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Prefeito Gentil Neto divulga nota e afirma não ser alvo de operação da Polícia Federal em Caxias

O prefeito de Caxias, Gentil Neto, divulgou nesta terça-feira (3) uma nota de esclarecimento a respeito da operação “Tá na Conta”, realizada pela Polícia Federal no município.

De acordo com o gestor, a investigação apura fatos relacionados ao período eleitoral passado e não tem como alvo a sua pessoa. Na nota, o prefeito ressalta que também não foi objeto da operação.

 

Gentil Neto destacou ainda que a atual gestão municipal não é alvo das investigações e garantiu que todos os serviços da Prefeitura de Caxias seguem funcionando normalmente, sem qualquer prejuízo à população.

 

Por fim, o gestor afirmou que continua exercendo o mandato com tranquilidade e confiança no trabalho da Justiça, reforçando que acredita no esclarecimento dos fatos apurados pelas autoridades.

 

 

Confira a nota completa abaixo: 

 

 

Com Informações: https://lestenews.com.br

Botafogo empata com o Barcelona em Guayaquil e fica a uma vitória da fase de grupos da Libertadores

Por: Redação do GLOBO — Rio de Janeiro

O Botafogo conquistou um importante resultado no empate em 1 a 1 contra o Barcelona de Guayaquil, no Equador, pelo jogo de ida da terceira fase da pré-Libertadores. Com o gol marcado por Matheus Martins, o alvinegro precisa de uma vitória simples no Nilton Santos na próxima terça-feira (10) para avançar à fase de grupos. Um novo empate levará a decisão aos pênaltis.

Matheus Martins comemora o gol marcado no empate em 1 a 1 entre Botafogo e Barcelona de Guayaquil

Matheus Martins comemora o gol marcado no empate em 1 a 1 entre Botafogo e Barcelona de Guayaquil — Foto: Vítor Silva/Botafogo

 

Além do resultado, pode-se dizer que a atuação do Botafogo ao longo dos 90 minutos transmite confiança de que o time conseguirá a classificação no Rio de Janeiro. Apesar de ter saído atrás no placar com o gol marcado por Villalba após falha de Léo Linck, o alvinegro foi superior aos donos da casa e não chegou a sofrer tantos riscos.

Com a bola no pé, o Botafogo teve o controle da partida, mas nem sempre soube o que fazer para sair da marcação equatoriana e construir o jogo desde trás. Foi assim, aliás, que o goleiro alvinegro errou passe longo e foi vazado logo na sequência.

A situação melhorou no segundo tempo, mas sem a necessidade de alterações por parte de Martín Anselmi. Mais paciente, o Botafogo rodou a bola e contou com ótima jogada de Vitinho, que segue em alta na equipe, para empatar. O lateral deu bom passe em profundidade para Barrera, que rolou para Matheus Martins finalizar no canto e igualar o placar.

Improvisado como centroavante na vaga de Arthur Cabral, que entrou mal na partida, Matheus cometeu alguns equívocos durante os quase 70 minutos que esteve em campo, mas teve boa atuação. No fim, foi premiado com o troféu de melhor da partida.

Antes de receber o Barcelona de Guayaquil na próxima terça-feira, o Botafogo volta a campo contra o Bangu, no sábado, pela final da Taça Rio.

Com informações: https://oglobo.globo.com

Camarão fica fora de pré-lista do PT vazada pelo Metrópoles

A indefinição do PT sobre candidatura própria ou apoio a outras legendas também atinge a disputa ao Governo do Maranhão. Um mapeamento interno da legenda, divulgado nesta terça-feira (3) pela colunista Milena Teixeira, do portal Metrópoles, mostra as apostas do partido para governos estaduais e Senado, mas não traz qualquer referência ao estado maranhense nem ao nome de Felipe Camarão.

 

A ausência chama atenção porque camaronistas mais eufóricos costumam apresentar o vice como “prioridade nacional do PT”, sob o argumento dele ser o único vice-governador da legenda no país.

 

Na lista vazada, o PT projeta apoiar candidaturas próprias e de aliados em pelo menos 16 estados na disputa pelos governos estaduais, incluindo governadores como Jerônimo Rodrigues (BA), Elmano de Freitas (CE) e Rafael Fonteles (PI), além de outros quadros da legenda e aliados em diferentes regiões do país.

