Weverton Rocha, André Fufuca e Eliziane Gama sofrem pressão de Roberto Rocha e, possivelmente, de Detinha, e todos são pressionados pela “sombra” de Iracema Vale,Roseana Sarney e Carlos Brandão
A definição partidária do ex-senador Roberto Rocha, que retomou o comando estadual do PSDB, despeja grande quantidade de combustível inflamável na corrida às duas vagas no Senado, as quais eram disputadas até aqui pelos senadores Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PSD), que pleiteiam a reeleição, e pelo deputado federal e atual ministro do Esporte André Fufuca (PP).
Com o ex-senador confirmando participação na guerra eleitoral, o cenário ganha tinturas de incerteza, pelo menos em relação a uma vaga, já que a outras tem Weverton Rocha com maior preferência, segundo todas as pesquisas. Em levantamentos mais recentes, Roberto Rocha aparece em segundo, jogando doses fortes de insegurança nas pretensões de André Fufuca e Eliziane Gama – e até mesmo nos planos de Weverton Rocha.
Esse quadro evoluiria normalmente para uma guerra renhida entre os quatro pretendentes se não fossem as pesadas sombras causadas pelos rumores que apontam possibilidade de candidaturas poderosas, como a da presidente da Assembleia Legislativa, Iracema Vale (MDB), da deputada federal Roseana Sarney (MDB) e, numa hipótese muito remota – mas admissível em se tratando de política – do governador Carlos Brandão.
Não bastasse a sombra dos três, a cúpula nacional do bolsonarismo quer a deputada federal Detinha (PL), campeã de votos para a Câmara Federal em 2022, como candidata ao Senado, o que pode alterar ainda mais o cenário, que que, se vier mesmo a ser candidata, entrará com o peso do grupo liderado pelo deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL).
Avaliações feitas em diferentes rodas e ambientes levam à mesma conclusão: individualmente ou em grupo, os quatro têm cacife para mudar as tendências da disputa senatorial. Os quatro candidatos assumidos sabem disso, e trabalham intensamente para que a corrida fique mesmo somente entre eles.
O problema é com Detinha no jogo e faltando ainda 37 dias para o decisivo 04 de abril, que é data-chave em qualquer eleição, tudo pode acontecer a partir de uma conversa definitiva do governador Carlos Brandão (sem partido) com o presidente Lula da Silva (PT) sobre a corrida ao Palácio dos Leões.
Com Informações: http://reportertempo.com.br
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