Na corrida por doses de uma vacina contra o novo coronavírus, o Ministério da Saúde anunciou nesta segunda-feira (3/8) que prepara uma medida provisória de crédito orçamentário extraordinário no valor de R$ 1,9 bilhão de reais para viabilizar 100 milhões de doses da vacina produzida pela Universidade de Oxford e licenciada para a farmacêutica britânica AstraZeneca.

O secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos, Hélio Angotti Neto, afirmou que até 14 de agosto o acordo deve ser assinado “É uma previsão dada pela própria Fiocruz”, indicou. Além disso, Angotti reforçou que a medida provisória já se encontra em estudo no Ministério da Economia.

De acordo com a pasta, o valor será gasto da seguinte forma: R$ 1,3 bilhão para despesas correntes referentes a pagamentos à AstraZeneca; R$ 522,1 milhões para despesas correntes necessárias ao processamento final da vacina por Bio-Manguinhos/Fiocruz; e R$ 95,6 milhões destinados a investimentos necessários para absorção da tecnologia de produção pela Fiocruz.

Na última sexta (31/7), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a AstraZeneca assinaram um documento que servirá como base para o acordo entre os laboratórios sobre a transferência de tecnologia e produção das doses da vacina no Brasil, caso seja comprovada a sua eficácia e segurança.

A vacina de Oxford, como ficou conhecida, é que está na fase mais adiantada de testes com seres humanos e o Brasil participa da última fase do estudo. Ao todo, dois mil brasileiros participam dos testes.

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