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CAXIAS EM DETALHES: A GRANDE PERDA…

Ela estava em casa. Em família. Em paz. Em repouso.

Nada do que está aí em cima descreve ou caracteriza o prenúncio da grande dor — a da perda física e para sempre de um ser querido, um ente amado.

Estou em viagem e a notícia da morte — súbita e surpreendente, inesperada e indesejada — da professora universitária Rita Palhano suscita-me reflexões sem fim. Antes disso, em pensamento empático, imagino a surpresa, a talvez momentânea incredulidade ou perplexidade dos que estavam ali, próximos à Dª Rita, até a inevitabilidade, a impotência, a dolorosa caminhada mental-sentimental rumo à resignação, aceitação…

E entre os mais próximos a Dª Rita, ninguém mais tão próximo que seu marido, o conterrâneo (de Caxias), o confrade (de Academia e Instituto) Ruy Palhano. Como alguém que tem e que procura respostas para o mais imaterial em nós (a mente) se vê e se sente ali ante o inesperado, o imponderável.

A vida é breve… Mas o fato de estarmos vivos prega-nos a ilusão de que somos eternos… Somos apenas enfermos — enfermos de vida.

Preparamo-nos tanto para as incertezas do viver que nos esquecemos de nos preparar para a certeza do morrer… Talvez porque não há nada que nos prepare para isso…

Cada um que está lendo isto não tem assegurado nada em termos de continuidade de sua vida. Quem lê pode morrer daqui a pouco. Quem escreveu, também. A vida é breve… Curta demais para ser miúda. Deveria não haver espaço para a arrogância, a presunção, a maldade — só o Bem, o Bom, o Belo… Utopia? Não importa. Devemos insistir nela: as utopias nos salvam do seu contrário e nos dizem que há possibilidades — inda que elas pareçam impossíveis…

Nas minhas escritas já utilizei muitas palavras e até inventei algumas. E todas elas parecem ser insuficientes senão impróprias para dizer ao Ruy e aos filhos e demais familiares de nosso pesar ante tão brusca e dolorosa perda. Nós, que perdemos entes familiares assim tão próximos e queridos, sabemos que nada deveria ser dito nesta hora. Mas insistimos.

Solidariedade… Fé,,, Força… Talvez isso ajude a suportar a dor e brusquidão, a superar o que vem depois daí e se instala por uns tempos em nós.

Nesse momento de dor, luto e saudades, que Ruy e a Família Palhano sintam, no pesar e nas condolências dos amigos, confrades e conhecidos, o calor, a disponibilidade, o sentimento, enfim, a vida que saiu da professora Rita para se instalar por todo o sempre, como memória e saudade, em cada um dos que brotaram dela, dos que aprenderam com ela, dos que, nunca, esquecerão dela…

Que a Eternidade a receba em paz…

EDMILSON SANCHES

Categoria: Notícias