Eduardo Braide, Orleans Brandão e Lahesio Bonfim vão medir prestígio na Agrobalsas
Balsas, o epicentro do agro, cidade que ganha musculatura econômica e política a cada safra de soja, milho e algodão, será destino certo na agenda dos pré-candidatos a governador Eduardo Braide (PSD), Orleans Brandão (MDB) e Lahesio Bonfim (Novo). Isso porque a cidade, que abriga 101 mil habitantes, dos quais 70 mil são eleitores, exerce influência econômica e política em toda a região Sul do estado. Essa condição geopolítica e econômica deu a Baldas um perfil político que vai do centro-esquerda à direita dura, o que exige dos aspirantes ao Palácio dos Leões um grande esforço para ganhar a maioria do eleitorado. De ontem até sábado (16), a cidade será o epicentro econômico do estado com a realização da tradicional Agrobalsas, que atrai visitantes das mais diversas regiões maranhense, e também do chamado Matopiba, a mega região produtora de grãos formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.
Balsas hoje vive uma clara divisão em relação à corrida ao Palácio dos Leões. Ali, o prefeito Alan da Marisol (PRD) está alinhado com o governador Carlos Brandão (sem partido) e apoia declaradamente a pré-candidatura de Orleans Brandão, juntamente com a deputada Andrea Rezende (MDB). O governador fez uma série de investimentos no município, sendo que o maior deles foi o complexo industrial da Inpasa, que produz proteína vegetal, que conseguiu com o apoio do vice-presidente Geraldo Alckmin. Na avaliação de governistas, o governador Carlos Brandão é dono de grande prestígio em Balsas, cultivando bom relacionamento com os produtores do agro.
No contraponto, Eduardo Braide conta com o apoio declarado e firme do médico ex-prefeito Eric Silva (PSD), que comandou o município por oito anos e cuja liderança é sólida e expressiva no município, juntamente com a sua esposa, a deputada estadual Viviane Silva (PSD). Eduardo Braide trabalha para transformar Balsas numa forte base de sustentação, numa ação que veio à tona durante a edição da Agrobalsas de 2025, quando ele, ainda prefeito de São Luís e sem sinalizar que seria candidato a governador, desembarcou na cidade, se reuniu com políticos e deu entrevistas com o de estivesse se sentindo em casa.
Informações não confirmadas deram conta, ontem, de que os Orleans Brandão e Eduardo Braide visitarão a freira, que reúne políticos e empresários de toda a região, como deputados federais e estaduais, prefeitos e vereadores.
O pré-candidato Lahesio Bonfim vem tentando entrar nessa briga, mas todas as informações que circularam até agora dizem que nesse momento há uma disputa quase polarizada entre Orleans Brandão e Eduardo Braide, que pode se refletir em vários municípios da região. Médico com empreendimentos, o pré-candidato do Novo é visitante contumaz da Agrobalsas, que visitou no ano passado no dia seguinte à visita-surpresa de Eduardo Braide. Vai agora em busca de reforço ao seu projeto de candidatura.
Na esteira dos três pré-candidato a governador, pelo menos três pré-candidato a senador visitarão a Agrobalsas, o senador Weverton Rocha (PDT), que já teve forte lastro político e eleitoral quando Eric Silva foi prefeito pelo PDT, tendo também o apoio do deputado federal Márcio Honaiser, que trocou o PDT pelo Solidariedade; o deputado federal e ex-ministro André Fufuca (PP), que apoiou o candidato a prefeito que ficou em segundo lugar, mas mantém aliados; e o ex-senador Roberto Rocha (Novo), cuja raiz política, plantada pelo seu pai, o ex-governador Luiz Rocha está fincada naquele município, onde o ex-governador foi prefeito e o irmão do ex-senador, Luiz Rocha Filho, também comandou o município.
É grande no meio político a expectativa relacionada com a ida dos pré-candidatos a governador à Agrobalsas. Isso porque o desempenho de cada um terá reflexos em toda a região sul, com ecos da região Tocantina.
O Ministério Público do Maranhão realizará, na próxima quarta-feira, 13, às 11h, o julgamento de recursos da etapa oral e de tribuna do Concurso Público para Ingresso no MPMA.
A convocação foi feita pelo presidente da Comissão de Concurso e procurador-geral de justiça, Danilo José de Castro Ferreira, por meio de despacho assinado nesta sexta-feira, 8.
Além do julgamento dos recursos, a Comissão também tratará de outros assuntos relacionados, entre os quais a deliberação do cronograma conclusivo do concurso.