 

Outro ponto que chama atenção é que o levantamento também não apresenta qualquer nome ligado ao Senado pelo Maranhão, apesar de ao menos quatro pré-candidatos à Câmara Alta estarem sob a órbita lulista.

Com Informações: https://marrapa.com

SEM CHORO: Alcolumbre ignora pressão do PT e mantém quebra de sigilo de Lulinha na CPI do INSS

Presidente do Senado afirma que rito foi respeitado na votação

Presidente do Senado e do Congresso, Davi Alcolumbre. (Foto: Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil).

 

Por: Mael Vale

 

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, negou nesta terça-feira (3) o pedido de governistas para anular a quebra de sigilos do empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT), aprovada pela CPI do INSS na semana passada.

 

Segundo Alcolumbre, não houve “flagrante desrespeito ao regimento e à Constituição” que justificasse a intervenção da presidência para anular a decisão da comissão. A medida foi aprovada sob protestos da base do governo Lula.

 

 

Não sabem perder

 

Parlamentares governistas questionaram a validade da votação, alegando que deputados e senadores que não eram titulares da comissão teriam participado da deliberação.

 

Também argumentaram que já havia sido feito pedido de votação nominal anteriormente, o que impediria nova solicitação no mesmo momento.

 

O presidente da CPI,  senador Carlos Viana (Podemos-MG), rebateu as críticas e afirmou que o regimento foi seguido corretamente, sem irregularidades no processo.

Antes de anunciar a decisão, Alcolumbre se reuniu com técnicos do Senado para analisar documentos e imagens da sessão marcada por tumulto. Após a avaliação, decidiu manter a deliberação da comissão.

Com Informações: https://diariodopoder.com.br

ELEIÇÕES 2026: Presidente do “NOVO” diz que nome de Lahesio expressa vontade do povo, apesar do boicote da classe política


O presidente do Partido Novo no Maranhão, Leonardo Arruda, afirmou que Lahesio caminha fortalecido pelo povo.

 

Em entrevista a uma emissora de TV, o presidente estadual do Partido Novo, Leonardo Arruda, reafirmou a pré-candidatura de Lahesio Bonfim ao Governo do Estado como expressão genuína da vontade do povo. Ele destacou que o aliado segue fortalecido pelo sentimento das ruas, apesar da tentativa de boicote da classe política.

 

Leonardo Arruda comentou a divulgação de uma lista de possíveis nomes da direita na disputa pelo Palácio dos Leões que inclui o prefeito de São Luís, Eduardo Braide, e do ex-senador Roberto Rocha, mas exclui Lahesio Bonfim. O presidente do Novo disse não acreditar que tal lista tenha poder de definir os rumos da política do Maranhão ou o sentimento das ruas.

 

Leonardo Arruda lembrou que na eleição de 2022 o PL não apoiou a candidatura de Lahesio a governador, mas sim coligou, declarou apoio e fez campanha para o senador Weverton Rocha. Ele citou o suposto envolvimento de Weverton em escândalos de corrupção no âmbito da previdência e ressaltou que o senador é investigado pela CPMI do INSS.

 

“Foi esse PDT de Weverton Rocha que o PL acompanhou em 2022 e nem por isso o Lahesio saiu com um resultado inexpressivo das urnas. Ele ficou em segundo lugar”, frisou.

 

O presidente estadual do Novo recordou que, apesar da aliança do PL com o PDT de Weverton Rocha, Lahesio manteve o apoio à candidatura do então presidente da República, Jair Bolsonaro, à reeleição. “Lahesio foi o único candidato no estado do Maranhão que teve coragem de levantar a bandeira da direita.e defender o nome de Bolsonaro”, ressaltou.

 

Leonardo Arruda disse estar muito tranquilo com a divulgação dos manuscritos que excluem o nome de Lahesio por acreditar que quem vai decidir os rumos do Maranhão é o povo, porque, em sua visão, o poder está nas mãos do povo. “Eu acho que só tem uma forma de avançar, é com a força do povo. Sem o povo, a gente não vai pra frente. Se depender da classe política, o Lahesio não existe. Se depender da classe política, o Novo está morto. A gente depende é do povo”, sustentou.

Assista ao vídeo:

Com informações: https://blogdoleitaoma.com.br/via Daniel Matos. Foto/Reprodução. 

