A política maranhense foi sacudida por um movimento que, embora tentasse transparecer estratégia, acabou por escancarar o isolamento e a incoerência de Lahesio Bonfim (Novo). O então pré-candidato ao anuncia sua pré-candidatura ao Senado, não foi apenas um “fato político novo”; foi um atropelo institucional que deixou a cúpula do partido Novo em uma saia justa pública.
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Diferente do que se espera de uma legenda que prega a gestão profissional e o respeito às instâncias partidárias, a decisão de Lahesio não foi combinada. A Nota Oficial emitida pelo Diretório Estadual do Novo — cujos registros apontam uma redação cautelosa e quase gélida — deixa claro que o partido apenas “tomou conhecimento” do posicionamento do médico através de canais públicos.
Ao afirmar que o novo cenário será avaliado com “prudência e maturidade”, o Novo Maranhão enviou um recado direto: Lahesio agiu de forma isolada. A nota enfatiza que o partido coloca os interesses do estado “acima de projetos individuais”, uma crítica velada à forma como o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes conduziu sua mudança de rota.
A postura de Lahesio Bonfim revela uma profunda incoerência com o discurso que o alçou ao estrelato político em 2022. Naquela época, Lahesio se apresentava como o único capaz de enfrentar o sistema e “libertar” o Maranhão, prometendo uma luta incansável pelo Palácio dos Leões. Ao abandonar o projeto majoritário estadual em favor de uma disputa ao Senado — onde o risco político é diluído e as alianças são mais pragmáticas —, ele desidrata a própria narrativa de “salvador” para se tornar mais um jogador no tabuleiro das conveniências.
Lahesio desrespeitou o Novo, Roberto Rocha que se filiou ao partido acreditando no projeto e também aqueles que acreditavam na sua palavra.
A mudança brusca sinaliza que o compromisso de Lahesio não é com um projeto de governo estruturado para o estado, mas sim com a manutenção de sua própria viabilidade eleitoral. Onde antes havia a promessa de renovação e enfrentamento, agora surge o cálculo frio por uma cadeira em Brasília.
Nos bastidores, a leitura é de que a desistência é um movimento puramente oportunista. Sem o fôlego necessário para sustentar uma candidatura ao governo e enfrentando dificuldades na construção de alianças sólidas dentro do próprio campo oposicionista, Lahesio preferiu o recuo estratégico. Rumores de uma possível composição com Eduardo Braide reforçam a tese de que o ex-prefeito está mais interessado em garantir um espaço seguro do que em liderar uma transformação real no Maranhão.
Ao agir à revelia do partido e ignorar os ritos de construção coletiva, Lahesio Bonfim não apenas expõe sua fragilidade política, mas também coloca em xeque a imagem de “novo” que sua legenda tenta projetar. O que se viu nesta semana foi o velho oportunismo político travestido de “escuta à população”, um roteiro conhecido que, desta vez, pode ter custado a Lahesio sua maior moeda de troca: a credibilidade.
Com Informações: https://diegoemir.com
Categoria: Notícias