Ex-presidente nacional do PT de Lula tem quase quatro vezes mais rejeição que 2º mais rejeitado ao Senado
Por: Davi Soares
O projeto da deputada federal Gleisi Hoffmann (PT) de se tornar senadora pelo Paraná tem rejeição de 47,5% dos eleitores paranaenses, que a colocam em 3ª posição nos três cenários estimulados da disputa por duas vagas ao Senado. É o que dizem os números da Paraná Pesquisas, divulgados nesta segunda-feira (11).
A ex-presidente nacional do PT e que foi ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais do presidente Lula (PT) tem quase quatro vezes mais rejeição que o segundo mais rejeitado pelos paranaenses ao Senado, o ex-senador e ex-governador Álvaro Dias (MDB), rejeitado por 12,6% dos entrevistados.
O terceiro mais rejeitado é o ex-procurador da República, Deltan Dallagnol (Novo), com 10,3%; seguido pelo deputado federal Filipe Barros (PL), com 6,2%; e os demais pontuam abaixo dos 5,8% de rejeição do deputado estadual Alexandre Curi (PSD).
A pesquisa foi registrada junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo PR-00323/2026, para os cargos de governador e senador. E é resultados de entrevistas pessoais, domiciliares e presenciais pela Paraná Pesquisas com 1.500 eleitores em 57 municípios paranaenses, entre os dias 08 e 10 deste mês de maio de 2026. Tal amostra representativa do Estado do Paraná atinge um grau de confiança de 95,0% para uma margem estimada de erro de aproximadamente 2,6 pontos percentuais para os resultados gerais.
A empresária Carolina dos Anjos, investigada por suspeita de agredir uma trabalhadora doméstica grávida em sua residência, negou as acusações durante entrevista ao jornalista Roberto Cabrini, exibida neste domingo (10). O caso, que ganhou repercussão nacional, ocorreu em Paço do Lumiar, na região metropolitana de São Luís.
“Nada do que ela falou é verdade. Ela não foi espancada dentro da minha casa. Ela não foi torturada. E ela não foi ameaçada”, afirmou. Em outro momento, disse desconhecer a motivação das denúncias.“É isso que a gente precisa saber”, declarou.
Na mesma entrevista, a empresária também comentou a repercussão do caso e afirmou que tem sido comparada à Suzane von Richthofen. “Na mídia, eu sou a nova Suzane, mas eu não sou. Eu não sou criminosa, eu não sou assassina e eu jamais seria”, disse.
Carolina também contestou a interpretação de áudios atribuídos a ela, apontados como possível confissão no caso envolvendo a então empregada doméstica Samara Regina. De acordo com perícia, os áudios foram divulgados pela própria empresária em um grupo de WhatsApp e tiveram a autenticidade confirmada.
Questionada, ela negou qualquer admissão de culpa. “Não é uma confissão. Eu não fiz nenhum relato. No grupo, a gente sabe que a gente brinca”, afirmou.
Internautas citaram política e brincaram com o tema
Após a Anvisa determinar o recolhimento e a suspensão de lotes de produtos da Ypê, usuários da rede social X fizeram memes e comentários sobre o caso. As publicações viralizaram neste fim de semana e envolveram brincadeiras sobre detergentes, produtos de limpeza e a rotina doméstica dos consumidores.
A decisão da agência atingiu produtos como lava-louças, lava-roupas líquidos e desinfetantes com lotes terminados em número 1. Segundo a Anvisa, foram identificadas falhas em etapas do processo de fabricação, além de possível risco de contaminação microbiológica.
Entre os memes compartilhados na plataforma, usuários ironizaram o fato de muitos brasileiros afirmarem que continuarão usando os produtos normalmente. Outros fizeram piadas sobre “resistência” a bactérias e sobre a relação de consumidores com marcas tradicionais de limpeza.
A repercussão ganhou força depois que políticos e influenciadores passaram a comentar o assunto nas redes sociais. O vice-prefeito de São Paulo, Coronel Mello Araújo, o senador Cleitinho Azevedo e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro manifestaram apoio público à marca.
A Ypê afirma que seus produtos “são seguros” e informou que apresentou recurso contra a decisão da Anvisa. A empresa conseguiu efeito suspensivo automático, mas a agência mantém a recomendação para que consumidores não utilizem os itens afetados até nova análise do caso.
