Repasse Informativo | Marcos Monteiro - Repasse Informativo Caxas-MA, O Blog do Marcos Monteiro.

BASTIDORES: Daniella quer esclarecimentos sobre violência contra policial do MA no Ceará

Por: Gilberto Léda 

A deputada estadual e procuradora da mulher na Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão, Daniella (PSB), se pronunciou sobre a denúncia de agressão sofrida por uma policial civil maranhense ocorrida durante treinamento no estado do Ceará. Por meio do Twitter, a parlamentar anunciou o protocolo de um pedido de esclarecimentos.

“As imagens são chocantes e revoltam! É preciso que as autoridades sejam implacáveis na apuração desse caso e que o agressor seja punido com os rigores da Lei!“, publicou Daniella.

“Como Procuradora da Mulher da Assembleia, protocolarei pedido de informações à respeito das investigações do caso e que os resultados sirvam de exemplo para que os covardes saibam que o tempo de impunidade está indo embora. Agressores, covardes e canalhas não passarão!”, acrescentou.

O caso repercutiu durante sessão plenária no Parlamento Maranhense, nesta quarta-feira. Também por meio das redes sociais o Governador Carlos Brandão se manifestou. “O Sistema de Segurança Pública do Maranhão segue acompanhando de perto o caso da policial maranhense que sofreu agressão durante um curso no Ceará. Estamos fornecendo o apoio necessário à vítima. Agradecemos a colaboração da Polícia Civil cearense.”, pontuou Brandão.

O caso

Não identificada, a Policial Civil do Maranhão denunciou que foi agredida com golpes com um pedaço de madeira por um instrutor da Polícia Militar em um curso tático no Ceará. De acordo com a vítima, outras 21 mulheres teriam sofrido a mesma agressão. Segundo a denúncia, o motivo seria o sumiço de uma fatia de pizza.

“Estava em outra parte quando vi aquele cara louco falando ‘Roubaram minha pizza’, ‘São loucas’. Ele colocou todo mundo em posição de flexão e desceu a paulada em todas, na bunda. Tinha 22 comigo”, conta.

 

ENTENDA O CASO PELO DIÁRIO DO NORDESTE:

relato e foto de agressão sofrida por policial maranhense em curso no Ceará

Legenda: A policial foi vítima de pauladas / Foto: Reprodução

 

 

Policial civil do Maranhão é agredida a pauladas por instrutor durante curso tático no Ceará

A agente do segurança ficou com hematomas nas nádegas

Uma investigadora da Polícia Civil do Maranhão (PC-MA) de 53 anos foi agredida a pauladas por um instrutor durante a 3ª edição do Curso Tático Policial Feminino (CTAP), promovido pela Academia Estadual de Segurança Pública do Ceará (Aesp). Ela teve hematomas nas nádegas e divulgou o caso em suas redes sociais após pedir para sair do curso e voltar ao estado maranhense. 

A agente de segurança, que trabalha nas forças de segurança há 14 anos, sofreu a agressão no último dia 8 de junho. A mulher, que ainda não será identificada por motivos de segurança, relatou ao Diário do Nordeste que o agressor a chamava de “velha” durante as pauladas, para fazer “pressão psicológica”.  

Ela conta que pediu desligamento da instrução e retornou ao alojamento, onde foi procurada pela coordenação do Curso e por policiais. Eles teriam pedido desculpas e solicitado que ela voltasse às aulas, mas, segundo ela, o trauma da agressão a deixou com medo. 

 

relato e foto de agressão sofrida por policial maranhense em curso no Ceará

Legenda: A policial foi vítima de pauladas

Foto: Reprodução

O curso ocorreu em várias localidades, incluindo em uma fazenda em Maracanaú, na Grande Fortaleza, e também teve etapas que ocorreram em área rural. A agente chegou ao Ceará no dia 27 de maio para começar sua participação no treinamento.  

A maranhense já havia participado de um treinamento mais intensivo de tática, no Curso de Operações Táticas Especiais (COTE), em 2012.

“Foi um curso de 45 dias em 2012, então eu fui bem tranquila fazer este curso [agora], até porque fala de valorização da mulher, empoderamento. Achei bem importante eu participar. Mas foi totalmente desviado esse objetivo”, conta.

INQUÉRITO INSTAURADO

A policial fez um Boletim de Ocorrência (B.O) no dia 10 de junho na Casa da Mulher Brasileira, antes de sair do Ceará. A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Estado do Ceará (SSPDS-CE) informou que um inquérito foi aberto na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) e pontuou que a mulher foi devidamente acolhida após as oitivas. 

“É importante destacar ainda que, assim que o pedido de desligamento do curso foi solicitado pela policial feminina, foi designada uma equipe para acompanhar a vítima ao seu estado de origem”, diz a pasta. 

O Curso contou com 44 mulheres como alunas. Haviam agentes de segurança também do Corpo de Bombeiros, da Polícia Militar e da Polícia Penal.  Além de cearenses, vieram mulheres dos estados de Pernambuco, Maranhão, Paraná, Rio Grande do Norte e Piauí.

INSTRUTOR FOI AFASTADO DO CURSO 

Conforme a SSPDS, o policial de Tocantins suspeito das agressões, que atuava como instrutor do CTAP, foi “imediatamente afastado” das aulas. 

Ainda de acordo com a Secretaria, a Controladoria Geral de Disciplina (CGD) dos Órgãos de Segurança Pública, que é “autônoma e isenta”, determinou “imediata instauração de procedimento disciplinar para devida apuração na seara administrativa disciplinar”. 

“Por fim, a SSPDS frisa que não compactua com tais condutas e salienta que todas as denúncias apresentadas passam por investigação preliminar no intuito de que indícios de autoria e materialidade sejam colhidos para dar subsídios ao oferecimento de instrução processual e adoção de medidas cabíveis na esfera criminal”, conclui a SSPDS.

Com Informações: https://gilbertoleda.com.br e https://diariodonordeste.verdesmares.com.br

Categoria: Notícias