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CONSELHO: Lula manda Camarão arrumar “a menor quantidade de inimigos possíveis”

Em momento descontraído ao lado de Lula, nesta terça-feira (12), Felipe Camarão (PT) ouviu do petista um pedido: para que arrume “a menor quantidade de inimigos possíveis” em sua pré-candidatura e eventual candidatura ao Palácio dos Leões.

 

 

“Eu sei que você tem condições de ganhar essas eleições. É importante que você consiga unir todas as forças. Procure arrumar a menor quantidade de inimigos possíveis e a maior quantidade de amigos possíveis”, aconselhou Lula.

 

 

Ciente das divisões do próprio PT e do campo lulista no estado, o presidente mantém a postura conciliadora para que as cizânias locais não reflitam negativamente em sua votação no Maranhão.

Com Informações: https://marrapa.com

A Radiografia do Poder em Codó: O Peso da Idade e o Risco do Vazio Político

foto: (montagem)

 

Por: Marcos Monteiro

A política do município de Codó vive um momento de profunda reflexão estrutural. O cenário eleitoral e a liderança local encontram-se centralizados em figuras de longa trajetória pública. Nomes como o atual prefeito Francisco Carlos de Oliveira (Chiquinho Oliveira), os ex-prefeitos Biné Figueiredo e Zito Rolim, e o também ex-prefeito Dr. Zé Francisco continuam a ditar o ritmo das decisões e a polarizar as atenções do eleitorado.

 

 

 

Embora a experiência seja um ativo valioso, a concentração do poder em líderes de idade avançada acende um alerta sobre a sustentabilidade democrática do município. Ao projetar o cenário político a médio prazo, surge uma indagação inevitável: Codó corre o risco de ficar politicamente órfã?

 

 

 

O risco de Codó enfrentar um vazio político a médio prazo é real e decorre diretamente da falta de renovação liderada pelos grupos tradicionais.

A centralização do poder nas figuras de Chiquinho Oliveira, Biné Figueiredo e Zito Rolim cria um cenário de dependência extrema do eleitorado em relação ao carisma e ao capital político individual desses líderes.

 

 

 

Fatores de risco para o “vazio político”

 

 

  • Bloqueio de novas lideranças: Os caciques políticos locais historicamente ocupam todo o espaço de destaque, relegando nomes mais jovens a papéis secundários ou de apoio.

 

 

  • Falta de projetos partidários institucionais: Os partidos no município funcionam como legendas de aluguel ou veículos personalistas, em vez de incubadoras de novos quadros políticos.

 

 

 

  • Dependência do sobrenome: A política codoense é marcada pelo hereditarismo, onde a “renovação” muitas vezes se limita a filhos e parentes diretos, o que nem sempre garante a manutenção do mesmo peso eleitoral.

 

 

    • Mudança no perfil do eleitorado: Uma nova geração de eleitores, mais conectada e com demandas diferentes, pode rejeitar as velhas práticas, gerando desconexão se não houver nomes que representem essa transição.

 

 

 

Consequências da falta de transição planejada

 

 

 

  • Fragmentação caótica: A ausência súbita ou o natural afastamento das lideranças tradicionais pode pulverizar os votos em dezenas de candidatos sem expressão expressiva.

 

 

  • Instabilidade administrativa: Disputas internas ferozes pelo espólio político dos antigos líderes tendem a paralisar a gestão pública municipal.

 

 

    • Invasão de forças externas: Sem nomes locais consolidados, figuras políticas de outras regiões do Maranhão podem avançar sobre o eleitorado de Codó, reduzindo a força política própria do município na Assembleia Legislativa e na bancada federal.

 

 

 

Para evitar a “orfandade política”, as forças locais precisam iniciar urgentemente um processo de transição, abrindo espaço para debates, movimentos de juventude e novas candidaturas no legislativo e executivo.

O Risco do “Efeito Bumerangue”: O Fator Fora da Órbita

                                               foto: (reprodução)

 

 

A aliança pragmática entre os Coutinhos e os Marinhos desenha um cenário de polarização controlada, mas carrega um risco altíssimo para os estrategistas de gabinete: o surgimento de uma terceira via imprevisível. Ao focarem o debate público na união de duas forças tradicionais para combater o grupo Gentil, os clãs correm o risco de inflamar o sentimento de fadiga do eleitorado caxiense em relação às velhas oligarquias locais.

