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DIRETO DE BRASÍLIA: Por 461 votos a 19, Câmara aprova PEC que acaba com escala 6×1

Texto segue ao Senado

Deputados na votação do fim da escala 6×1 Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

 

 

Câmara dos Deputados aprovou na noite desta quarta-feira (27), em dois turnos, a proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/19 que acaba com a escala de trabalho 6×1. Foram 461 votos favoráveis e 19 contrários, no segundo turno. O texto segue para votação no Senado.

 

 

 

A PEC determina a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem perda salarial. A proposta ainda garante duas folgas semanais, sendo uma preferencialmente aos domingos. As mudanças entrarão em vigor 60 dias após a promulgação do texto.

 

 

 

O texto aprovado foi apresentado pelo relator, o deputado Leo Prates (Republicanos-BA), para duas propostas de emenda à Constituição que já tramitavam: a PEC 221/19, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que estabelecia 36 horas semanais após um período de 10 anos, e a PEC 8/25, da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), que introduzia a escala 4×3, com limite de 36 horas semanais, depois de um ano.

 

 

 

Após o fim do primeiro turno de votação, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que a Casa deu um passo importante para “uma mudança fundamental para os trabalhadores e trabalhadoras do país desde a Constituição de 1988”.

 

 

 

– Assumi esta condução com todo o equilíbrio, responsabilidade e, principalmente, compromisso com os brasileiros. Por isso, já no início do debate, tratei três pilares como inegociáveis para esta Casa e para o governo federal: a redução da jornada para 40 horas semanais, dois dias de descanso e a manutenção dos salários dos trabalhadores – disse Motta.

 

 

 

TRANSIÇÃO

De acordo com o texto aprovado, após 60 dias, a jornada será reduzida de 42 horas semanais para 40 horas. Doze meses após a entrada em vigor das 42 horas, a duração do trabalho será reduzida para 40 horas semanais, com o máximo de 8 horas diárias de trabalho. A transição foi incluída após um acordo do governo com o presidente da Câmara dos Deputados.

 

 

 

Depois do prazo de 60 dias e dentro do período de redução da jornada, o texto prevê a possibilidade de ampliar a duração diária do trabalho normal. Essa ampliação deverá ser feita por negociação em convenção ou acordo coletivo de trabalho.

 

 

 

Antes da votação em plenário, o texto foi aprovado na comissão especial que analisou a matéria. Pela manhã, Motta realizou uma sessão protocolar de oito minutos para que fosse liberada a votação do texto na comissão especial. Dos 38 membros da comissão, 34 votaram a favor e quatro, contra. Na sequência, a PEC foi incluída na Ordem do Dia da Câmara, ou seja, na pauta de votações no Plenário.

Com Informações: https://pleno.news//via *Agência Brasil

O Novo Xadrez de Codó: FC Oliveira Avança, Oposição Racha e Larissa DP Sacode a Política

foto: (Montagem)  FC Oliveira atual prefeito de Codó Dr. Zé Francisco e o filho Pedro Neres, Biné Figueiredo e Larissa DP

 

 

Por: Marcos Monteiro e Lázaro Freitas

 

O cenário político de Codó pegou fogo e já redesenha as forças de todo o Leste Maranhense. A gestão de Francisco Carlos Oliveira, o FC Oliveira, impõe um ritmo frenético de investimentos que atropela o passado e transforma a cidade no principal laboratório político da região para as eleições de 2028. Essa eficiência administrativa isola a oposição e consolida o grupo governista como uma potência eleitoral imbatível.

 

 

Choque de Gestão: O Rolo Compressor no Leste Maranhense

 

 

A atual administração reestruturou serviços essenciais para transformar Codó em uma vitrine regional:

 

Asfalto Novo: Expansão agressiva da pavimentação e recuperação recorde de vias urbanas.

 

 

Saúde Destravada: Insumos garantidos nos postos e queda drástica nas filas de exames.

 

Bolso Cheio: Salário do funcionalismo pago rigorosamente em dia, aquecendo a economia local.