Trump diz que “grande onda” de ataques ao Irã “ainda está por vir”

Presidente dos Estados Unidos afirmou que o exército norte-americano está “dando uma surra” no Irã

Por:

 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, nesta segunda-feira (2/3), que a “grande onda” de ataques do exército norte-americano contra o Irã “ainda está por vir”.

Fumaça sobe sobre o sul do Líbano após um bombardeio israelense, vista de uma posição no lado israelense da fronteira em 2 de março de 2026

“Ainda nem começamos a atacá-los com força. A grande onda ainda não chegou. A grande onda de ataques ainda está por vir”, disse Trump.

Israel afirma ter atacado Teerã, capital do Irã, preventivamente

No sábado (28/2), militares dos Estados Unidos e de Israel iniciaram o maior ataque já registrado contra o território iraniano. A operação resultou na morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei.

Irã atacou a 5ª Frota da Marinha dos EUA em Manama, no Bahrein

Em entrevista à CNN Internacional, Trump afirmou que o exército norte-americano está “dando uma surra” no Irã e que a operação militar deve durar menos de um mês.

Complexo residencial do líder supremo do Irã, em Teerã

“Não quero que se prolongue muito. Sempre achei que seriam quatro semanas. E estamos um pouco adiantados em relação ao cronograma.”

 

 

Surpresa com os ataques do Irã

 

 

O líder da Casa Branca se disse surpreso com a retaliação do Irã contra países árabes, mas garantiu que os Estados Unidos vão resolver a situação. “Dissemos a eles (países árabes): ‘Nós damos conta disso’. Mas agora eles querem lutar e estão lutando agressivamente. Eles iriam se envolver muito pouco, e agora insistem em se envolver”, afirmou.

 

Ataques iranianos atingiram ao menos oito países desde o começo da escalada bélica: Bahrein, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Iraque, Jordânia e Omã. Em decorrência dos ataques, ao menos três pessoas morreram nos Emirados Árabes, uma no Kuwait e uma no Bahrein.

 

 

“Eles ficaram arrogantes”

 

 

Na entrevista desta segunda-feira, Trump revelou que vários líderes do regime iraniano se reuniram no mesmo local, que se tornou o alvo do ataque norte-americano. Para o republicano, “eles (iranianos) ficaram um pouco arrogantes”.

 

“Achavam que eram indetectáveis, e não eram. Ficamos chocados com isso. Quarenta e nove pessoas (da liderança iraniana). Foi um ataque incrível”, disse.

 

Trump destacou que, entre os mortos, estavam pessoas cotadas para suceder o aiatolá Ali Khamenei, morto aos 86 anos.

 

“Esses eram os líderes, e alguns estavam sendo considerados”, disse Trump. Com o sucesso da operação, o republicano afirmou que não se sabe “quem está liderando o país agora”. “Eles (iranianos) não sabem quem está liderando. É um pouco como uma fila de desemprego.”

 

Segundo Trump, os EUA tentaram negociar com o Irã. “Não conseguimos fazer um acordo com essas pessoas”, disse.

Com Informações: https://www.metropoles.com

Contagem regressiva no Maranhão: Brandão e Braide têm 30 dias para decisão que pode mudar o rumo do Estado

O governador do Maranhão, Carlos Brandão, e o prefeito de São LuísEduardo Braide, têm um prazo decisivo de 30 dias para definirem seus futuros políticos diante da necessidade de desincompatibilização para disputar cargos nas eleições de outubro deste ano. A decisão de ambos pode redefinir o cenário eleitoral e influenciar diretamente os rumos do Maranhão.

 

Eles tem que deixar os cargos no dia 2 de abril, pois como são mandatários, eles devem renunciar antes do prazo legal de 3 de abril.

 

Nos bastidores, Carlos Brandão é apontado como interessado em disputar uma vaga ao Senado Federal. No entanto, o governador enfrenta um impasse político: ele não abre mão da pré-candidatura de seu sobrinho, Orleans Brandão, o que adiciona uma variável estratégica à sua eventual saída do Palácio dos Leões. A escolha envolve não apenas o projeto pessoal de Brandão, mas também a consolidação de seu grupo político e a manutenção de influência no comando do Estado.

