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VOCÊ ENCARARIA? Carne de Rã

Desde à Antiguidade a carne de rã é consumida como alimento. Com o passar do tempo tornou-e uma iguaria sofisticada.
A carne de rã tem sido recomendada para o tratamento de doenças do trato gastrointestinal, alergias e para dietas de restrição a sódio, lipídios e calorias.
A pele é usada para combater e evitar a prisão de ventre e pneumonia e a gordura é usada como cicatrizante em queimaduras, como  lubrificante sexual e para a limpeza de pele.

As coxas de rã, pelo seu sabor exótico, são uma das mais apreciadas iguarias da cozinha francesa (cuisses de grenouille), da cozinha cantonense (congee) e da cozinha da Indonésia (pepes telur kodok). Em Java costuma-se consumir a pele de rã seca e frita como aperitivo.

Um insulto normalmente usado pelos britânicos é chamar os franceses de rãs (frogs), pois estes geralmente não apreciam  a iguaria.

A carne de rã é consumida normalmente na Ásia (Tailândia, Vietnam, China e Indonésia), na Europa (norte de Portugal, Espanha, Eslovênia,  Croácia, noroeste da Grécia e norte da Itália) e nas Américas (sul dos Estados Unidos, México, ilhas do Caribe e Brasil central).

Nas ilhas do Caribe, regiões do México e  do Brasil, boa parte das rãs consumidas são capturadas vivas na natureza. Os ambientalistas condenam a captura pois ela causa um desequilíbrio do ecossistema, proporcionando o aumento da população de insetos.

Consome-se anualmente no mundo cerca de 3.2 bilhões de rãs.

Indonésia é o maior exportador de rãs, como também o país de maior consumo de carne per capita. Exporta cerca de 5.000 toneladas de carne de rã por ano. Toda a criação é em cativeiro e usam as espécies rã touro gigante (Rana catesbeiana) e rã porco (Rana grylio)  Exportadores importantes são também a China e o Vietnam. O comércio mundial é estimado em 50 milhões de dólares por ano. Os maiores importadores são a França, a Bélgica e os Estados Unidos.

As normas alimentares do Judaísmo e do Islamismo não permitem o consumo de carne de rã.
No Islamismo porém, devido aos hábitos da Indonésia (o maior país muçulmano do mundo) o consumo é permitido com algumas restrições.

O transporte, comércio e consumo de rãs sem os devidos cuidados pode transmitir doenças graves e fatais através do Batrachochytrium dendrobatidis e do Ranavirus. O primeiro causa a quitridiomicose e o segundo causa infecção sistêmica.

As coxas de rã têm rico conteúdo de proteina, acidos graxos ômega-3, vitamina A, cálcio, ferro, magnésio, sódio e potássio. Cada 100 gramas  possui 69 calorias, 0,45% de gordura, 18,80% de proteínas, 1,25% de minerais e 79,50% de água.

Sua textura é um pouco mais tenra que a carne de frango e o sabor lembra a peixe.

NO BRASIL

A produção de carne de rã no Brasil é de cerca de 480 toneladas por ano.
A espécie mais criada é a rã-touro gigante (Rana catesbeiana) por apresentar maior precocidade, prolificidade e rusticidade. Cada fêmea produz de 5 a 7 mil ovos por postura. A metamorfose do girino (até virar rã) dura três meses e cerca de 30% dos girinos não completa a metamorfose ou completa mas não atinge a idade apta para o abate, que é efetuado aos sete meses quando atingem o peso de 400 gramas.

Outras espécies de rãs nativas do Brasil, como a rã-pimenta, rã-manteiga ou paulistinha, também podem ser criadas em cativeiro com menor índice de rendimento.

Os girinos se alimentam com farelo preparado de peixes ou de residuos do abate das próprias rãs (35% de proteína bruta).
As rãs são alimentadas normalmente com ração peletizada ou extrusada de peixes (40% de proteína bruta) juntamente com larvas de moscas. Geralmente os criatórios usam peneiras vibratórias pois elas só comem aquilo que se mexe.

Alguns criatórios mantêm local apropriado para criarem as moscas para a produção de larvas,que são alimentadas com leite em pó diluído em água.

Um ranário tem normalmente seis setores: Reprodução, Desenvolvimento Embrionário, Girinagem, Metamorfose, Engorda e Abate. Os bons abatedouros têm o Serviço de Inspeção Federal,que acompanham todo o processamento.

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