 

 

 

 

Essa postura enérgica resgatou o orgulho do codoense, gerando um contraste violento com a paralisia e as crises que marcaram a era de Dr. Zé Francisco.

O Alvo é 2028: O Próximo Pleito como Esquenta Oficial

O próximo embate nas urnas não vai apenas medir forças para deputados e governadores. Ele será o termômetro decisivo para a sucessão municipal de 2028. As urnas vão quantificar, voto a voto, quem realmente tem musculatura para liderar o município e influenciar as cidades vizinhas do Leste Maranhense.

A Missão de Nagib: O atual deputado estadual Francisco Nagib entra em campo como o grande articulador do grupo. Ele carrega a missão crucial de converter a confortável  aprovação do prefeito em uma votação histórica, pavimentando um caminho tranquilo para o projeto governista de 2028.

 

 

 

O Furacão Larissa DP: Dinheiro, Massa e Estrutura

 

 

A entrada de Larissa DP na corrida para deputada federal implodiu os arranjos tradicionais do Leste Maranhense. Impulsionada pelo gigantismo estrutural do empresário Eduardo DP, ela montou um quartel-general estratégico em Codó, dividindo-se em ritmo frenético com a Ilha de São Luís.

 

 

 

 

Larissa está “correndo o campo” com eventos de massa, ações sociais de grande impacto e reuniões políticas que impressionam pelo fôlego financeiro. Essa presença agressiva injeta uma energia inédita na cidade e ameaça engolir as bases de políticos tradicionais que já miravam o xadrez de 2028.

 

 

Oposição Fragmentada e o Preço do Desgaste

 

 

Enquanto o governo avança como um rolo compressor para se consolidar até 2028, a oposição bate cabeça e tenta sobreviver em meio a rachas internos e vaidades:

Dr. Zé Francisco: Tenta ressurgir das cinzas, mas paga um preço altíssimo. Sua gestão anterior foi marcada pela falta de pulso firme e por uma excessiva interferência familiar. Agora, sem a máquina pública na mão, tenta ensaiar um retorno contra um grupo amplamente estruturado.

 

 

 

Pedro Neres: Filho de Zé Francisco, surge como opção jovem para tentar oxigenar o clã familiar e contornar a rejeição. O paradoxo é que o próprio Pedro foi um dos grandes protagonistas e articuladores daquela gestão apagada, sendo apontado como peça central no desgaste que hoje o grupo tenta desesperadamente esconder.

 

 

Biné Figueiredo: O Fiel da Balança para 2028

 

Como de costume, o veterano Biné Figueiredo detém as cartas mais valiosas do jogo político codoense. A história recente justifica seu peso de ouro: no passado, sua aliança com o ex-prefeito Dr. Zé Francisco canalizou mais de 8 mil votos decisivos para aquele grupo. Contudo, após ser preterido e romper com a antiga gestão, Biné migrou para o grupo do atual prefeito, FC Oliveira, arrastando consigo seu expressivo capital de votos e uma base sólida de aliados fiéis — um movimento que alterou em definitivo o equilíbrio de forças na cidade.

Agora, de olho no horizonte de 2028, ele mantém o suspense se lançará um herdeiro político próprio ou se selará uma nova aliança definitiva.

Os bastidores fervem: Larissa DP e Eduardo DP já realizaram visitas estratégicas à residência do ex-prefeito. O plano é nítido: sintonizar o vigor e a estrutura da pré-candidata federal ao prestígio histórico e à força comunitária de Biné. Essa união desenha uma força política de grande impacto, capaz de consolidar o favoritismo e ditar as regras do jogo rumo à sucessão municipal de 2028.

Caxias em Chamas: Catulé Júnior, Daniela, Adelmo Soares e Cláudia Coutinho travam batalha histórica pelo voto local

foto: (montagem)

 

 

Por: Marcos Monteiro

 

Com quatro nomes de peso da própria cidade na corrida, a eleição em Caxias ganha contornos de disputa direta e sem espaço para erros. O avanço de candidaturas “aventureiras” surge como o elemento imprevisível que pode definir o futuro político do município.

