Além das movimentações de possíveis candidaturas e alianças para 2022, os partidos políticos já começam a se organizar para não serem atingidos pela cláusula de barreira. O dispositivo foi criado pela minirreforma eleitoral e desde 2018 passou a restringir o acesso de siglas com baixa representatividade ao fundo partidário e ao tempo de propaganda gratuita no rádio e na TV.
Pela regra, a partir de 2022, os partidos irão precisar de ao menos 2% dos votos válidos, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Federação, ou conseguir eleger 11 deputados federais distribuídos em nove estados. Como a cláusula de barreira fica mais rígida com o passar do tempo, ela passa a exigir em 2026 2,5% dos votos válidos e no mínimo 3% a partir de 2030.
Em nível de comparação, se os votos das eleições municipais de 2020 fossem levados em consideração pela regra que será exigida em 2022, hoje teríamos aos menos três partidos ameaçados e 16 seriam barrados pela cláusula. No pleito municipal, o Psol, o PSC e o Patriota receberam 2,18%, 2,09% e 2% dos votos válidos, respectivamente. Enquanto isso, Solidariedade, Avante, Pros, PCdoB, PRTB, PV, Novo, Rede, Democracia Cristã, PTC, PMN, PMB, PSTU, UP, PCO e PCB não chegaram ao percentual mínimo.
Apesar de não ser considerado para a cláusula de barreira, o desempenho no pleito municipal acendeu o alerta em algumas dessas legendas que já começam a se movimentar. Para fugirem da regra, uma alternativa é a fusão entre as legendas.
PC do B
Em 2019, por exemplo, o PC do B só escapou dos efeitos da cláusula de barreira porque fez uma fusão com o PPL. Naquele ano, a regra cobrava que os partidos tivessem somado ao menos 1,5% dos votos válidos na eleição de 2018.
RUMO DE FLÁVIO DINO
Possível candidato à presidência da República, ou à Senador em 2022, o governador do Maranhão, Flávio Dino, estuda uma possível integração do PC do B com o PSB. No entanto, uma ala do partido de Dino defende uma ida para o PT. Ainda não houve intenção formal de buscar uma fusão com outros partidos, mas isso não é pauta descartada. Tudo vai depender das alianças para compor a candidatura presidencial em 2022. Uma ala é mais próxima ao PT e outra do PSB, então isso terá que ser construído ao logo dos meses. Admitem membros do partido.

Com Informações: Front Notícias
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