas sem foro privilegiado no STF — ou seja, os que não estão na lista do artigo 102, I, “b”, da Constituição – e as encaminhe aos juízes e tribunais competentes do Poder Judiciário.

Pedido, perante o Supremo Tribunal Federal, pelo arquivamento do Inquérito das Fake News, conferindo publicidade aos elementos dos autos.

Elaboração de carta aberta da OAB à Sociedade Civil acerca das medidas tomadas e proposições estruturais para a Reforma do Poder Judiciário, com o consequente resgate da estatura constitucional da Suprema Corte.

Segundo a OAB-DF, as decisões “se orientam exclusivamente pela defesa da Constituição, da legalidade e da harmonia entre os Poderes, sem qualquer viés político-partidário, e confia que os órgãos competentes examinarão os pedidos com o rigor e a imparcialidade que a gravidade do momento exige”.

A crise institucional no STF foi gerada pelo levantamento do sigilo, na semana passada, das mensagens enviadas por Daniel Vorcaro ao ministro Alexandre de Moraes. O sigilo foi derrubado pelo relator das investigações sobre Vorcaro e Banco Master, André Mendonça.

Em novo capítulo da crise, o ministro Flávio Dino proferiu decisão, nesta quarta, desautorizando o colega André Mendonça e determinando a reintegração do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, no cargo.

Dino afirma que a ordem de Mendonça apresenta vícios processuais e sustenta que a questão deveria ser examinada pelo plenário do Supremo.

O ministro também considerou que o Partido Novo não tinha legitimidade para solicitar uma medida cautelar de natureza penal contra os integrantes da PF.
Segundo Dino, o Código de Processo Penal estabelece que medidas cautelares sejam requeridas pelas partes, pela autoridade policial ou pelo Ministério Público, não incluindo partidos políticos entre os legitimados. Para ele, a ausência de legitimidade do Novo “macula integralmente” a decisão de afastamento.

 

“Essa mácula é ainda mais evidente quando se considera que o partido político em foco é direta e imediatamente interessado na suposta medida cautelar, pois possui candidato à Presidência da República que busca sobrepujar o atual mandatário, candidato à reeleição. Não há dúvida de que tal projeto eleitoral é absolutamente legítimo, em sua seara própria, mas não em um processo”, disse Dino.

 

A decisão também questiona a competência de Mendonça para analisar o pedido. O ministro afirma que o presidente do STF, Edson Fachin, havia instaurado um procedimento para que o plenário examinasse os relatórios da PF que estão no centro da controvérsia. Nesse procedimento, Alexandre de Moraes e o próprio Mendonça foram chamados a se manifestar.

Com Informações: https://oantagonista.com.br

CRISE NA PF: Onze diretores da PF entregam cargos após afastamento de Andrei Rodrigues

Integrantes da cúpula da corporação manifestaram apoio ao diretor-geral afastado por André Mendonça e repudiaram acusações contra a instituição

 

Onze dos 13 diretores da Polícia Federal colocaram os cargos à disposição nesta terça-feira (8), após o afastamento do diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada da Costa, determinado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

 

Em manifestação conjunta, os diretores declararam apoio aos dois delegados e repudiaram acusações de que a Polícia Federal teria atuado de maneira não republicana. Segundo o grupo, as críticas contra a cúpula da instituição não encontram respaldo e atingem a credibilidade da corporação.

 

Os integrantes da direção da PF afirmaram que Andrei Rodrigues possui uma trajetória marcada por atuação técnica, isenta e responsável. Também criticaram o que classificaram como narrativas influenciadas por interesses político-eleitorais.

 

 

Ao final do documento, os 11 diretores colocaram formalmente seus cargos à disposição do diretor-geral interino, William Marcel Murad, que assumiu o comando da PF após o afastamento de Andrei.

 

 

Cúpula manifesta apoio

 

 

 

Entre os diretores que assinaram a manifestação estão responsáveis por áreas estratégicas da Polícia Federal, como investigação e combate ao crime organizado e à corrupção, crimes cibernéticos, cooperação internacional, tecnologia da informação e proteção à pessoa.

 

Também aderiram ao movimento os responsáveis pelas diretorias de Administração e Logística, Polícia Administrativa, Gestão de Pessoas, Ensino da Academia Nacional de Polícia, Amazônia e Meio Ambiente e Polícia Técnico-Científica.

 

O diretor de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção, Dennis Cali, está entre os signatários. A área concentra parte das investigações relacionadas ao caso Banco Master.