 

A corrida eleitoral em Caxias, um dos colégios eleitorais mais estratégicos do Leste Maranhense, atingiu o seu ponto de ebulição. A disputa, que antes parecia polarizada, fragmentou-se com a consolidação de quatro forças nativas: o deputado Catulé Júnior, deputada Daniela, deputado Adelmo Soares e a deputada Cláudia Coutinho.

 

 

 

O diferencial

 

 

Diferente de pleitos anteriores, em que lideranças de fora obtinham votações expressivas com facilidade, desta vez os candidatos da terra fecharam o cerco. Todos redirecionaram suas principais estruturas e discursos para as demandas locais. O resultado é um cenário de disputa territorial milimétrica, onde cada bairro, comunidade rural e reduto eleitoral virou alvo de uma guerra de bastidores.

 

 

 

O raio-X das quatro forças de Caxias

 

 

Catulé Júnior: O deputado estadual aposta no recall de suas ações e foca em infraestrutura urbana, fortalecimento da saúde e suporte ao produtor rural. Sua estratégia central é o corpo a corpo intensivo, mantendo presença constante nas comunidades rurais e periferias para solidificar o voto popular.

 

 

Daniela: O capital político de Daniela é sustentado por uma forte estrutura local e familiar:

 

Trabalho de Base: Articulação direta e presença constante nos bairros e na zona rural.

 

 

Lideranças Comunitárias: Alianças com representantes históricos que garantem capilaridade e diálogo com a população.

 

 

Grupo Político: Sustentação firmada na forte influência do grupo liderado por Fábio Gentil na região.

 

Adelmo Soares: Experiente na política local, adota uma agenda voltada para o cotidiano da cidade e foca no eleitor que busca renovação administrativa, mas exige um representante que conheça a fundo a realidade e a identidade caxiense.

 

Cláudia Coutinho: A deputada estadual entra no tabuleiro carregando o DNA de um dos grupos políticos mais tradicionais e influentes da região. Esposa do ex-prefeito de Matões, Ferdinando Coutinho, ela é cunhada do ex-presidente da Assembleia Legislativa, Humberto Coutinho — historicamente consagrado como a maior liderança política da “Princesa do Sertão”. Cláudia utiliza o peso dessa herança e a capilaridade do sobrenome para unificar o eleitorado saudosista e as bases tradicionais, convertendo sua atuação na Assembleia e o legado de seu grupo em capital político decisivo para atrair o eleitor caxiense.

 

 

 

O fator “aventureiro”: O perigo da pulverização

 

 

 

 

O grande elemento de instabilidade neste pleito é a presença das candidaturas externas, popularmente chamadas de “aventureiras”. São políticos sem histórico de serviços prestados em Caxias, que surgem no município apenas no período que antecede as eleições, inflados por fundos partidários robustos ou alianças puramente pragmáticas.

 

 

 

Fator surpresa? 

 

 

 

Embora não tenham raízes locais, esses nomes cumprem um papel perigoso para os candidatos da terra: eles funcionam como para-raios do voto de protesto e capturam o eleitorado indeciso, que está cansado das velhas estruturas.

 

 

 

 Bolo fatiado

 

 

 

Em uma eleição onde a base local já está dividida em quatro partes, a perda de pequenos percentuais de votos para candidatos de fora pode minar as chances de vitória de lideranças legítimas da cidade. O eleitor se encontra em uma encruzilhada complexa: consolidar uma força local já conhecida ou dispersar o voto em uma aposta sem garantias de retorno para o município.

 

 

 

 

Fragmentação máxima: A decisão ficou para outubro

 

Com esse tabuleiro desenhado, Caxias se consolida como um dos municípios mais imprevisíveis do Maranhão. A presença de quatro candidaturas competitivas da mesma cidade aumenta o engajamento da população, mas gera uma fragmentação inédita do eleitorado. Ninguém tem a vitória garantida e cada voto desperdiçado pode ser fatal.

