A gordura bege é um tipo que foi descoberto mais recentemente e que atua como a gordura marrom, gerando calor e queimando calorias. Porém, ela é obtida por um processo de transformação do tecido adiposo originalmente branco. Esse mecanismo é desencadeado principalmente pela exposição a baixas temperaturas, mas acredita-se que outros estímulos, como boa alimentação e prática de exercícios físicos, também favoreçam essa mudança.
Especificamente em relação à gordura marrom, a tirzepatida aumentou a atividade de 41,2% para 64,7% das participantes no estudo, enquanto nenhuma mudança comparável foi observada no grupo que recebeu placebo. Para Herman, esses achados acrescentam “uma nova camada à forma como entendemos a nova geração de medicamentos contra a obesidade”.
“Eles não são apenas supressores do apetite. A tirzepatida também parece modular o gasto energético em nível tecidual, abrindo um caminho plausível para futuras terapias que combinem a regulação do apetite com a ativação termogênica”, diz.
A tirzepatida é parte da classe de medicamentos chamada de análogos de GLP-1, que engloba também os remédios Ozempic e Wegovy e ficou conhecida como “canetas emagrecedoras”. Os fármacos simulam a ação do hormônio GLP-1 no corpo.
No pâncreas, essa interação estimula a produção de insulina, motivo pelo qual as drogas são usadas também para diabetes tipo 2. Já no estômago, reduz a velocidade da digestão da comida e, no cérebro, ativa a sensação de saciedade, levando à perda de peso.
Em relação ao emagrecimento com o Mounjaro, por exemplo, o estudo SURMOUNT-4 mostrou que a perda de peso chega a aproximadamente 25,3% após 88 semanas, cerca de 1 ano e 8 meses, de tratamento.