CAXIAS (MA) — A disputa judicial pela prefeitura de Caxias teve novo capítulo na noite desta quinta-feira (9). Em segunda instância, a Justiça Eleitoral manteve a vitória do prefeito Gentil Neto e negou o recurso apresentado por Paulo Marinho Jr.
De forma unânime, os desembargadores entenderam que a ação não trouxe provas suficientes para mudar a decisão da primeira instância. Com isso, permanece o resultado das urnas, reafirmando o princípio de que “eleição se decide no voto”.
Para o grupo de Gentil Neto, a decisão representa um alívio e um reforço político. Aliados avaliam que o desfecho encerra uma etapa de incertezas e permite ao prefeito focar integralmente na gestão. Nas redes sociais, a repercussão foi imediata, com manifestações de apoio.
Do lado de Paulo Marinho Jr., que tem uma longa trajetória na vida pública, o resultado foi recebido com frustração. Com cerca de seis eleições disputadas, ele construiu sua caminhada alternando momentos de vitória e derrota. Nas vezes em que concorreu a cargos majoritários, encontrou dificuldades nas urnas, e seus dois êxitos eleitorais vieram na condição de vice. Mesmo diante dos revezes, mantém a postura de buscar na Justiça aquilo que entende ser seu direito — um caminho previsto na legislação eleitoral.
O episódio reforça como a política local segue mobilizada. De um lado, Gentil Neto ganha fôlego para conduzir o mandato. De outro, Paulo Marinho Jr. reafirma seu papel de oposicionista ativo, disposto a seguir disputando espaço no cenário caxiense.
O processo agora aguarda os próximos trâmites, mas o clima na cidade já reflete o impacto da decisão: entre comemoração de um grupo e resiliência do outro, Caxias acompanha os desdobramentos com atenção.
Ministra Cármen Lúcia – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
A ministra Cármen Lúcia, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), anunciou na manhã desta quinta-feira (9/4) a antecipação de sua saída do comando da Corte, ajustando o calendário de transição antes das eleições de outubro. A decisão busca garantir mais tempo para organização e estabilidade no processo eleitoral.
Por que Cármen Lúcia decidiu antecipar a saída do TSE?
A ministra Cármen Lúcia informou que optou por antecipar sua saída para evitar uma transição concentrada no fim do mandato. Inicialmente, sua presidência no TSE terminaria em 3 de julho.
Segundo ela, a mudança permite uma passagem de comando mais organizada, com foco na estabilidade institucional. A intenção é reduzir pressões no período imediatamente anterior às eleições.
Quando ocorrerá a transição na presidência do TSE?
Com a decisão, o cronograma de transição foi adiantado e o processo de sucessão começará ainda em abril. A presidente destacou a importância de um período mais amplo de adaptação.
A eleição interna para definir a nova direção do tribunal foi marcada para 14 de abril, antecipando oficialmente a troca de comando na Corte eleitoral.
Como será a eleição interna no Tribunal Superior Eleitoral?
Antes da votação, alguns passos administrativos serão cumpridos para assegurar a continuidade das funções institucionais. Entre os principais pontos da transição estão:
Convocação da sessão de eleição para a nova presidência
Organização da transição administrativa entre as gestões
Definição das novas lideranças da Corte
Planejamento operacional para o período eleitoral
Quem assumirá a presidência do TSE após a saída?
Com a antecipação da saída de Cármen Lúcia, o ministro Nunes Marques deverá assumir a presidência do tribunal. Ele será responsável por conduzir a Corte durante o período pré-eleitoral.
A vice-presidência ficará a cargo do ministro André Mendonça, que também participará da nova composição da gestão. A posse está prevista para ocorrer em maio.
Quais impactos da mudança na preparação das eleições de outubro?
A principal expectativa é que a transição antecipada fortaleça o planejamento das eleições de outubro, permitindo mais tempo de preparação institucional. O foco será a organização logística e jurídica do pleito.
Cármen Lúcia destacou ainda que a decisão também permitirá sua dedicação integral às funções no Supremo Tribunal Federal (STF). A medida busca equilibrar as responsabilidades entre as duas cortes superiores.
ZEMA PODE COMPOR COM FLÁVIO BOLSONARO, o que reforça posição de direita de Lahésio Bonfim no Maranhão
Ex-governador de Minas Gerais é cotado para ser o vice na chapa do filho do ex-presidente, garantindo ao candidato do Partido Novo no Maranhão a prerrogativa de representar o bolsonarismo
Um vídeo que circula nas redes sociais – sobre uma possível aliança entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-governador Romeu Zema (Novo-MG), embora o próprio Zema diga não ter recebido convite até agora – pode definir quem, de fato, representará a direita no Maranhão nas eleições de outubro.
originalmente representada por Lahésio Bonfim (Novo) esse campo ideológico vem sendo pretendido também pelo ex-prefeito Eduardo Braide (PSD);
os movimentos de Braide indicam claramente uma tentativa de minar Lahésio e ocupar o espectro da direita, tipicamente concentrada na região tocantina.