 

 

 

As alianças

 

 

As alianças de bastidores, a capacidade de mobilização na reta final e o desempenho nos discursos ditarão o ritmo das próximas semanas. Em uma cidade com quatro frentes locais disputando palmo a palmo o mesmo chão, a pergunta que ecoa nas ruas permanece sem resposta: a quem o povo de Caxias confiará o seu destino político?

 

 

A resposta definitiva está guardada, sob forte tensão, na soberania das urnas de outubro.

Flávio encontra Donald Trump ao lado de Eduardo e Figueiredo

Ex-deputado citou “interesses estratégicos” em comum ao falar sobre as parcerias entre EUA e Brasil

Flávio Bolsonaro, Donald Trump, Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo Foto: Reprodução Instagram

 

Na tarde desta terça-feira (26), o senador Flávio Bolsonaro confirmou que se reuniu com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no Salão Oval da Casa Branca, em Washington D.C.. O encontro também contou com a presença do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro e do jornalista Paulo Figueiredo.

A reunião havia sido alvo de especulações ao longo do dia, já que não constava na agenda oficial do governo norte-americano. Mais cedo, Flávio publicou um vídeo informando que estava entrando na Casa Branca para uma “conversa muito bacana”, sem revelar o nome do interlocutor.

 

Após o encontro, Eduardo Bolsonaro publicou uma foto ao lado de Trump e afirmou que há alinhamento político entre o republicano e o grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

 

– Brasil e EUA têm interesses estratégicos comuns: fortalecimento do comércio, defesa da liberdade, combate ao crime organizado internacional e promoção da prosperidade nas Américas – escreveu.

 

Em outro trecho da publicação, Eduardo fez críticas à política externa do governo Lula (PT).

 

– Há uma convergência natural de valores e objetivos. No futuro governo Flávio Bolsonaro haverá uma política internacional firme, alinhada às democracias ocidentais, em contraste com a atual diplomacia ideológica de Lula e Celso Amorim – declarou.

 

A publicação foi feita nas redes sociais pouco depois da reunião na Casa Branca.

Com Informações: https://pleno.news

Tenho pressão alta, não posso comer carne?

Quem tem hipertensão costuma ouvir que carne vermelha é proibida. Mas a ciência distingue entre carne fresca e processada — e essa diferença muda completamente a resposta.

Foto: Renata Photography / Shutterstock

 

 

Por: Marcia Tojal 

 

 

A hipertensão arterial, popularmente conhecida como pressão alta, afeta cerca de 1,28 bilhão de adultos em todo o mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde. Por isso, é natural que quem receba o diagnóstico queira saber o que pode e o que não pode comer. A carne vermelha frequentemente aparece na lista de alimentos a evitar. Mas essa recomendação genérica, quando não distingue carne fresca de carne processada, simplifica uma discussão científica muito mais complexa.

 

 

Grande parte das evidências que associam carne vermelha à hipertensão vem de estudos observacionais. Uma meta-análise de coortes prospectivos publicada no Journal of Human Hypertension, que reuniu 351.819 participantes em dez estudos, encontrou associação entre o consumo elevado de carne vermelha, sem distinguir fresca de processada, e maior risco de hipertensão (RR = 1,22; IC95%: 1,11–1,35). Porém, como discutido em outros artigos desta série, estudos observacionais identificam correlações, mas não estabelecem causalidade: quem consome mais carne vermelha tende, em média, a consumir mais sódio total, praticar menos atividade física e ter padrões alimentares globalmente menos saudáveis, fatores que elevam a pressão arterial.

 

 

Uma revisão publicada no Current Cardiology Reports (2025) e outra na American Heart Journal (State-of-the-Art Review, 2023) chegam à mesma conclusão: a carne processada (bacon, linguiça, salsicha, presunto, salame) está consistentemente associada a maior risco de hipertensão, enquanto os dados para a carne fresca são muito mais heterogêneos e frequentemente não significativos. O mecanismo é direto: carnes processadas contêm quantidades muito maiores de sódio e nitratos, e o excesso de sódio é um dos fatores dietéticos com relação causal mais bem estabelecida com a elevação da pressão arterial.

