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CORRUPÇÃO NO MARANHÃO: ENTRE O RIDÍCULO E O IMORAL

O Ministério Público do Maranhão ajuizou uma nova Ação Civil Pública contra a ex-prefeita do município de Bom Jardim, localizado a 275 km da capital, São Luís. Conhecida como “prefeita ostentação”, Lidiane Leite, tornou-se motivo nacional de escárnio na mídia nacional por exibir, em redes sociais, luxo e glamour com dinheiro público. O populares Facebook e o Instagram são ambientes onde costumam predominar momentos felizes, os feitos dos bem-sucedidos, os brindes, as viagens às Ilhas da Fantasia de cada um e todo o kit que compõe a Sociedade das Aparências de uma modernidade de emoções fraudulentas.

 

Jovem e deslumbrada, a prefeita agora é novamente suspeita de fraudar os cofres municipais. Foi denunciada por suposta ilegalidade na licitação que contratou empresa especializada em… serviços funerários! Lidiane – esquecida de que caixão não tem gaveta – autorizou licitação de R$ 135 mil para contratação de uma única empresa para entrega de 265 urnas funerárias populares à população carente, com um detalhe: 25 caixões foram classificadas na categoria “luxo” e 20 de “superluxo”.

 

Maranhão da Corrupção

 

Dados do Ministério Público Federal de 2012 revelaram que o Maranhão era o estado com maior número de ações por improbidade administrativa, em escala crescente. Um aumento de 468%, quase 500% com relação ao ano anterior. Quatro anos depois, o estado continua como a unidade da Federação que mais ajuíza ações de improbidade no Brasil – informação confirmada, no mês passado, pelo procurador do Ministério Público Federal José Raimundo Leite Filho, mestrando em Ciências Jurídicas pela Universidade de Lisboa.

 

Em 2013, havia 700 inquéritos em curso na Superintendência da Polícia Federal, envolvendo desvio de recursos públicos no Maranhão, ou seja, suspeita de corrupção em 90% dos 217 municípios do estado, com recursos disponibilizados pelo Governo Federal, para investimentos em programas sociais e melhoria do Índice de Desenvolvimento Humano. O estado campeão em diferentes ranking de corrupção, como é de conhecimento público, permanece mergulhado nos piores indicadores sociais, disputando números negativos com o minúsculo Alagoas.

 

A quantidade de inquéritos e ações na Justiça é inversamente proporcional ao sucesso nas urnas. Nas eleições municipais de 2016, apenas 35% dos prefeitos maranhenses obtiveram a reeleição. Com a classe política brasileira mergulhada em crise, a situação dos alcaides que fazem dos cofres públicos uma extensão de suas fortunas pessoais não é nada promissora. A representatividade do país parece entrar em profundo processo de transformação açoitada pelas enxurrada de denúncias. Por isso mesmo, a FAMEM (Federação dos Municípios do Estado do Maranhão) precisa deixar de ser apenas uma entidade que vai até Brasília com o pires na mão, para oferecer aos seus associados ferramentas de modernas técnicas de gestão pública e outros recursos importantes para a governabilidade eficiente.

Fonte: https://bulicoso.com.br/

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