 

 

Esse arranjo abre uma avenida política para um candidato “outsider” — um nome totalmente fora da órbita dessas três famílias tradicionais. Se uma liderança alternativa emergir capitalizando a rejeição ao pragmatismo extremo da união Marinho-Coutinho e ao desgaste natural da máquina dos Gentil, a engenharia política dos clãs desmorona.

 

Para os estrategistas que hoje calculam cada passo nos bastidores, o tiro pode sair pela culatra. Em vez de garantirem a sobrevivência mútua, os grupos tradicionais podem acabar fragmentando os votos e pavimentando o caminho para uma força política que eles não conseguem prever, controlar ou negociar.

 

 

O Novo Cenário do Tabuleiro de Caxias

 

 

 

A dinâmica de forças ganha mais uma variável com a possibilidade de uma candidatura independente:

 

Personagem Político

Posição Recente

Principal Objetivo

Estratégia / Ponto Fraco

Família Gentil

Situação / Prefeitura

Manutenção da máquina municipal

Defesa jurídica e foco em obras e assistência social.

Família Coutinho

Divisão interna

Autonomia e retorno ao protagonismo

Diálogo com antigos rivais / Risco de rejeição pela base histórica.

Família Marinho

Oposição ativa

Retomar o comando do Executivo

Unificação das frentes / Risco de soar puramente oportunista.

O Nome Fora da Órbita

Terceira Via (Outsider)

Capturar o voto de protesto

Capitalizar o cansaço do eleitor frente aos clãs tradicionais.

O Xadrez de Caxias: A aliança Marinho Jr. e Coutinho é estratégia ou sobrevivência?

 

Na política, dizem que o inimigo do meu inimigo é meu amigo. Em Caxias, a união entre Paulo Marinho Jr. e o clã dos Coutinhos é a prova viva disso. O que antes parecia impossível aconteceu: adversários históricos agora sentam à mesma mesa, de olho em 2026 e 2028. Mas, no chão da cidade, a pergunta que fica é: o eleitor vai comprar essa ideia?

De um lado, o cálculo é lógico. Unir dois sobrenomes de peso cria um “paredão” eleitoral difícil de derrubar. Se tudo correr como planejado, a dobradinha garante força agora e fôlego para a prefeitura lá na frente. É a busca pela estabilidade.

Do outro, o risco é o sentimento de “acordão”. Paulo Marinho Jr. sempre bateu no peito como a voz da renovação. Ao se juntar com quem sempre combateu, ele pode acabar confundindo quem acreditava no seu discurso de oposição. Além disso, as brigas internas nas famílias mostram que essa paz ainda é frágil.

 

 

No papel, os números dão vitória. Na vida real, o desafio será convencer o povo caxiense de que essa união é pelo bem da cidade, e não apenas um pacto de conveniência para manter o poder entre os mesmos de sempre.

RECORDE: Alexandre de Moraes acumula 50 pedidos de impeachment


Bancada da Câmara vai divulgar documento nesta terça (12); ministro Alexandre de Moraes acumula 50 pedidos de destituição no Senado desde 2021.

BRASÍLIA, 12 de maio de 2026  A bancada da Oposição na Câmara divulga nesta terça (12), às 17h, mais um pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

 

 

O PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, pretende cobrar dos presidentes da Câmara e do Senado uma reação à decisão do magistrado de suspender a aplicação da Lei da Dosimetria para condenados pelos atos de 8 de Janeiro.

 

 

O líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), disse ao Poder360 que o pedido de impeachment de Moraes “está adormecido na gaveta” do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). “Mais de 42 assinaturas de apoio, ou seja, mais da metade do Senado apoia. Agora só falta a vontade política do presidente”, declarou.

 

 

Desde os desdobramentos do caso do Banco Master, Moraes e o ministro do STF Dias Toffoli foram alvos de 12 novos pedidos de impeachment: 6 cada. A Corte acumula pelo menos 102 ações em tramitação no Senado, onde os casos devem ser analisados.

 

 

O levantamento do Poder360, feito no início de abril, considerou os pedidos apresentados a partir de 4 de janeiro de 2021, quando Alcolumbre, durante o último mês de seu 1º mandato na Presidência, arquivou todos os pedidos de impeachment contra ministros do Supremo que tramitavam na Casa.