 

 

Quando o foco recai sobre ensaios clínicos randomizados (ECRs), que é considerado o desenho de estudo mais robusto para avaliar causalidade, o panorama muda consideravelmente. Uma meta-análise de ECRs publicada na Clinical Nutrition avaliou o efeito do consumo de carne vermelha sobre a pressão arterial em comparação com diferentes dietas alternativas, e não encontrou diferenças relevantes na pressão sistólica ou diastólica entre dietas com carne vermelha e dietas comparadoras de proteína animal. Uma revisão sistemática e meta-análise de ECRs sobre consumo de carne bovina indexada na National Library of Medicine confirmou: duas porções diárias de carne bovina não processada não alteraram de forma significativa a pressão arterial sistólica nem a diastólica nos estudos analisados.

 

 

A literatura científica considera a dieta DASH (Dietary Approaches to Stop Hypertension, ou “Abordagens Alimentares para Combater a Hipertensão”, em tradução livre) a intervenção alimentar com melhor nível de evidência para redução da pressão arterial. Em adultos saudáveis, a pressão considerada normal é inferior a 120/80 mmHg. 

 

 

Uma meta-análise de ECRs publicada no British Journal of Nutrition mostrou que a DASH reduz a pressão sistólica em média 5,2 mmHg e a diastólica em 2,6 mmHg. Os resultados foram considerados relevantes porque, em adultos saudáveis, a pressão arterial ideal é inferior a 120/80 mmHg (popularmente conhecida como 12 por 8), faixa associada a menor risco cardiovascular.  Duas evidências ampliam esse quadro: um ECR cruzado publicado no American Journal of Clinical Nutrition mostrou que a eficácia da dieta DASH na redução da pressão arterial foi mantida mesmo com a substituição de frango e peixe por carne suína magra não processada como principal fonte proteica. O estudo sugere que o benefício cardiovascular observado está mais relacionado ao padrão alimentar da dieta como um todo do que exclusivamente ao tipo de proteína animal consumida. 

 

 

Além disso, um estudo publicado no Journal of Human Hypertension mostrou que uma dieta no mesmo padrão contendo até 153 g de carne bovina magra por dia reduziu igualmente a pressão arterial  em comparação com a versão clássica do padrão alimentar – que inclui frutas, vegetais e grãos integrais, laticínios com baixo teor de gordura, pouca carne vermelha (privilegiando aves e peixes), e redução de sódio, gorduras saturadas e açúcares. Nos dois estudos, o que fez diferença foi o contexto alimentar: dietas ricas em frutas, vegetais e laticínios com baixo teor de gordura, não a exclusão da carne fresca.

 

 

O principal fator dietético ligado à hipertensão com evidência de causalidade é o excesso de sódio. O ensaio clínico DASH-Sodium, publicado no New England Journal of Medicine, demonstrou que reduzir sua ingestão, independentemente do padrão alimentar, diminui significativamente a pressão arterial, com efeitos ainda maiores em pessoas já hipertensas. Dados de composição nutricional mostram que uma porção de 100 g de carne bovina fresca contém cerca de 50 mg a 70 mg de sódio, enquanto a mesma quantidade de produtos processados, como linguiça ou bacon, pode ultrapassar 700 mg e chegar a mais de 1.500 mg. Essa diferença ajuda a explicar por que diretrizes nutricionais e estudos clínicos associam principalmente as carnes processadas — e não a carne in natura — ao maior risco cardiovascular relacionado ao excesso de sódio. 

 

 

Como discutido nos artigos anteriores desta série,o consumo médio de carne bovina no Brasil gira em torno de 37,5 kg por habitante ao ano, o que equivale aproximadamente a 100 g de carne fresca por dia — ou cerca de 70 g a 75 g após o preparo, devido à perda de água durante o cozimento. Dentro de um padrão alimentar rico em vegetais, frutas, feijão e cereais integrais e com controle do sódio total da dieta, esse consumo moderado de carne fresca é compatível com o manejo da hipertensão. A evidência científica aponta não para a exclusão da carne in natura, mas para a redução drástica de embutidos, ultraprocessados e alimentos industrializados, principais fontes de sódio na dieta brasileira.  

