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Advogado diz que Cid “assumiu tudo” e não responsabilizou Bolsonaro

Foto: Sérgio Lima

O advogado Cezar Bitencourt, responsável pela defesa do ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), tenente-coronel Mauro Cid, teve um áudio vazado em que afirma que, sobre o suposto esquema de venda de joias no exterior, o militar não acusou o ex-chefe do Executivo de nada e “assumiu tudo” em depoimentos prestados à PF (Polícia Federal).

“Estão colocando palavras que não tem no Cid. Acusações ao Bolsonaro que não existem […] O Cid assumiu tudo, não colocou o Bolsonaro em nada”, diz um trecho do áudio enviado pelo advogado a uma pessoa chamada Camila, que seria apresentadora de um programa televisivo.

Bitencourt diz também que não está “jogando” Cid contra Bolsonaro e que o tenente-coronel faz “a sua defesa”. O advogado disse não ter “nenhuma simpatia” pelo ex-presidente, mas considerou os comentários da interlocutora como um “desrespeito” à defesa do ex-ajudante de ordens e ao ex-chefe do Executivo.

Ele ainda questiona: “Esses aspectos, essas suspeitas de que poderia ter envolvimento do Bolsonaro, ter corrupção, ter desvio –inclusive de militares, de generais– o que que é isso?”.

Conforme a defesa, a única quantia que Cid movimentava para Bolsonaro tinha relação com o seu salário como presidente da República e da aposentadoria como capitão reformado do Exército, já que o ex-presidente “não gosta de cartão de crédito” e preferia fazer o pagamento de suas contas em dinheiro físico.

Não há informações de quando o áudio foi enviado. O Poder360 entrou em contato com a equipe de Cezar Bitencourt, que informou que não se manifestará sobre o caso.

Em novembro de 2022, o Portal da Transparência informava que Bolsonaro recebia R$ 42.880,19 por mês. Os valores eram referentes aos R$ 11.945,49 brutos mensais da aposentadoria do Exército e R$ 30.934,70 (R$ 23.453,43, descontados os impostos) do salário como presidente da República.

Na 5ª feira (31.ago), Cid depôs por 12 horas sobre o suposto esquema de venda de joias no exterior. Já Osmar Crivelatti, ex-assessor de Bolsonaro, deixou o prédio da PF por volta de 20h. As oitivas começaram às 11h –todos os depoimentos foram marcados para o mesmo horário.

Bolsonaro e Michelle ficaram em silêncio. Segundo a defesa do casal, só haverá esclarecimentos quando o caso for submetido à 1ª Instância. Eis a íntegra da petição enviada pelos Bolsonaros ao delegado do caso.

FONTE: terrabrasilnoticias.com/via Poder 360

Categoria: Notícias