 

 

No período analisado, dos 102 pedidos feitos, 50 são contra Moraes. Ele é seguido por Gilmar Mendes (13), Dias Toffoli (12) e Flávio Dino (8).

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Com Informações: https://linharesjr.com.br

Revolução Digital: Brandão garante 100% das escolas estaduais conectadas

O governador Carlos Brandão anunciou a instalação de antenas Starlink em cerca de 500 escolas, metade da rede pública estadual de ensino que ainda estava sem acesso à internet. Ao todo, são mil 1.071 unidades escolares estaduais. Com a medida, o Maranhão passa a contar com 100% de cobertura Wi-fi no sistema de ensino público estadual. A medida começa a ser implantada já no primeiro semestre de 2026 e representa um avanço decisivo na inclusão digital de estudantes e professores.

 

 

Além da conectividade, o Governo do Maranhão está realizando um amplo investimento em tecnologia educacional. Estão sendo entregues 250 mil tablets para estudantes da rede estadual — inclusive aos que concluíram o 3º ano do ensino médio em 2025 — e do Instituto Federal do Maranhão (IFMA), além da aquisição de 30 mil chromebooks para professores, todos com internet pronta para uso.

 

 

Brandão enfatizou a importância da medida e comentou sobre este grande investimento para a educação maranhense. “A iniciativa fortalece o processo de ensino e aprendizagem e amplia o acesso a conteúdos digitais, plataformas educacionais e novas metodologias pedagógicas. Internet é ferramenta básica de aprendizagem, e o nosso compromisso é simples e claro: dar capacitação, formação e competitividade aos nossos alunos”, afirmou o governador.

 

 

Para a secretária de Estado da Educação, Jandira Dias, a conectividade é hoje uma ferramenta essencial para garantir igualdade de oportunidades na educação. “Levar internet de qualidade para as escolas significa democratizar o acesso ao conhecimento, fortalecer o trabalho pedagógico e preparar nossos estudantes para os desafios do presente e do futuro. É um passo fundamental para uma educação mais moderna e inclusiva”.

 

 

O secretário de Estado da Administração, Guilberth Garcês, ressaltou o compromisso do governo com investimentos estruturantes. “Esse é um investimento estratégico, planejado e responsável, que une tecnologia, educação e desenvolvimento social. Estamos garantindo que os recursos públicos cheguem onde realmente fazem a diferença: na sala de aula”.

 

 

Já o presidente da Agência Estadual de Tecnologia da Informação (ATI), Leandro Costa, explicou que a escolha da tecnologia garante conexão mesmo em áreas de difícil acesso. “As antenas Starlink permitem levar internet de alta velocidade para escolas localizadas em regiões remotas, onde outras soluções não chegavam. Isso assegura estabilidade, qualidade de acesso e condições reais para o uso pedagógico da tecnologia”, ponderou.

Com a iniciativa, o Governo do Maranhão reafirma o compromisso de investir em educação, inovação e inclusão digital, criando um ambiente mais justo, conectado e preparado para o futuro, onde aprender bem também significa estar conectado.

Com Informações: https://gestaomaranhao.com.br

Menino de 11 anos é achado morto em casa onde era mantido acorrentado

Pai de menino encontrado morto falou que o mantinha acorrentado para não fugir. Madrasta e avó paterna sabiam do crime e são investigadas

 

 

 

Um menino de 11 anos foi encontrado morto na casa em que vivia com a família, na noite dessa segunda-feira (11/5), no bairro Cidade Kemel, zona leste de São Paulo. Segundo a Polícia Militar (PM), o pai da criança, Chris Douglas (foto em destaque), foi preso e admitiu que “acorrentava o filho para ele não sair de casa”. Dois irmãos da vítima, de 2 e 12 anos, foram acolhidos pelo Conselho Tutelar.

Corrente usada para acorrentar criança foi apreendida pela polícia.

 

O caso veio à tona depois que socorristas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) notificaram a PM sobre um garoto morto com suspeita de maus-tratos.

 

 

No local, policiais encontraram Kratos Douglas caído no chão, próximo da cama de um dos quartos do imóvel, com hematomas nos braços, nas mãos e nas pernas.