 

Então, quem tem pressão alta pode comer carne vermelha?

Prato com carne vermelha fatiada; tema sobre pressão alta comer carne vermelha.Foto: Minerva Foods

 

Portanto, a resposta à pergunta do título é: não, ter pressão alta não significa proibição de carne vermelha fresca. Estudos clínicos e pesquisas baseadas na dieta DASH mostram que cortes magros, preparados com moderação no sal e inseridos em um padrão alimentar equilibrado, podem fazer parte da dieta sem prejuízo ao controle da pressão arterial. O consenso das diretrizes e dos estudos recentes concentra a preocupação principalmente no excesso de sódio, especialmente vindo de embutidos, ultraprocessados e alimentos industrializados. 

Com Informações: https://myminerva.minervafoods.com

Lula ‘legisla’ para decretar fim da internet livre e o Congresso não reage

Luiz Augusto D’Urso, especialista em direito digital, advertiu para grave ameaça à liberdade de expressão

Advogado Luiz Augusto Filizzola D’Urso, especialista em direito digital e professor no MBA da FGV.

Decretos de Lula (PT) fixando controle do seu governo sobre o conteúdo das redes sociais, roubando as prerrogativas do Congresso Nacional, reforça a grave omissão dos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Rep-PB). Eles poderiam reagir à inciativa autoritária de Lula com instrumentos democráticos em defesa das instituições, anulando a norma, mas mantêm acovardado silêncio. O advogado Luiz Augusto D’Urso, especialista em direito digital, advertiu no programa Pânico que o decreto é grave risco à liberdade de expressão. A informação é da Coluna Claudio Humberto, do Diário do Poder.

 

Tem sido recorrente no regime (Lula e aliados no STF) desqualificar e neutralizar o Legislativo como se a ideia fosse torná-lo dispensável.

 

 

Essa paralisia sistemática de dignidade esvazia o papel do Legislativo, eleito pela população, reduzindo-o a coadjuvante do Planalto e do STF.

 

O decreto autoritário obriga as plataformas a estabelecer a autocensura, ferindo de morte a internet livre, adverte o professor no MBA da FGV.

Com Informações: https://diariodopoder.com.br

Cartão Transporte Universitário alcança a marca histórica de mais de 40 mil estudantes beneficiados desde sua criação

Dois mil estudantes da Grande São Luís receberam os cartões do programa que auxilia no combate a evasão escolar.

O Maranhão alcança mais um marco histórico na promoção de políticas públicas. Nesta segunda-feira (25), a gestão estadual contemplou mais 2 mil estudantes com a entrega do Cartão Transporte Universitário (CTU). A solenidade foi realizada no Ginásio Costa Rodrigues, no Centro, para estudantes do ensino superior, médio e técnico-profissionalizante na Grande São Luís.

 

 

Com isso, o Programa Cartão Transporte Universitário (CTU) totaliza mais de 40 mil estudantes contemplados desde sua criação em 2017. Durante a solenidade, o governador Carlos Brandão lembrou que apenas em 2023 o programa foi expandido para a capital, contemplando estudantes que se deslocam entre os municípios de São José de Ribamar, Raposa, Paço do Lumiar e São Luís. Ele destacou a importância da política pública no combate à evasão escolar e o impacto positivo para o orçamento familiar, com a redução de despesas.

 

 

“Esse programa só existia no interior e ampliamos para a capital. São mais de 6 mil cartões entregues nesta edição, sendo aproximadamente 4 mil no interior do estado e os outros 2 mil na Grande São Luís. É um benefício para que o aluno possa se deslocar até a universidade. Nós constatamos que existia uma dificuldade muito grande por parte dos alunos para chegar às escolas por conta dos custos, das despesas no orçamento da família, e para acabar com essa evasão escolar lançamos o programa na capital”, frisou.

