Lula perdeu 37 mil votos em relação a 2022 e viu sua participação cair 4,85 pontos percentuais; Flávio Bolsonaro alcançou 30,90% no estado, contra 26,02% de Jair Bolsonaro há quatro anos.

O presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro (Foto: Douglas Magno e Gledston Tavares/AFP)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) perdeu 37.153 votos no Maranhão no primeiro turno das eleições de 2026, em comparação com o desempenho de quatro anos atrás, e viu sua vantagem sobre o campo bolsonarista diminuir. O petista recebeu 2.566.301 votos, equivalentes a 63,99% dos votos válidos, no 1º turno de 2026, contra 2.603.454 votos e 68,84% em 2022. A queda foi de 1,43% em número absoluto, mas chegou a 4,85 pontos percentuais na participação eleitoral, de acordo com números do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A retração ocorreu justamente em um dos estados onde Lula mantém seu maior nível de apoio eleitoral. Mesmo com a queda, o presidente terminou o primeiro turno com uma vantagem de 33,09 pontos percentuais sobre Flávio Bolsonaro (PL), que recebeu 1.239.040 votos, ou 30,90% dos válidos. Em 2022, Jair Bolsonaro havia obtido 983.861 votos no estado, correspondentes a 26,02%.
A comparação entre os dois percentuais lança luz sobre uma mudança de comportamento no voto dos eleitores maranhenses. Flávio recebeu 255.179 votos a mais que o pai havia conquistado quatro anos antes, um crescimento de 25,94%. Sua participação aumentou 4,88 pontos percentuais, praticamente o mesmo tamanho do recuo registrado por Lula. O resultado estreitou a distância entre os dois pólos de 42,82 pontos, em 2022, para 33,09 pontos neste ano.
O movimento, por sua vez, não altera a importância do Maranhão como um dos principais colégios eleitorais para o petismo. Lula ainda concentrou quase dois terços dos votos válidos no estado e terminou o primeiro turno com mais de 1,3 milhão de votos à frente de Flávio. A dimensão dessa vantagem, no entanto, passou por um decréscimo, com o estado – historicamente marcado por votos expressivos ao presidente e candidato à reeleição – entregando ao candidato do PL uma votação superior à que Jair Bolsonaro havia obtido na mesma comparação.
Alianças nas eleições do MA e o desenho do voto lulista
Há também um elemento local que ajuda a dimensionar a mudança: a eleição para o governo do Maranhão terminou no primeiro turno com a vitória de Eduardo Braide (PSD), que recebeu 54,02% dos votos válidos. Orleans Brandão (MDB) ficou em segundo, com 34,76%, e Felipe Camarão (PT), candidato identificado com o campo governista, terminou com 9,60%. Braide não declarou voto para presidente durante a campanha, enquanto a disputa estadual foi marcada por uma divisão entre grupos que haviam orbitado a base do governo Lula.
O resultado estadual ajuda a separar duas dimensões que, em 2022, apareciam mais próximas: a força do lulismo em contraste às alianças locais. Lula continuou liderando a eleição presidencial no Maranhão mesmo sem contar, neste primeiro turno, com uma candidatura competitiva do PT ao governo. Mas a redução de sua votação indica que o apoio ao presidente não se reproduziu integralmente na mesma intensidade do pleito anterior.
A diferença também aparece quando se observa o comportamento do Nordeste. Lula manteve ampla vantagem na região, mas sua participação caiu de 66,7% dos votos válidos no primeiro turno de 2022 para 63,77% em 2026. Flávio, por outro lado, alcançou 30,85% no Nordeste, acima dos 27% obtidos por Jair Bolsonaro quatro anos antes.
Com Informações: https://oimparcial.com.br
Categoria: Notícias