 

Chris Douglas, de 52 anos, foi preso por suspeita de maus-tratos ao filho, de 11. Ele admitiu acorrentar criança em casa, no Itaim Paulista, zona leste da capital paulista.

O pai de Kratos afirmou, em depoimento aos PMs, que tinha o hábito de acorrentar o filho para impedi-lo de ir à rua. Negou praticar outro tipo de violência ou tortura contra o filho morto.

 

 

O menino morto não estava matriculado na escola. Além disso, apresentava sinais de desnutrição.

 

 

Segundo a polícia, a madrasta e a avó paterna da vítima verbalizaram ter ciência de que o menino era acorrentado e que nada faziam a respeito. Elas não foram presas, mas serão investigadas por tortura.

 

 

Outras duas crianças foram encontradas na casa. Uma delas têm diagnóstico de autismo. A residência passou por perícia.

 

 

Fontes ligadas ao caso contaram ao Metrópoles que a família saiu de Bauru em 2024 e morava na capital paulista desde então.

 

Polícia Civil registrou o caso como tortura e segue investigando o ocorrido.

Com Informações: https://www.metropoles.com

Quando a ‘toga’ tenta calar o Parlamento

A democracia brasileira atravessa período de sombras institucionais. A decisão do ministro Alexandre de Moraes de vetar discussões legislativas sobre a dosimetria das penas aplicadas aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro não representa episódio isolado, mas o ápice de um processo contínuo de asfixia do debate público.

foto: (reprodução)

 

Por: Ney Lopes

 

Ao avançar sobre o coração do processo legislativo, o Judiciário envia recado político constrangedor, de que os representantes do povo podem falar, desde que não questionem o establishment togado.

 

 

Não houve golpe de Estado

 

Na visão pessoal de quem durante anos lecionou Direito Constitucional em universidades, a análise jurídica parte de um ponto essencial: os acontecimentos de 8 de janeiro não preencheram os requisitos de golpe de Estado.

 

 

A configuração desse crime pressupõe capacidade operacional, apoio militar organizado e projeto concreto de tomada e manutenção do poder — elementos ausentes naquele episódio. O que ocorreu foi grave desordem pública. Tais condutas exigem punição firme e proporcional, mas não autorizam a construção de uma narrativa jurídica artificial.

 

 

Sem a caracterização efetiva do crime de golpe, penas de 14 ou 17 são desproporcionais e incompatíveis com os fundamentos do Estado de Direito.

 

Metáfora da navalha

 

 

Nesse ambiente de distorção, a mordaça imposta ao debate legislativo revela sua face mais perigosa. Surge a metáfora da navalha. Diferentemente do martelo, que constrói, ou da balança, que equilibra, a navalha apenas corta. E quando esse corte alcança decisões legitimadas pelo voto popular, ele fere o tecido institucional da República, aprofunda polarizações e corrói a confiança coletiva na harmonia entre os Poderes.

 

 

A hipertrofia do Judiciário

 

Diante dessa hipertrofia jurídica, o Congresso Nacional possui não apenas o direito, mas o dever constitucional de reagir em defesa de suas prerrogativas.

 

 

Em última análise, quando uma decisão impede até mesmo a discussão sobre proporcionalidade penal, a mensagem transmitida ao país é devastadora: certos temas não podem sequer ser debatidos, porque já foram sacralizados pelo poder togado. Isso não fortalece a democracia. Isso a intimida. E toda democracia intimidada começa perdendo a voz antes de perder a liberdade. Afinal, já se disse que “quando o Parlamento perde a coragem de falar, a democracia começa a aprender o idioma do “medo” — sobretudo quando já não encontra forças sequer para dizer, em voz alta, que o rei está nu.

 

Ney Lopes – jornalista, advogado, ex-deputado federal, ex-presidente do Parlamento Latino Americano e procurador federal.

Com Informações: https://diariodopoder.com.br

“Ferida Aberta: O Discurso que Trocou o Debate Humano pelo Veneno do Preconceito”

Vereador Catulé proferiu falas preconceituosas e ofensivas e pode responder criminalmente

 

Por: Marcos Monteiro

 

A tribuna da Câmara Municipal de Caxias, historicamente o palco da democracia local, transformou-se em um cenário de hostilidade e retrocesso. O vereador Catulé voltou ao centro de uma tempestade de críticas após um discurso que, para muitos, deixou de ser um debate político para se tornar um festival de ataques pessoais, preconceito e desumanização de adversários.