 

Os únicos dois diretores que não colocaram os cargos à disposição foram William Murad, que assumiu interinamente a direção-geral, e Leandro Almada, que também foi afastado por determinação de Mendonça.

 

 

Afastamento de Andrei

 

 

 

Andrei Rodrigues foi afastado por decisão de André Mendonça, que também determinou a saída temporária de Almada. A medida está relacionada à produção de relatórios de inteligência da Polícia Federal que, segundo o ministro, teriam monitorado autoridades e apresentado conteúdo irregular.

 

Mendonça classificou o material como “apócrifo” e sem legitimidade, além de questionar sua produção e utilização. O ministro também determinou providências para impedir a elaboração ou o compartilhamento de relatórios de inteligência destinados a analisar a atuação de autoridades em determinadas circunstâncias.

 

A decisão provocou uma nova escalada na crise entre integrantes do STF e a Polícia Federal.

 

 

Maioria no STF mantém afastamento

 

 

Nesta terça-feira, a Segunda Turma do Supremo formou maioria para manter o afastamento de Andrei Rodrigues e Leandro Almada. O julgamento, porém, foi interrompido após um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes.

 

Até a suspensão, Mendonça recebeu o apoio dos ministros Kassio Nunes Marques e Luiz Fux, formando maioria pela manutenção das medidas.

 

Com o afastamento, William Murad passou a comandar a Polícia Federal interinamente. O delegado era diretor-executivo da corporação e ocupava o posto de número dois na estrutura da PF.

 

 

Crise envolve Moraes e Banco Master

 

 

 

O conflito que levou ao afastamento da cúpula da PF está relacionado a uma disputa entre Mendonça e o ministro Alexandre de Moraes. 

 

 

Mendonça determinou a retirada do sigilo de documentos da Polícia Federal relacionados ao caso Banco Master e questionou a produção de relatórios de inteligência que teriam sido utilizados para embasar medidas contra ele.

 

Em reação, Moraes pediu a abertura de investigação contra Mendonça por supostos indícios de crimes relacionados à condução de investigações sob responsabilidade do ministro.

 

O episódio aprofundou a crise dentro do Supremo e colocou a Polícia Federal no centro de uma disputa institucional envolvendo relatórios de inteligência, investigações criminais e o caso Banco Master.

Com Informações: https://www.folhadoestado.com.br

Lutador aceita R$ 2,5 milhões para um combate bizarro com chimpanzé

Após viralizar com desafio, Cole Johnson pode lutar com primata; especialistas alertam para riscos ‘catastróficos’ e crueldade animal

Um lutador amador de MMA revelou ter recebido uma oferta de US$ 500 mil, cerca de R$ 2,5 milhões, para lutar contra um chimpanzé. Cole Johnson, de Minnesota (EUA), alegou ter organizado o combate contra um macho adulto para a próxima sexta-feira (11/9).

 

Especialistas, no entanto, alertaram que o suposto confronto é um desastre prestes a acontecer. Primatólogos afirmam que nenhuma habilidade de luta salvará Johnson de sofrer ferimentos “catastróficos”.

 

 

Além das preocupações com a crueldade animal e a conservação da espécie, provocar deliberadamente um chimpanzé a ponto de um ataque é extremamente perigoso para um ser humano.

 

 

 

Riscos do combate

 

 

 

Kimberley Jane Hockings, professora de Ciência da Conservação na Universidade de Exeter, explicou ao Daily Mail que os chimpanzés são animais selvagens com respostas sociais complexas. Eles podem reagir com agressividade extraordinária ao perceberem uma ameaça.

 

 

“Chimpanzés são animais extremamente poderosos, com força na parte superior do corpo e desempenho muscular dinâmico substancialmente superior aos dos humanos”, declarou a especialista. “Quando chimpanzés atacam, os ferimentos podem ser catastróficos”, completou.

 

 

O desafio bizarro ganhou forma depois que Johnson afirmou em uma publicação que conseguiria “vencer um chimpanzé numa luta”. O post viralizou e acumulou mais de 7,8 milhões de visualizações no TikTok.

 

 

Pouco depois, o lutador alegou que pessoas começaram a lhe oferecer dinheiro para que ele cumprisse o que havia dito. Em entrevista a Brendan Ruh, da SantaCruzMedicinals, Johnson afirmou que a oferta de meio milhão de dólares foi feita para ele viajar a um país não revelado para o combate, que poderia ser a República Democrática do Congo.