Coordenado pela Secretaria de Estado Extraordinária da Juventude (Seejuv), o programa oferece auxílio financeiro destinado ao custeio do deslocamento de estudantes do ensino médio, técnico e superior, especialmente para quem realiza trajetos diários entre municípios para chegar à instituição de ensino.

 

 

Na Grande São Luís, o benefício corresponde a R$ 400,00 enquanto no interior do estado chega a R$ 800,00 devido à diferença de acesso.

 

 

O secretário de Estado da Juventude, Breno Henrique Lima, lembrou que a política possui impacto estratégico na mobilidade estudantil e no estímulo à continuidade da formação acadêmica. O programa representa ganho para a sociedade como um todo uma vez que a juventude pode concluir os estudos e contribuir para o desenvolvimento do estado.

 

 

“O CTU chega com essa grande entrega para os alunos da Grande São Luís. É uma política pública já consolidada dentro do Governo do Estado que tem uma gestão com políticas para a juventude. A seleção dos alunos é feita a partir das inscrições sendo gerado um sorteio e os alunos contemplados estão vindo aqui para o recebimento do cartão e o pagamento será feito ainda hoje”, observou o secretário.

 

 

Exemplo da importância do programa estadual é o relato da estudante universitária Jullya Sophia Santos Pereira. Ela cursa o 3º período do curso de Engenharia Civil na Universidade Estadual do Maranhão (Uema) e afirmou que o benefício é essencial na vida dos estudantes universitários.

 

 

“Esse cartão vai ser um benefício não apenas para o transporte público com a carteira de estudante para ir às aulas, mas também para participar de outras atividades, como projetos de extensão que eu faço parte no contraturno. Então, eu preciso me locomover mais de uma vez ao dia para a universidade. O cartão também será muito bom porque na ausência de ônibus eu ainda consigo outros transportes, como aplicativos, que ajudam a chegar mais rápido à universidade”, comentou.

 

 

Também estudante da Uema, Tayse Silva, que cursa o 8º período de Engenharia de Produção, parabenizou a ação do governo e ressaltou a importância da medida para a frequência nas aulas. “Eu agradeço ao governo por essa iniciativa que é muito importante tanto para mim quanto para outros universitários. Esse programa agrega muito na nossa vida, pois conseguimos manter os nossos estudos”, relatou.

 

 

 

Sobre o CTU

 

 

 

Criado em 2017, por meio da Lei nº 10.691 e posteriormente atualizado pela Lei nº 11.748/2022, o Cartão Transporte Universitário consolidou-se como uma das principais políticas públicas de permanência estudantil executadas pelo Governo do Maranhão.

 

 

Ao longo dos últimos anos, o programa ampliou seu alcance territorial e social, tornando-se referência estadual no apoio à mobilidade educacional de estudantes do ensino médio, técnico e superior. Sendo que em 2023 passou a abranger a Grande São Luís.

 

 

Entre 2017 e 2025, mais de 35 mil estudantes foram contemplados, com investimentos superiores a R$ 15 milhões. Com a entrega da edição 2026.1, o programa ultrapassa a marca histórica de 40 mil beneficiários atendidos em diferentes regiões do estado.

 

 

A expansão da modalidade metropolitana reforçou o papel estratégico do CTU dentro da política estadual de permanência estudantil, sobretudo em áreas marcadas por vulnerabilidade social e dependência do transporte público.

Com Informações: https://gestaomaranhao.com.br

IV ENIPEL e VI ENAELL são realizados na Uema Campus Caxias

Eventos reuniram pesquisadores, estudantes e escritores para debater tecnologia, literatura e ensino.

A Universidade Estadual do Maranhão (Uema), por meio do Curso de Letras do Campus Caxias, realizou, de 19 a 21 de maio, o IV Encontro Internacional de Pesquisas em Letras (ENIPEL) e o VI Encontro Nacional de Estudos Linguísticos e Literários (ENAELL). 

