Eduardo Braide anuncia candidatura e passa o comando da Prefeitura de São Luís para a vice-prefeita Esmênia Miranda
O prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD) renunciou ao cargo e anunciou dia (31/03) sua candidatura à Prefeitura de São Luís. A carta- renúncia foi lida na sessão da Câmara Municipal nesta terça-feira, tendo a vice-prefeita Esmênia Miranda (PSD) assumido o cargo às 16 horas no parlamento municipal. Por mais que fosse um fato esperado, a troca de comando na Prefeitura de São Luís causou forte impacto no tabuleiro da política maranhense, com repercussão direta na corrida ao palácio dos Leões.
Primeiro por ser Eduardo Braide, até aqui, o líder inconteste nas preferências do eleitorado, segundo todas as pesquisas já divulgadas, e depois a sua participação redesenha o cenário da sucessão estadual. E depois, porque sua sucessora, além de mulher, é negra, policial militar e professora, sem qualquer vínculo de origem com as elites políticas de São Luís e do Maranhão.
Eduardo Braide anunciou a sua renúncia para entrar na corrida sucessória um dia depois que o PSD bateu martelo anunciando o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como pré-candidato a presidente da República. Mas o prefeito de preferiu e dirigir aos maranhenses uma mensagem focada na sua decisão “como alguém que carrega a imensa vontade de transformar o Maranhão, assim como transformamos São Luís”.
O vídeo, que começou a circular exatamente às 9 horas desta terça-feira, logo após o envio da carta-renúncia à Câmara Municipal, mostrou um Eduardo Braide entusiasmado, sorridente, exibindo a segurança de quem sabe o que está fazendo e onde quer chegar. Por maior que tenha sido a força política do seu gesto, o prefeito de São Luís não fez qualquer referência ao jogo pesado em que vem se dando os primeiros momentos da corrida ao Palácio dos Leões. Ele preferiu falar de gestão, de mudanças, de possibilidades e da disposição que o move para chegar ao comando ao Palácio dos Leões.
Em relação ao confronto do qual vai participar, e que na expectativa geral será duro e difícil, Eduardo Braide disparou uma estocada no ar, sem dar a ela qualquer direção: “Nós não temos a máquina. Nós não temos o dinheiro. Mas temos algo muito maior: a força do povo. Foi essa força que transformou São Luís e será essa força que vai transformar o Maranhão”.
E nesse sentido, o prefeito de São Luís deixou claro que pensou bastante, como é seu feitio, medindo e pesando cada aspecto da questão. E deixou isso claro as considerações iniciais da sua fala: “Hoje eu tomo a decisão mais importante da minha vida: sou pré-candidato a governador do Maranho. Não será uma candidatura de um homem só. Será uma candidatura que nasceu do povo. De quem acredita que é possível governar sem medo, sem amarras e sem interesses escondidos”.
Eduardo Braide não atacou adversários nem elogiou possíveis aliados, nem emitiu qualquer sinal em relação a alianças e candidaturas a vice e ao Senado, mas também não disse uma só palavra com tendência ao isolamento. O fato de ter dito que “não será uma candidatura de um homem só”, deixou em aberto que ele já tem alinhavado um projeto de aliança, que pode incluir o grupo dinista concentrado no PSB, e até o vice-governador Felipe Camarão (PT), que abriu essa possibilidade na mensagem no vídeo que divulgou há alguns dias. O fato é que Eduardo Braide deixou claro que o que há de concreto nesse momento é a sua pré-candidato e que o e que a estrutura política e partidária que liderará é assunto para logo mais. Nesse sentido, a fala contém um recado sutil: governar sem amarras.
Com a manifestação do prefeito de São Luís, a corrida ao Governo do Estado tem três pré-candidaturas assumidas e oficializadas, que não mais dependem de acertos internos ou externos para serem consideradas definitivas. Estão no páreo, portanto, o próprio Eduardo Braide pelo PSD, Orleans Brandão pelo MDB e Lahesio Bonfim pelo Novo. A única dúvida diz respeito ao vice-governador Felipe Camarão, que se declara pré-candidato, mas ainda não tem o aval do seu partido, o PT.
A renúncia do prefeito Eduardo Braide repercutiu fortemente na Assembleia Legislativa. Ali, deputados da chamada bancada dinista, de oposição, festejaram o fato político, aproveitando seus discursos para atacar duramente o governador Carlos Brandão (sem partido) e, por via de desdobramento, o seu pré-candidato a governador Orleans Brandão (MDB).
Com Informações: http://reportertempo.com.br
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