A Polícia Civil do Maranhão, por meio da Delegacia Especial da Mulher (DEM) de Caxias, está investigando uma denúncia de importunação sexual e injúria contra um professor de 67 anos da Universidade Estadual do Maranhão (Uema), no campus de Caxias. O caso foi registrado por uma aluna de pós-graduação.
Segundo as informações iniciais prestadas pela delegada Marília Vasconcelos à TV Mirante, a estudante relatou ter sido alvo de toques sem consentimento e de ofensas verbais proferidas publicamente pelo docente na presença de outros acadêmicos. Até o momento, a equipe de investigação ouviu duas testemunhas. A polícia também informou que, após a repercussão, surgiram relatos sobre possíveis comportamentos semelhantes atribuídos ao mesmo professor, e aguarda que eventuais novas vítimas formalizem suas denúncias para contribuir com as apurações.
Como medida preliminar, o docente foi afastado de suas funções como professor orientador. No entanto, ele permanece ministrando aulas e exercendo suas atividades de ensino na universidade enquanto o caso é apurado de forma oficial pelas autoridades competentes.
Manifestações institucionais e estudantis
Procurada pela imprensa, a reitoria da Uema comunicou que tomou conhecimento das acusações e que os fatos estão sob análise das instâncias internas da instituição. Em nota oficial, a universidade destacou que “reafirma que não tolera qualquer forma de assédio, discriminação ou violência em seus ambientes acadêmicos e administrativos”, ressaltando a atuação do seu Comitê de Prevenção e Combate à Violência de Gênero para garantir o respeito e a proteção da comunidade.
Paralelamente, o Diretório Central dos Estudantes (DCE) Gonçalves Dias — Campus Caxias emitiu uma nota oficial datada de 16 de junho de 2026, conforme consta na imagem dce.uema-20260616-0001.jpg. No documento intitulado “Nota de Repúdio”, a representação estudantil manifestou publicamente repúdio aos fatos divulgados pela Delegacia da Mulher e se solidarizou com a vítima.
O diretório reforçou o seu “compromisso inegociável com a defesa dos direitos das estudantes e de toda a comunidade acadêmica” e se colocou à disposição para acompanhar os desdobramentos do caso e oferecer o apoio necessário. A entidade encerrou o comunicado destacando a importância do registro formal de queixas, afirmando que “o silêncio protege o agressor”.
Com Informações: https://lestenews.com.br
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