 

Já Eduardo Braide é cotado como pré-candidato ao Governo do Maranhão. Embora seu nome circule com força nos debates eleitorais, o prefeito ainda não sinalizou publicamente se está disposto a deixar o comando da capital para entrar na disputa estadual. A decisão passa por cálculos políticos e administrativos, uma vez que a saída da prefeitura implicaria na transmissão do cargo e em possíveis impactos na gestão municipal.

 

O prazo legal para desincompatibilização impõe uma definição objetiva. Caso queiram disputar novos cargos, tanto o governador quanto o prefeito precisarão formalizar suas saídas dentro do período estabelecido pela legislação eleitoral.

 

A movimentação dos dois líderes políticos é acompanhada com atenção por aliados, adversários e pela população maranhense. O desfecho dessa decisão não afetará apenas projetos individuais, mas poderá reconfigurar alianças, candidaturas e o equilíbrio de forças no Maranhão. Nos próximos 30 dias, o tabuleiro político do Estado entrará em uma de suas fases mais decisivas.

Com informações: https://diegoemir.com

Uema desenvolve estudo para tornar mais preciso o diagnóstico da leishmaniose canina

Pesquisa da Universidade Estadual do Maranhão compara teste rápido e Imunoenzimático (ELISA), identificando divergências que propõe novas técnicas para reforçar o controle da doença no Maranhão.

A Universidade Estadual do Maranhão (Uema) desenvolveu uma pesquisa para melhorar o diagnóstico da leishmaniose canina. O estudo é do Curso de Medicina Veterinária, ligado ao Centro de Ciências Agrárias (CCA).

 

A pesquisa compara o teste rápido imunocromatográfico (Alere Leishimaniose Test Kit) com o exame imunoenzimático (ELISA). O objetivo é aumentar a confiabilidade dos resultados e ajudar no controle da doença no estado.

 

A leishmaniose é causada pelo protozoário Leishmania infantum. A transmissão ocorre pela picada da fêmea do flebotomíneo, conhecido como mosquito-palha. O diagnóstico precoce é fundamental para orientar o tratamento e as ações de controle em áreas endêmicas.

 

 

Como foi feita a pesquisa

 

 

O estudo foi dividido em dois planos. As pesquisas foram conduzidas pelas alunas Maressa Naara Neves Eloi e Maria Clara Santos Bezerra Buna. A orientação foi do professor Fábio Henrique Evangelista de Andrade, do Departamento de Patologia da Uema(DPAT/Uema).

 

No primeiro plano, Maressa Eloi analisou 485 amostras de sangue de cães do Hospital Veterinário Universitário (HVU/Uema). Ela comparou os resultados do teste rápido com o ELISA. Os exames contaram com apoio do Laboratório de Patologia Veterinária (LaPaVe).

 

A análise apontou divergência em 14 amostras. A diferença pode estar ligada à carga parasitária ou a características técnicas dos métodos.

 

No segundo plano, Maria Clara realizou o ELISA como exame confirmatório. Foram analisadas 133 amostras de soro do mesmo hospital. Desse total, 68 foram reagentes e 65 não reagentes. Também houve 14 divergências em relação ao teste rápido.

 

 

Resultado

 

 

O estudo mostrou que o teste rápido tem alta sensibilidade. O ELISA apresentou maior precisão na confirmação dos casos. Os dados reforçam a importância do uso de métodos complementares.

 

Segundo o professor Fábio Henrique, as divergências indicam a necessidade de análises adicionais. Ele afirmou que o próximo passo será o uso de técnicas moleculares, como a Reação em Cadeia da Polimerase (PCR). O método deve ajudar a esclarecer casos inconclusivos e aprimorar o diagnóstico em áreas endêmicas.

 

 

Experiência em laboratório marca formação acadêmica

 

 

Para Maressa Eloi, a pesquisa foi desafiadora e enriquecedora. Segundo a estudante, melhorar as ferramentas de triagem permite um diagnóstico mais rápido e decisões clínicas mais seguras.

 

“Melhorar as ferramentas de triagem significa diagnóstico mais rápido, decisões clínicas mais seguras e maior eficiência nas ações de controle” afirma Maressa.

 

Maria Clara também destacou a experiência acadêmica. Ela afirmou que a vivência em laboratório foi uma das mais marcantes da graduação e reforçou o senso de responsabilidade ética e a paixão pela pesquisa científica.

