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PARABÉNS ILUSTRE : RODRIGO OTÁVIO BAIMA PEREIRA, 95 ANOS

Rodrigo Baima  (95 anos)

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Fotos: 1) Rodrigo Baima. 2) Rodrigo Baima (ao centro), com Raing Rayg de Araújo Oliveira e Edmilson Sanches, no Instituto Histórico e Geográfico de Caxias (IHGC). 3) Rodrigo Baima, Wybson Carvalho, Arthur Almada Lima Filho, Erlinda Maria Bittencourt, Joaquim Vilanova Assunção Neto e Edmilson Sanches, no IHGC. 4) Foto de Rodrigo Baima quando jovem: ele é o primeiro à esquerda, agachado, com José Maria Machado. Entre os demais oito em pé, identificam-se Flávio Teixeira de Abreu, João da Providência Lima, Luís Leitão (era meu parceiro quase diário em jogos de palavras no bar “Recanto dos Poetas”, do Arthur Cunha, na Praça Vespasiano Ramos ou Largo de São Benedito, em Caxias), Abel Martins, Mariano Vasconcelos. E os brasões do Instituto Histórico e Geográfico de Caxias e da Academia Brasileira de Letras, entidades de que Rodrigo Baima é membro.

Rodrigo Baima, Wybson Carvalho, Arthur Almada Lima Filho, Erlinda Maria Bittencourt, Joaquim Vilanova Assunção Neto e Edmilson Sanches, no IHGC.

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Caxias deveria fazer festa.

Há 95 anos, em 12 de setembro de 1928, nascia Rodrigo Otávio Baima Pereira.

São 95 anos de um ser humano de memória e amor extraordinários quando o assunto é a cidade de Caxias — também minha terra natal.

Sem ofensa a ninguém, Rodrigo Baima é daquele grupo dos mais caxienses dos caxienses.

Sempre portando uma pasta debaixo do braço, com documentos e informações sobre Caxias, mas, mais ainda, com mais informações na sua grande memória, Rodrigo Baima já chegou a ser chamado de “museu vivo de Caxias” — evidentemente, pelo enorme acervo de dados, pelo conhecimento vivido e, também, pelo compartilhamento, com humildade, de seus saberes com os mais novos, estudantes, pesquisadores, escritores.

Rodrigo Baima (ao centro), com Raing Rayg de Araújo Oliveira e Edmilson Sanches, no Instituto Histórico e Geográfico de Caxias (IHGC).

Rodrigo Baima é desses que merecem as melhores honrarias em vida.

A Academia Caxiense de Letras e o Instituto Histórico e Geográfico de Caxias já têm a honra de tê-lo em seus quadros de membros efetivos; é, portanto, meu confrade nessas duas Casas de Cultura.

Foto de Rodrigo Baima quando jovem: ele é o primeiro à esquerda, agachado, com José Maria Machado. Entre os demais oito em pé, identificam-se Flávio Teixeira de Abreu, João da Providência Lima, Luís Leitão (era meu parceiro quase diário em jogos de palavras no bar “Recanto dos Poetas”, do Arthur Cunha, na Praça Vespasiano Ramos ou Largo de São Benedito, em Caxias), Abel Martins, Mariano Vasconcelos.

No Ensino Médio, no Colégio São José, em Caxias, tive como colega de turma um dos filhos do Rodrigo, o Paulo Augusto, que faleceu em 2013. Seu Rodrigo, homem da História, certamente não previa nem queria vivenciar ou escrever este capítulo em sua vida… São assim os pais: não querem enterrar os próprios filhos… (Em uma das visitas que fiz à residência do Rodrigo, a conversa tocou, por um momento, no nome do filho Paulo, e vi os olhos de Seu Rodrigo marejarem, o silêncio instalar-se por uns instantes, a cabeça pender à direita dele, pensativo… Era o coração ainda saudoso e dolorido ante a perda filial.)

Lembro, por outro lado, uma passagem bem-humorada do seu Rodrigo Baima, na sede do Instituto Histórico e Geográfico de Caxias. Com jeito sério, ele comunica em meio a uma conversa em um pequeno grupo : ” — Vamos ajudar o Edmilson Sanches a ganhar a prefeitura de Imperatriz”. E, após breve pausa, complementou, entre risos: “Aí ele devolve Imperatriz para Caxias…”

Brasão da Academia Brasileira de Letras

Claro, era só uma lembrança do processo histórico e geográfico de autonomia de municípios que tiveram como matriz, como origem, o ainda hoje grande — mas, evidentemente, não mais tão extenso — território caxiense, de onde Imperatriz saiu e se tornou o segundo mais rico de todo o Maranhão. (Primeiro, ocorreu a autonomia de Pastos Bons, que era vila de Caxias; depois, de Pastos Bons saiu Grajaú; e, finalmente, de Grajaú saiu Imperatriz, segundo um documento de genealogia de cidades, do IBGE. Deste modo, Caxias é “mãe” territorial de Pastos Bons, “avó” de Grajaú e “bisavó” de Caxias…).

Pelos saudáveis e lúcidos 95 anos de vida e de defesa dos mais nobres valores caxienses, receba, Rodrigo, os parabéns de todos que — talvez não tanto quanto você — aprenderam a amar com orgulho a terra que nos viu nascer.

Brasão do Instituto Histórico e Geográfico de Caxias

 

EDMILSON SANCHES
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Categoria: Notícias