 

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

Com Informações: https://www.correiobraziliense.com.br

Caso de irmãos desaparecidos no Maranhão ganha apoio da Interpol

Cooperação internacional ocorre enquanto autoridades e familiares tentam identificar crianças resgatadas em outros países; irmãos desapareceram há mais de oito meses

Até o momento, porém, não há confirmação de que Ágata e Allan estejam entre as vítimas encontradas no exterior – (crédito: Thamírys Andrade/SSP-MA)

A investigação sobre o desaparecimento dos irmãos Ágata Isabelle, 6, e Allan Michael, 4, em Bacabal, no Maranhão, passou a contar com o apoio da Interpol oito meses após o sumiço das crianças. A cooperação internacional ocorre enquanto autoridades e familiares tentam identificar crianças resgatadas em outros países.

 

 

Segundo Nathaly Moraes, advogada da família, a Interpol se colocou à disposição para auxiliar nas buscas após contatos feitos com o consulado e o Núcleo de Cooperação Internacional. Uma reunião com o chefe do núcleo está marcada para esta quarta-feira (9/9), na sede da Polícia Federal, em São Luís.

 

 

A advogada afirma que, até então, a investigação não havia recebido apoio efetivo da organização internacional. No início do mês passado, diante da falta de respostas, ela acionou a Polícia Federal. O procedimento, segundo Moraes, foi posteriormente arquivado sob o entendimento de que não havia indícios de tráfico de pessoas.

 

 

Agora, porém, a defesa diz que o caso passa a contar com uma estrutura de cooperação internacional para tentar localizar ou identificar as crianças. “Uma resposta positiva é, pelo menos, o fato de a Interpol estar ajudando. Agora temos uma estrutura”, afirmou a advogada.

 

 

 

Desaparecimento cheio de mistério

 

 

 

Ágata e Allan desapareceram em 4 de janeiro, depois de saírem para brincar no povoado de São Sebastião dos Pretos, em Bacabal. O primo das crianças, Wanderson Kauã, então com 8 anos, desapareceu com os irmãos e foi encontrado com vida três dias depois, debilitado e desorientado. À época, centenas de pessoas participaram de uma operação que mobilizou policiais, bombeiros, militares do Exército e voluntários em áreas de mata, rios e lagos da região.

 

 

A nova frente internacional surgiu a partir de informações sobre crianças que vêm sendo resgatadas fora do país. De acordo com o que foi repassado à defesa, a identificação das vítimas ainda está em andamento e as informações têm chegado gradualmente. A expectativa é que, caso alguma das crianças resgatadas seja identificada e haja compatibilidade com o caso dos irmãos maranhenses, o consulado comunique as autoridades brasileiras.

 

 

Até o momento, porém, não há confirmação de que Ágata e Allan estejam entre as vítimas encontradas no exterior. Nathaly afirma ainda que, desde que passou a acompanhar o caso, não encontrou elementos que confirmassem a hipótese de tráfico de pessoas. Segundo ela, foram solicitadas novas providências investigativas, incluindo a abertura de inquérito e medidas contra agentes que atuaram nas etapas anteriores da investigação.

 

 

A advogada também questiona informações que, segundo ela, constariam de procedimentos anteriores, mas aos quais afirma não ter tido acesso integral.

 

 

A entrada da Interpol, portanto, não representa a confirmação de que as crianças tenham sido levadas para outro país. O apoio internacional abre, por enquanto, uma nova frente para cruzar informações e tentar esclarecer um desaparecimento que, oito meses depois, continua sem uma resposta definitiva.

Com Informações: https://www.correiobraziliense.com.br

CAXIAS EM DESTAQUE: Academia Caxiense de Letras realiza primeira edição do “Café Com Letras”

Encontro será realizado no sábado (12), às 10h.

Por: João Lopes/Portal Noca 

 

 

A Academia Caxiense de Letras realiza no sábado (12), às 10h, a primeira edição do projeto “Café Com Letras”, iniciativa que propõe promover diálogos inteligentes e descontraídos sobre a literatura e suas conexões com diferentes áreas do conhecimento.

O encontro inaugural terá como convidada a professora mestre Ana Carolina Azevedo, geógrafa e doutoranda, que conduzirá uma conversa sobre a obra de Rodrigues Marques, importante ficcionista brasileiro nascido em Caxias.

 

 

Durante o encontro, a pesquisadora abordará as relações entre a literatura produzida por Rodrigues Marques e a geografia humana, estabelecendo conexões entre a produção literária, os espaços, as experiências sociais e os diferentes aspectos que compõem a vivência humana.

 

 

A participação é aberta ao público.