 

“Realizar um projeto de pesquisa foi uma das experiências mais marcantes da minha trajetória acadêmica. A vivência no laboratório fortaleceu meu senso de responsabilidade ética e me ensinou resiliência, disciplina e paixão pela pesquisa científica” disse Maria Clara.

Com Informações: https://lestenews.com.br

Oriente Médio em Chamas: Poder, Imperialismo e a Crise da Ordem Internacional

Por: professor Marcos Soares, escritor e ativista social.

 

A recente ofensiva militar conduzida por Estados Unidos e Israel inaugurou um novo e delicado capítulo da instabilidade no Oriente Médio. Neste último fim de semana, autoridades iranianas confirmaram a morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, figura central da República Islâmica desde 1989. O episódio não apenas altera o equilíbrio regional, como simboliza o encerramento de um ciclo político marcado por tensões permanentes, autoritarismo interno e enfrentamento externo.

 

A morte de Khamenei representa mais do que a perda de uma liderança longeva. Ela escancara as fragilidades de um regime fortemente centralizado e aprofunda as incertezas sobre o futuro político do Irã e da região. Trata-se de um fato que exige leitura histórica e política, articulando democracia, direito internacional, fundamentalismo religioso e a política externa das grandes potências.

 

Em suas análises sobre o Oriente Médio,Leonardo Trevissam aponta para o esgotamento da chamada ordem liberal internacional. Para ele, o discurso da defesa da democracia e dos direitos humanos tem sido reiteradamente instrumentalizado para legitimar ações militares unilaterais, enquanto normas básicas do direito internacional são relativizadas diante dos interesses estratégicos das superpotências. A guerra deixa de ser exceção e passa a integrar o cotidiano da política externa global.

 

Essa leitura dialoga com Jayme Brener, autor de Ferida Aberta – O Oriente Médio e a nova ordem mundial, ao evidenciar que a região permanece submetida a uma lógica de instabilidade estrutural, produzida por décadas de intervenções externas, disputas geopolíticas e controle de recursos estratégicos. O Oriente Médio não é apenas cenário de conflitos, mas elemento central de uma engrenagem internacional marcada pela assimetria de poder.

 

No plano interno iraniano, a obra de Osvaldo Coggiola, A Revolução Iraniana, ajuda a compreender os paradoxos do regime. A revolução de 1979 nasceu como reação ao autoritarismo do xá Reza Pahlevi e ao imperialismo ocidental, mas resultou na consolidação de uma teocracia que restringiu liberdades civis, cerceou a liberdade de expressão e fundiu religião e Estado de forma autoritária. O fundamentalismo religioso, quando convertido em projeto político, tende a sufocar o pluralismo e a criminalizar o dissenso.

 

A ausência de Khamenei aprofunda essas contradições. Sua liderança simbolizou, simultaneamente, resistência ao domínio externo e repressão interna. O vácuo político que se abre amplia o risco de disputas internas, radicalização e prolongamento da instabilidade, com impactos diretos sobre o Oriente Médio e o sistema internacional.

 

No plano externo, a atuação norte-americana reafirma um padrão de política externa beligerante. A orientação adotada por Donald Trump expressa uma concepção de mundo baseada no unilateralismo, na imposição da força e no enfraquecimento dos organismos multilaterais. Como observa Trevissam, essa prática corrói os fundamentos do direito internacional e consolida uma ordem em que a vontade das potências se impõe sobre regras coletivas.

 

Os efeitos dessa instabilidade extrapolam o campo político e alcançam a economia global. O Oriente Médio concentra rotas estratégicas do comércio internacional e parcela significativa da produção e do escoamento de energia. A intensificação do conflito amplia a volatilidade dos mercados, pressiona cadeias logísticas, eleva riscos inflacionários e aprofunda incertezas em um cenário econômico mundial já fragilizado.

 

Nesse contexto, a posição do Brasil assume relevância. Ao condenar os ataques, defender a soberania do Irã e pedir prudência às nações envolvidas, o país reafirma uma tradição diplomática baseada no multilateralismo, na solução pacífica dos conflitos e no respeito ao direito internacional. Trata-se de uma postura coerente com os interesses nacionais e com o papel histórico do Brasil como ator moderador em um sistema internacional tensionado pela lógica da força.

