Nas páginas de VEJA, a trajetória da respeitada atriz dos palcos que virou celebridade com uma vilã atemporal na TV
Por Da Redação

Carioca radicada em São Paulo, Beatriz Segall era cria do teatro. Ganhou a televisão com papéis fortes, com destaque para a grande vilã Odete Roitman, uma das personagens mais marcantes das novelas brasileira. Faleceu nesta quarta, aos 92 anos (Geraldo Modesto/TV Globo)
VEJA ainda não havia alcançado 100 edições quando o nome de Beatriz Segallestampou suas páginas pela primeira vez. Em agosto de 1969, uma nota curta na seção de Indicações anunciava sua tradução da peça O Inimigo do Povo, do dramaturgo norueguês Henrik Ibsen, em que a atriz carioca também integrava o elenco. Era o início de uma jornada pela carreira da multifacetada artista, que morreu nesta quarta-feira, aos 92 anos.

Primeira matéria de VEJA com menção a atriz Beatriz Segall, que faleceu nesta quinta;<a href=”https://acervo.veja.abril.com.br/#/edition/51?page=12§ion=1″ (///VEJA)
Em novembro de 1972, seu rosto estreou nas páginas da revista. O destaque era sua interpretação na peça A Grande Imprecação Diante dos Muros da Cidade, do alemão Tankred Dorst. Beatriz encenava a dor de uma esposa chinesa, que reivindicava ao exército o retorno de seu marido. A crítica ao espetáculo, porém, não era positiva e a performance da atriz foi considerada inverossímil: “Rosto nu e roupa comum, dificilmente lembra a gente do povo que deveria recriar”.
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