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ELEIÇÕES 2018: Julgamento da chapa Dilma-Temer pode produzir desdobramentos importantes no cenário político do Maranhão

TSE já pode julgar a chapa Dilma-Temer TSE já pode julgar a chapa Dilma-Temer por corrupção

A liberação, ontem, pelo ministro Herman Benjamin, para julgamento, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), do processo que pede a cassação da chapa Dilma Rousseff (PT)-Michel Temer (PMDB), por corrupção eleitoral, abre uma tensa contagem regressiva no País, que pode ficar sem governo e ter de realizar uma nova eleição presidencial imediatamente, em meio à crise econômica, aos avanços da Operação Lava Jato e um preocupante vazio de lideranças políticas confiáveis. O desfecho desse julgamento terá desdobramentos impactantes no Maranhão, a começar pelo fato de que  a eventual queda do presidente Michel Temer será um desastre para o Grupo Sarney, mas que, por outro lado, pode ser uma forte injeção de ânimo no grupo sarneysista se o mandatário pemedebista escapar da guilhotina da Justiça Eleitoral, contrariando quer o Ministério Público Eleitoral (MPE). Outros desdobramentos poderão ter forte repercussão política no estado, mas sem maiores consequências, nem para a aliança liderada pelo governador Flávio Dino (PCdoB) nem para o grupo sarneysista.

O processo pode resultar na cassação da chapa Dilma-Temer em condições iguais, com os dois perdendo – ela já o perdeu com o impeachment – o cargo e entrando no clube dos ficha suja e ficarem inelegíveis por oito anos, podendo também Dilma perder seus direitos políticos e Temer perder o cargo e preservar os direitos políticos – o que lhe daria o direito de disputar a nova eleição.  Ou ainda os dois serem absolvidos, apesar do peso das acusações, agora reforçadas pelas delações premiadas dos marqueteiros do PT afirmando que a chapa Dilma Temer foi beneficiada pelo uso de Caixa 2 na campanha eleitoral.

Se a chapa cair por inteiro, o Grupo Sarney sofrerá um duro revés, pois verá Michel Temer, seu principal trunfo no momento, ser transformado em pó, e o PMDB, com sua enorme plataforma, perder o poder e correr o risco de ficar à deriva. Sem Michel Temer na presidência da República, o ex-presidente José Sarney perderá muito do poder que ainda detém em Brasília, o que pode resultar no arquivamento do projeto eleitoral encabeçado pela ex-governadora Roseana Sarney, que por conta do cenário de crise tem resistido à ideia de se candidatar para um confronto direto com o governador Flávio Dino. No campo do governador Flávio Dino, a cassação da chapa Dilma-Temer não fará muita diferença, já que ela já é ex-presidente, enquanto que a saída de Temer do poder só abrirá caminho para uma nova eleição, esta com candidatos e resultado imprevisíveis.

Por outro lado, se Dilma Rousseff e Michel Temer forem absolvidos, o Grupo Sarney ganhará gás suficiente para se manter no cenário político e terá as condições para reunir as forças que sempre manteve sob controle, formar uma ampla coligação e falar grosso na disputa pelo voto no ano que vem. Estimulada pelo poder de fogo do Palácio do Planalto, Roseana Sarney poderá, finalmente, falar abertamente sobre suas pretensões, podendo já confirmar a sua candidatura, mesmo que não queira. E o fará porque não há no grupo um nome com cacife para enfrentar Flávio Dino nas urnas. Mas, como líder, terá de entrar na briga para, entre outros objetivos, estimular as lideranças que começam a despontar dentro do grupo, como os deputados estaduais Roberto Costa, Andrea Murad e Nina Melo (PMDB), Adriano Sarney e Edilázio Jr. (PV), e Souza Neto (PROS), além do deputado federal João Marcelo (PMDB), que a têm como referência.

A absolvição da chapa Dilma-Temer em nada mudará a posição do grupo liderado pelo governador Flávio Dino, pois só reforçará o discurso do PT de que o impeachment foi um golpe, o que injetará algum ânimo para que o partido entre animado na briga para a eleição do novo presidente. Além disso, o governador logo saberá quem será seu adversário na corrida sucessória.

FONTE: http://reportertempo.com.br/

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