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ELEIÇÕES 2018: Bolsonaro mantém estilo polêmico e nega mudar discurso pelo mercado

Deputado diz não estar em campanha, mas

fala como candidato

Em visita ao Espírito Santo, nesta terça-feira (14), o deputado federal e pré-candidato à presidência da República Jair Bolsonaro (PSC-RJ) manteve o estilo polêmico que tantas vezes o coloca como um representante do discurso extremista hoje no país: defendeu a legalização do porte de armas, criticou “ideologia de gênero” e jogou para escanteio qualquer possibilidade de ser um candidato “paz e amor” em 2018.

O parlamentar negou que esteja buscando ser mais flexível para chegar ao Planalto, como defendem alguns de seus aliados. “Você não acha que tem que tratar com radicalismo a questão da corrupção no Brasil, a questão da violência, da pedofilia? Tem que ser com radicalismo. Se é com paz e amor vote em outro candidato, não vote em mim não”, disse, após ser questionado em evento da Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar.

Bolsonaro publicou, no começo desta semana, uma carta apresentando propostas sobre a economia brasileira. Em uma delas, defendeu a independência do Banco Central ao afirmar que ao ter “mandatos atrelados a metas/métricas claras e bem definidas, profissionais terão autonomia para garantir que presidentes populistas não colocarão a estabilidade do país em risco”, o que foi entendido como um aceno ao mercado. Ontem, porém, o deputado negou ser autor da carta.

“Queriam que eu falasse alguma coisa de economia. Quem escreveu aquela carta não fui eu, foi minha assessoria. A partir de certo momento, o que mais vai ser visto não é minha pessoa, é quem está ao meu lado. Ninguém consegue administrar a casa sozinho, ainda mais um país”, disse ele, que admitiu não entender de economia, o que tem sido motivo de críticas.

“Graças a Deus não entendo, porque os entendidos botaram o Brasil no buraco. Dilma Rousseff (PT) era economista. Agora eu entendo de medicina? Não, mas vou indicar o ministro da Saúde. Luciano Huck entende de economia? Lula entendia? Os outros pré-candidatos entendem?”, questionou.

Questionado sobre o que propõe para acabar com a crise político-econômica do país, Bolsonaro botou apenas na conta da honestidade a solução das mazelas.

“Saiu a Dilma, um governo envolvido em corrupção, veio o Temer, mas no tocante da corrupção, o governo demonstrou não ser diferente do anterior. Acho que a honestidade tem que estar acima de tudo”.

FONTE: https://www.gazetaonline.com.br

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