 

O Oriente Médio segue, assim, como uma ferida aberta da política mundial. Entre fundamentalismos religiosos, autoritarismos internos e interesses imperialistas externos, a população civil continua sendo a principal vítima. A história demonstra que a força militar não constrói democracia nem estabilidade duradoura. Sem diplomacia, respeito às normas internacionais e compromisso real com a autodeterminação dos povos, a guerra tende a se normalizar como método de organização da ordem global.

Com Informações: https://tribuna98.com.br

O Maranhão segue fortalecendo sua base produtiva

 

Por: Carlos Brandão

 

Sou um maranhense que tem muito orgulho do meu estado, principalmente pelo fato de conhecer cada canto desse chão. Sentei à mesa de muita gente simples e trabalhadora, ouvi histórias de luta e de esperança.

 

Foi assim que aprendi, na prática, que o Maranhão não precisa de promessas grandiosas – precisa de condições para produzir.

 

Anos atrás, quando ainda exercia mandato de deputado federal, visitei um agricultor que mantinha sua horta com esforço quase solitário.

 

A irrigação era feita no braço, com um regador comum. Produzia pouco, não por falta de vontade, mas por falta de estrutura. Vi ali um potencial evidente. Vi também que um apoio objetivo poderia alterar aquele cenário. Viabilizamos, então, um kit simples de irrigação.

 

Tempos depois, retornei. A área plantada havia se multiplicado, as culturas estavam diversificadas e a produção tinha outro padrão. Não foi milagre. Foi condição de trabalho. Ele só precisava de um empurrãozinho.

 

Esse exemplo se aplica a milhares de famílias que dependem da agricultura familiar. Nesta semana, avançamos de forma concreta para enfrentar gargalos históricos.

 

No caso de quem trabalha com o leite, temos a certeza de que vamos mudar a história atual. Somos o segundo maior rebanho bovino do Nordeste, com mais de 10 milhões de cabeças.

 

Ainda assim, por muito tempo, quem produzia leite em pequena escala enfrentava um problema simples e cruel: não tinha onde armazenar.

 

Para resolver essa questão, entregamos 80 tanques de resfriamento, com capacidade de dois mil litros cada, para produtores das regiões Tocantina, Sertão e Médio Mearim, com investimento de R$ 1,8 milhão, por meio do Instituto de Colonização e Terras do Maranhão (Iterma).

 

Antes, já havíamos zerado o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do leite e derivados e facilitamos crédito com juros subsidiados, em parceria com o Banco do Nordeste. Garantimos mercado por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA Leite) e fortalecemos a assistência técnica, com a Aged, Agerp, Sagrima e o próprio Iterma. Isso muda o jogo.

 

Também esta semana, entregamos 5.120 kits e equipamentos voltados à agricultura familiar: roçadeiras, motores de rabeta, sistemas de irrigação e forrageiras. Investimento na ordem dos R$ 10 milhões. Ainda autorizamos a construção de 1.830 cisternas, garantindo segurança hídrica tanto para o consumo quanto para a produção.

 

A agricultura familiar responde por cerca de 70% dos alimentos que chegam à mesa dos maranhenses. Se ela não tiver estrutura, o estado inteiro perde. E estrutura também inclui segurança jurídica.

 

Por isso, executamos o maior programa de regularização fundiária já realizado no Maranhão: o Paz no Campo – que inclusive recebeu o prêmio de melhor programa de regularização fundiária do Brasil.

 

Já são 35 mil títulos entregues pelo Iterma – 18 mil na zona rural e 17 mil na urbana -, alcançando aproximadamente 40 mil famílias, além de termos regularizado 40 territórios quilombolas.

 

Título definitivo significa acesso a crédito, capacidade de investimento, estabilidade para planejar o futuro e certeza de que a terra é seu patrimônio, que ficará para as próximas gerações.

 

O que está em curso é um processo de fortalecimento da base produtiva. Quando o pequeno produtor cresce, o comércio local gira, a indústria de laticínios se expande, a renda circula. Não há desenvolvimento consistente sem campo estruturado.

 

Queremos os pequenos agricultores – como aquele que mencionei no início do artigo – preparados para crescer. Quem trabalha antes do sol nascer precisa de condição. É isso que estamos garantindo.

Com Informações: https://www.blogdojorgearagao.com