 

 

O Peso da Palavra que Fere

 

 

O momento mais crítico ocorreu quando o parlamentar utilizou condições de saúde mental como munição política, associando o prefeito a transtornos psicológicos de forma pejorativa. O impacto da fala ecoou muito além das paredes do Legislativo, atingindo em cheio o coração de milhares de famílias caxienses que lutam diariamente contra o estigma e o sofrimento psíquico.

 

 

Para quem convive com o desafio da saúde mental, a fala de Catulé não foi apenas um ataque ao prefeito, mas um golpe na dignidade de quem busca inclusão. Utilizar a dor e a vulnerabilidade alheia como “insulto” é um ato que expõe uma preocupação profunda sobre o preparo emocional de quem detém o poder da palavra pública.

 

 

Intolerância em Foco

 

 

A agressividade do vereador não parou por aí. Declarações de cunho homofóbico direcionadas ao colega parlamentar Leo Barata incendiaram as redes sociais e acenderam um alerta sobre a segurança e o respeito às diversidades dentro da Casa do Povo. Em um país onde a homofobia é crime, ver o preconceito ser proferido sob o manto da imunidade parlamentar fere o princípio básico da igualdade.

 

 

O Limite da Lei e a Resposta das Redes

 

 

Especialistas jurídicos alertam: a linha entre a crítica política e o crime de injúria e difamação é tênue. O discurso de ódio e a discriminação podem levar o caso para além do Conselho de Ética, atingindo as esferas criminais.

 

 

Nas ruas e no ambiente digital, o sentimento é de exaustão. “Queremos propostas, não ofensas”, resumem internautas indignados. O episódio deixa uma cicatriz na política de Caxias e levanta uma questão urgente: até quando o preconceito será aceito como ferramenta de debate?

 

 

O silêncio das autoridades agora será medido pelo peso da resposta que a sociedade exige. Afinal, a política deve servir para construir pontes, não para destruir reputações através da intolerância.

 

Assista aos vídeos aquiaqui e aqui.

Texto baseado nas informações do blog Daniela Matos

São João do Sóter: Justiça Ordena Substituição de Contratados por Concursados em 60 Dias

Somente 30% dos servidores municipais são efetivos

foto: prefeita Maria do Carmo Cavalcante Lacerda

 

 

Após pedido do Ministério Público do Maranhão (MPMA), a Justiça determinou, em 10 de março, que a Prefeitura de São João do Sóter adote, no prazo de 60 dias, providências para a regularização do quadro de servidores da administração municipal. O município de São João do Sóter é termo judiciário da comarca de Caxias.

 

 

A administração municipal possui 367 servidores efetivos enquanto o número de contratados e comissionados chega a 846, correspondendo a 70% do quadro de pessoal. Os últimos servidores admitidos por meio de concurso público ingressaram na administração em 2015.

 

 

A decisão, proferida pelo juiz Jorge Antonio Sales Leite, atende às solicitações feitas pelo titular da 1ª Promotoria de Justiça de Caxias, Francisco de Assis da Silva Júnior, em Ação Civil Pública com pedido de liminar, ajuizada em 16 de junho de 2025.

 

 

O Município foi intimado para que se pronunciasse sobre os pedidos do Ministério Público, mas não apresentou qualquer manifestação. Além disto, mesmo tendo sido notificada em abril deste ano, a Prefeitura ainda não cumpriu nenhuma determinação.

 

 

 

MEDIDAS

 

 

 

A lista de medidas inclui a apresentação de um plano de gestão de pessoal, com diagnóstico do quadro de pessoal e identificação de cargos vagos e ocupados irregularmente; cronograma para realização de concurso público, com publicação do edital em até 60 dias após a entrega do plano de gestão.

 

 

Entre as providências estão, ainda, a suspensão de novas contratações, a proibição imediata de celebrar novos contratos temporários para vagas de natureza permanente, além do planejamento para substituição gradual dos servidores temporários pelos aprovados no novo certame.

 

 

A multa por descumprimento foi estabelecida no valor de R$ 5 mil diários, a serem pagos pessoalmente pela prefeita Maria do Carmo Cavalcante Lacerda.

Redação: CCOM-MPMA