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MOMENTO POLITICO: Ações políticas apontam líderes que vão decidir os rumos dos grupos que se baterão nas eleições de 2018 no Maranhão

Flávio Dino, Roseana Sarney, Roberto Rocha, Humberto Coutinho, Tema Cunha, Márcio Jerry, Weverton Rocha, Edivaldo Jr., Sebastião Madeira, Luis Fernando Silva, João Alberto e José Reinaldo desenharão o cenário para as eleições de 2018

A 19 meses das eleições gerais, são ainda muito imprecisas as peças da grande equação partidária que cada uma das correntes em movimento montará para definir seus candidatos a governador, senador, deputado federal e deputado estadual, a partir, é claro, da escolha dos candidatos a presidente da República. No Maranhão, essas equações, que resultarão na montagem das chapas majoritárias (um candidato a governador e dois candidatos ao Senado) e proporcionais (deputado federal e estadual), dependerão da ação política de um grupo de líderes de grupos e chefes partidários, os quais, independentemente dos seus cacifes eleitorais, comandam estruturas cujos posicionamentos poderão ser decisivos para o futuro das candidaturas que serão lançadas em julho do ano que vem. Esse reduzido grupo – não harmônico, é bom lembrar – é formado pelo governador Flávio Dino (PCdoB), a ex-governadora Roseana Sarney (PMBD), o senador Roberto Rocha (PSB), o presidente da Famem Tema Cunha (PSB), o deputado Humberto Coutinho (PDT), o deputado federal Weverton Rocha (PDT), o prefeito Edivaldo Jr. (PDT), o secretário Márcio Jerry (PCdoB), ex-prefeito de Imperatriz Sebastião Madeira (PSDB), o prefeito de Luis Fernando Silva (São José de Ribamar), o senador João Alberto  (PMDB). Há outro grupo de menor peso e com alguma influência partidária, política e eleitoral, mas seus movimentos serão desdobramentos ou consequência das decisões dos chefes maiores.

Flávio Dino (PCdoB) – O governador é hoje, de longe, o político com o maior poder de fogo no estado. Comanda a máquina estatal com surpreendente desempenho, com posição confortável e estável na avaliação da opinião pública. Tem ao seu lado um amplo leque de partidos, os quais, junto com o PCdoB, formam a sua base de sustentação e a aliança que liderará na corrida às urnas no ano que vem. Tem o apoio de pelo menos 150 dos 217 prefeitos, entre eles o de São Luis, Edivaldo Jr. (PDT). É hoje um nome de alcance nacional, apontado como um dos mais importantes líderes da esquerda moderada brasileira na atualidade. É candidato à reeleição, mas independentemente do seu projeto pessoal, seus movimentos têm o poder influenciar as decisões de aliados e adversários.

Roseana Sarney (PMDB) – Mesmo que no geral seus movimentos sejam fruto da orientação do pai, o ex-presidente José Sarney (PMDB), e sua ação política dependa em grande parte do uso da máquina pública, a ex-governadora tem expressiva influência no cenário político do estado. Dentro do seu grupo, que reúne o PMDB, o PV e outros partidos menores, sua palavra costuma ser lei. Roseana Sarney está dividida entre enfrentar o governador Flávio Dino na corrida ao Governo, correr por uma cadeira no Senado, disputar uma cadeira na Câmara Federal ou simplesmente continuar em casa cuidando dos netos. Mas ninguém duvida de que sua posição influenciará o desenho do cenário para 2018.

Roberto Rocha (PSB) – Não há qualquer indicativo de que se lançando candidato a Governador ele possa desequilibrar a disputa a ponto de ter alguma chance de vitória. Mas o senador é hoje o construtor de uma saudável terceira via política no cenário do Maranhão, quebrando décadas de monopólio de dois grupos, um sarneysista e outro anti-sarneysista. Poderá, portanto, ocupar um lugar expressivo no desenho do cenário político e eleitoral do ano que vem.

Humberto Coutinho (PDT) – O deputado-presidente da Assembleia Legislativa é hoje apontado como um dos pilares do grupo que dá sustentação ao governador Flávio Dino. Político hábil e respeitado até mesmo em amplos segmentos da oposição sarneysista, Humberto Coutinho é considerado um dos mais hábeis articuladores do campo liderado por Flávio Dino. Seus movimentos junto a deputados e prefeitos podem contribuir de maneira efetiva para consolidar e fortalecer o projeto de reeleição do governador Flávio Dino.