Pré-candidato ao Governo, Felipe Camarão é agora adversário de Eduardo Braide
Com base nas análises do jornalista Ribamar Corrêa, o cenário político para a sucessão estadual no Maranhão ganha contornos de pragmatismo e alta voltagem estratégica. A decisão de Felipe Camarão (PT) de cessar qualquer tentativa de diálogo com o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), não é apenas um gesto protocolar, mas uma leitura “pé no chão” da nova realidade: em uma corrida pelos Leões, não há espaço para cortesia entre concorrentes diretos.
Aqui está uma análise mais profunda e dinâmica sobre esse novo tabuleiro:
1. O Fim da Diplomacia e o Início da Guerra
A postura de Camarão reflete o isolamento natural de quem acaba de ser oficializado como o nome do PT, sob a benção direta do presidente Lula. Braide, por sua vez, já vinha se “fechando em copas”, aguardando o desfecho das articulações petistas. Agora que o martelo foi batido, a relação entre eles deixa de ser de vizinhança institucional para se tornar de antagonismo eleitoral. No xadrez político, candidatos ao governo são adversários por natureza; qualquer diálogo agora soaria como sinal de fraqueza ou falta de projeto próprio.
2. O Desafio dos “Dois Dígitos”
Embora Felipe Camarão figure atualmente em patamares modestos nas pesquisas, o entorno petista aposta em uma “metamorfose” eleitoral. O objetivo é romper a barreira de um dígito e alcançar os dois dígitos, o que mudaria completamente a dinâmica do jogo.
O fator atropelo: Se Camarão crescer, ele se torna uma ameaça real à polarização desenhada entre Braide e Orleans Brandão (MDB).
A barreira Lahesio: Antes de sonhar com o topo, o vice-governador tem uma missão imediata: ultrapassar Lahesio Bonfim (Novo), que detém um recall eleitoral considerável.
3. A Unilateralidade do Primeiro Turn
Durante os 45 dias de campanha oficial, o “vale-tudo” pelos votos impede qualquer pacto de não-agressão. Mesmo que um candidato sinta que não chegará ao segundo turno, qualquer sinalização de apoio a terceiros será uma decisão unilateral e estratégica, sem mesa de negociação. A regra é clara: primeiro se engalfinha para seduzir o eleitor; as alianças só ganham contornos oficiais se a disputa chegar à segunda rodada. É lá que o pragmatismo volta a sentar à mesa, e os derrotados passam a ser os “noivos” mais cobiçados.
4. O Isolamento de Camarão e o Grupo Dinista
Um ponto crucial nessa dinâmica é a posição do PSB e do chamado “grupo dinista”. Com parte dessas forças alinhadas ao projeto de Braide, Camarão precisa lidar com a distância não apenas do prefeito, mas de antigos aliados. A visão sobre o vice-governador está evoluindo rapidamente de “colega de governo” para “concorrente”, e, em muitos casos, para “inimigo político”.
5. O Verbatim das Estrelas: O Fator Lula
A viabilidade da candidatura de Felipe Camarão depende de dois pilares fundamentais:
Força Política: Que deve ser injetada artificialmente pelo prestígio de Lula.
Peso Eleitoral: Que virá da capacidade do PT de unir sua própria militância, muitas vezes fragmentada.
Conclusão:
Felipe Camarão entra na arena no momento em que os discursos endurecem. Com Eduardo Braide liderando e Orleans Brandão em sua cola, o petista precisa de mais do que intenções; precisa de uma musculatura que só o diálogo interno com sua base e o carimbo federal podem proporcionar. O jogo, agora, é de corpo a corpo e sobrevivência política.
Outra pesquisa, esta do instituto mineiro Veritá, mostra um cenário completamente diferente, que muitos apontam como fora da realidade. De acordo com os dados divulgados compilados, se a eleição para governador do Maranhão fosse agora, Eduardo Brande (PSD) venceria no 1º turno com 52,4% dos votos, seguido de Orleans Brandão (MDB) com 18,4% e Lahesio Bonfim (Novo) com 9,3%. Sem citar Felipe Camarão (PT), Enilton Rodrigues (PSOL) e Saulo Arcangeli (PSTU), os definiu como “outros”, que juntos somariam 9,9% dos votos, enquanto os indecisos totalizariam 19,7%. Uma conta que não fecha, porque totaliza 109,7%, o que não faz sentido em qualquer resultado estatístico.
De acordo com o que foi divulgado pelo instituto Veritá, com defasagem de mais de uma semana, se a eleição acontecesse agora, Eduardo Braide seria eleito governador com 59% dos votos válidos, que é quando se exclui abstenções, votos em branco e votos nulos. Orleans Brandão seria o segundo mais votado com 20,7% da votação, e Lahesio Bonfim ficaria em terceiro com 10,5% dos votos válidos. O instituto não citou os três outros pré-candidatos declarados, referindo-se a eles como “outros”, que somariam 9,9% dos votos, sem informar quanto coube a cada um deles nessa fatia do eleitorado.