 

 

Os eventos ocorreram de forma híbrida e tiveram como tema “A Inteligência Artificial e o seu uso na área de Letras”. A programação reuniu pesquisadores, professores, estudantes e escritores para discutir os impactos das tecnologias digitais na linguagem, na literatura e no ensino.

 

 

Os encontros promoveram debates sobre como ferramentas de Inteligência Artificial vêm transformando atividades ligadas à leitura, escrita, revisão textual e produção acadêmica. As discussões também abordaram desafios éticos e sociais relacionados ao uso dessas tecnologias, como a reprodução de preconceitos, os limites da automação da linguagem e a importância da atuação humana na interpretação e construção do conhecimento.

 

 

Durante os três dias de programação foram realizadas comunicações científicas, simpósios temáticos, oficinas, minicursos, mesas-redondas, lançamento de livros e conferências nacionais e internacionais. Entre os destaques estiveram as palestras do escritor Jeferson Tenório, da professora Regina Zilberman, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), e da pesquisadora Raquel Freitag, da Universidade Federal de Sergipe (UFS). 

 

 

Também participou do evento o reitor da Uema, Walter Canales, que apresentou dados sobre investimentos em pesquisa, bolsas, internacionalização e crescimento da pós-graduação da instituição, que ultrapassou 1.000 estudantes matriculados em cursos de mestrado e doutorado em 2026.

 

 

O coordenador dos eventos, professor Emanoel Pires, destacou a importância da iniciativa para fortalecer a produção científica no interior do Maranhão. “A ideia é trazer para o interior do estado o melhor da produção linguística e literária. É gratificante realizar um evento dessa dimensão e ampliar o acesso ao conhecimento”, afirmou.

 

 

A realização dos eventos reforça o papel da Uema na promoção da ciência, da cultura e da formação acadêmica no Maranhão. 

Com Informações: https://lestenews.com.br

Mudança de Lado: Quem é o marqueteiro de Duarte e Weverton que agora comanda Flávio Bolsonaro

O PL anunciou nesta segunda-feira (25) a nova estrutura da pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. Entre os nomes confirmados está o marqueteiro Alexandre Oltramari, que já atuou com nomes da política maranhense, como o deputado federal Duarte Júnior (Avante) e o senador Weverton Rocha (PDT).

 

 

Oltramari será responsável pela coordenação de comunicação e marketing da campanha do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Já o publicitário Eduardo Fischer atuará como consultor estratégico da comunicação, definindo diretrizes e posicionamento político da pré-campanha.

 

 

A dupla substitui o publicitário Marcello Lopes, afastado da pré-campanha do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro há algumas semanas.

Com Informações: https://marrapa.com

Orleans pacifica base e projeta duas candidaturas ao Senado: “Espaço para todos”

                                                  foto: (reprodução)

 

 

Por:  Lázaro Freitas

 

 

A manhã desta segunda-feira, dia 25, mexeu com o cenário político do Maranhão e trouxe novidades para as alianças das próximas eleições. Durante o lançamento da pré-candidatura do senador Weverton Rocha (PDT) à reeleição, Orleans Brandão, pré-candidato ao Governo do Estado pelo MDB, explicou à imprensa como será escolhido o nome para disputar a segunda vaga ao Senado.

Em conversa com os jornalistas, Brandão deixou claro que vai respeitar os acordos já firmados e o peso de cada partido. Ele destacou que a vaga pertence à federação União Progressista, que hoje avalia dois nomes fortes: os deputados federais Pedro Lucas Fernandes e André Fufuca. Esse cuidado serve para manter o grupo unido e garantir que todos sigam o mesmo projeto.

Por outro lado, mostrando que sabe negociar e ouvir a todos, Orleans Brandão ressaltou que a decisão não será tomada a portas fechadas. Ele afirmou estar pronto para conversar com lideranças de diferentes grupos, citando como exemplos o deputado federal Duarte Júnior (Avante) e a ex-governadora Roseana Sarney (MDB). Essa disposição para o diálogo mostra o desejo de somar forças e construir uma base do governo bem forte e competitiva nas urnas.