Tema Cunha (PSB) – Eleito prefeito de Tuntum pela quinta vez e iniciando o terceiro mandato na presidência da Federação dos Municípios (Famem), que conquistou por aclamação, Cleomar Tema Cunha vem mostrando uma liderança política de expressão no estado. Com sólida experiência no jogo político e conhecedor como poucos das duas correntes que se batem no Maranhão, o presidente da Famem é dos esteios do grupo que dá sustentação ao atual Governo, em condições, portanto, de influenciar nos rumos da corrente governista.

Márcio Jerry (PCdoB) – O secretário de Estado de Comunicação e Articulação Política e presidente estadual do PCdoB é, de longe, o mais próximo e o mais influente membro da equipe do governador Flávio Dino, Márcio Jerry é principal articulador político da situação do grupo do governador no campo da organização partidária e na manutenção da aliança situacionista. Ninguém duvida de que o presidente do PCdoB terá forte influência nos rumos a serem definidos pelo governador Flávio Dino.

Weverton Rocha (PDT) – É o mais arrojado e ousado membro da nova geração de políticos no Maranhão. Com o aval do ex-governador Jackson Lago, seu chefe e líder, escalou a estrutura do PDT maranhense e nacional e se tornou chefe incontestável do partido no estado. Aliado do governador Flávio Dino, mas com rasgos de independência, impôs sua candidatura ao Senado antes da hora e a tornou incontestável. Para onde ele pender o PDT penderá.

Edivaldo Jr. (PDT)  – A reeleição para a Prefeitura de São Luís lhe deu poder de fogo para se tornar um político com forte poder de influência no grupo do governador Flávio Dino. Tanto que já está em campanha aberta pela reeleição do governador e pela candidatura de Weverton Rocha ao Senado. Nas avaliações, a opinião geral é a de que a sua contribuição mais importante para o grupo governista é sacudir a Capital com uma gestão acima da média.

Sebastião Madeira (PSDB) – Dono de forte liderança na Região Tocantina e na Região Sul, o ex-prefeito de Imperatriz poderá influenciar expressivamente o cenário para as eleições do ano que vem se assumir, como está previsto, o comando do PSDB no Maranhão. No caso, Madeira poderá tirar o ninho dos tucanos da aliança governista e levá-lo para a oposição, seguindo orientação do comando nacional.

Luis Fernando Silva (PSDB) – Hoje um nome estadual e um dos políticos mais acreditados do Maranhão, por sua coerência política e sua eficiência como gestor público, traços que lhe mais de 90% dos votos na corrida de volta à Prefeitura de São José de Ribamar, Luis Fernando Silva não emitiu nenhum sinal de que pretenda enfrentar as urnas em 2018, mas em todos grupos e rodas políticas ele é citado como potencial candidato a governador ou a senador. Quaisquer que sejam seus movimentos relacionados com as urnas, eles terão influência importante no cenário da corrida do ano que vem.

João Alberto (PMDB) – Presidente do PMDB no Maranhão e integrante da cúpula nacional do partido e do Senado, o senador João Alberto comanda uma agremiação dividida e indefinida em relação às eleições do ano que vem. Fiel ao Grupo Sarney e seguidor, à sua maneira, das orientações do ex-presidente, o senador, cujo mandato termina no próximo ano, ainda não decidiu se será candidato à reeleição. Não tem poder de fogo para decidir sozinho sobre o rumo do PMDB, mas tem força para influenciar no rumo do Grupo.

José Reinaldo (PSB) – Candidato assumido ao Senado, o ex-governador e atual deputado estadual enfrenta focos armados de resistências dentro do seu próprio grupo, mas ao mesmo tempo sua movimentação política tem fortalecido visivelmente o seu projeto, o que torna sua candidatura só reversível por força de um golpe. Se ganhar, como está previsto, o comando do PSB no Maranhão, José Reinaldo Tavares fortalecerá expressivamente sua posição política, o que lhe dará poder de fogo para influenciar no desenho do cenário.

Todas as evidências até aqui têm sinalizado que dificilmente o desenho do cenário para as eleições de 2018. Mas como a política tem o traço da imprevisibilidade, não se descarta mudanças.

FONTE:http://reportertempo.com.br/

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