Esse levantamento chegou aos pedaços nos espaços de divulgação. Para começar, ele seria divulgado no dia 1º de maio, mas várias ações denunciaram falhas, levando a Justiça Eleitoral a suspender a sua divulgação. Depois, a Justiça liberou a divulgação, causando uma grande celeuma, principalmente por causa dos seus percentuais, que apontam definição em turno único com a eleição do ex-prefeito de São Luís.
Veritá: Eduardo Braide vence no 1º turno, à frente de Orleans Brandão e Lahesio Bonfim
Em Tempo: sem revelar o seu contratante, o Veritá informou que a pesquisa foi realizada entre os dias 24 e 30 de abril, ouviu 1.526 eleitores, tem margem de erro de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, intervalo de confiança de 95% e está registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo MA-07144/2026.
As oportunidades são para Analista Superior – Educador Físico e Assistente Técnico – Técnico de Enfermagem
SESI-MA está com o Processo Seletivo aberto para preenchimento de duas vagas para cargos de nível médio e superior, nas cidades de Açailândia e São Luís (Foto: Freepik)
O Serviço Social da Indústria do Maranhão (SESI-MA) está com o Processo Seletivo 15/2026 aberto para preenchimento de duas vagas para cargos de nível médio e superior, nas cidades de Açailândia e São Luís, respectivamente. As inscrições encerram dia 11 de maio e devem ser realizadas exclusivamente pelo site do Instituto Euvaldo Lodi (IEL).
As vagas ofertadas possuem carga horária de 220 horas mensais e regime de contrato por prazo indeterminado. Em São Luís, o cargo de Analista Superior – Educador Físico oferece remuneração de R$ 4.380,11, enquanto em Açailândia, a oportunidade é para Assistente Técnico – Técnico de Enfermagem com salário de R$ 3.778,32. Entre os benefícios oferecidos estão vale transporte, auxílio-alimentação, plano de assistência médica e seguro de vida.
Requisitos
O cargo de Educador Físico exige graduação em Educação Física (Bacharelado) e registro ativo no conselho da categoria (CREF). Já para a vaga de Assistente Técnico de Enfermagem é necessário ter o curso técnico na área e registro regular no COREN. Em ambos os cargos, o candidato deve ter experiência mínima de seis meses de atuação nas respectivas funções.
Os interessados podem se candidatar até o dia 11 de maio, próxima segunda-feira, no site do IEL-MA. A participação será confirmada mediante o pagamento de uma taxa no valor de R$ 70,00 para o cargo de nível médio e de R$ 90,00 para o de nível superior. O edital completo e demais detalhes sobre o seletivo estão disponíveis no link: Seletivo SESI 15/2026 – Seletivos – IEL.
Ministro negou pedidos feitos por oito condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou neste sábado (9) a suspensão da aplicação da Lei da Dosimetria (15.402/2026) na execução penal de oito condenados por participação nos atos de 8 de janeiro de 2023.
A aplicação da lei está suspensa até o julgamento, pelo Plenário do STF, das Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 7.966 e 7.967, que contestam a Lei da Dosimetria. Nas decisões, Moraes disse que a execução da pena “deverá prosseguir integralmente”, com manutenção das medidas já impostas.
Segundo o ministro, a pendência das ações representa “fato processual novo e relevante” que “poderá influenciar no julgamento dos pedidos realizados pela defesa” dos oito condenados, razão pela qual considerou recomendável “a suspensão da aplicação da lei, por segurança jurídica”.
As defesas dos réus cujos pedidos foram negados por Moraes pediram nesta sexta (8) a imediata aplicação da Lei da Dosimetria, que alterou dispositivos da Lei de Execução Penal e do Código Penal para inserir novas regras de progressão de regime e remição da pena a condenados por crimes contra o Estado Democrático de Direito.
A legislação também criou causa especial de diminuição de pena para delitos praticados em “contexto de multidão”. As mudanças têm impacto sobre condenados por tentativa de golpe de Estado e pelos atos de 2023.
No despacho deste sábado (9), Moraes mencionou que, no âmbito das ADIs, pediu informações ao Presidente da República e ao Congresso Nacional em cinco dias e, em seguida, remessa à AGU e à PGR para manifestação, “sucessivamente, no prazo de três dias”.