“Como disse a você inúmeras vezes, atualmente só temos dois lados, A e B. O B de Bonfim, ele quer transformar em B de Braide”, provoca o ex-senador Roberto Rocha, que compõe a chapa de Lahésio, em conversa com este blog Marco Aurélio d’Eça.
A eventual aliança de Flávio Bolsonaro com Romeu Zema garante a Lahésio a condição de representante da direita – seja da direita conservadora, do bolsonarismo ou mesmo da ultradireita.
O ex-prefeito de São Pedro dos Crentes leva vantagem também na organicidade da chapa, sobretudo se confirmar Hilton Gonçalo como o segundo nome de senador;a chapa pura de Lahésio suplanta Braide, que vem tentando criar um ilusionismo ideológico, reunindo bolsonaristas e lulistas sem se envolver com nenhum deles.
Tribunal de Contas da União (TCU) proferiu uma decisão recente que confirma a elegibilidade de Francisco Nagib (MDB), permitindo que ele dispute as eleições de 2026.
Abaixo, os pontos principais da decisão publicada em 8 de abril de 2026:
Afastamento de Débito: O Plenário da Corte, por meio do Acórdão nº 2689/2025, deu provimento parcial ao recurso de Nagib, retirando a acusação de dano ao erário e o débito que havia sido imputado anteriormente.
Contexto do Processo: O caso refere-se a uma Tomada de Contas Especial sobre a aplicação de recursos do FNDE para a construção de creches durante sua gestão como prefeito de Codó (MA).
Situação Eleitoral: Embora o TCU tenha mantido o entendimento de que houve irregularidades formais, a exclusão do débito e da nota de “dano ao erário” remove o impedimento legal (inelegibilidade) que poderia barrar sua candidatura.
Contraponto: A decisão anula interpretações anteriores (de março de 2026) que sugeriam que o deputado estaria fora das urnas até 2031.
Programa de desligamento voluntário atrai menos funcionários que o esperado e levanta dúvidas sobre recuperação da estatal
s Correios registraram baixa adesão ao programa de demissão voluntária (PDV), uma das principais medidas para tentar reverter a crise financeira da empresa. A estatal esperava o desligamento de até 15 mil funcionários até 2027, mas pouco mais de 3 mil aderiram ao plano até o fim do prazo, mesmo após prorrogação.
O PDV faz parte de um pacote mais amplo de reestruturação, que inclui venda de imóveis, fechamento de agências e mudanças nos planos de saúde e previdência. Até agora, 11 imóveis foram vendidos, gerando cerca de R$ 11 milhões, e 127 agências foram fechadas. A meta é arrecadar R$ 1,5 bilhão com leilões e reestruturar até mil unidades até 2026.
Apesar das medidas, especialistas avaliam que os esforços ainda são insuficientes diante do tamanho da crise. A empresa acumula 13 trimestres seguidos de prejuízo e já registrava déficit superior a R$ 6 bilhões até setembro de 2025. A expectativa é que os resultados negativos continuem.
Economistas apontam que o plano pode ter sido ambicioso demais e defendem mudanças mais profundas. Entre as soluções citadas estão a redução de áreas consideradas inviáveis e até a privatização da estatal, como forma de evitar que o prejuízo continue sendo bancado pelos cofres públicos.
O clima no PT maranhense está longe de ser pacífico. A cúpula nacional sinalizou que o vice-governador Felipe Camarão é o nome da vez para o Palácio dos Leões, mas a base local está um caldeirão de opiniões divididas.
foto: reprodução ( Felipe Camarão, Orleans Brandão e Eduardo Braide)
“BECO SEM SAÍDA”
De um lado, há quem feche com Camarão. Do outro, vozes defendem uma aliança com Orleans Brandão (MDB) ou até um aceno a Eduardo Braide (PSD) — embora essa última opção esbarre num problemão: o PSD tem Ronaldo Caiado como presidenciável, o que inviabiliza o palanque exclusivo que o PT quer montar para Lula no estado.
ESTRANHAMENTO
A relação entre Felipe Camarão e o governador Carlos Brandão também não ajuda. O que era uma parceria política azedou de vez, atingindo um nível de hostilidade pessoal. Enquanto isso, Felipe voltou de Brasília animado, sentindo que o martelo foi batido a seu favor pela direção nacional.
Nos próximos dias, as reuniões do partido devem focar justamente nesse funil: consolidar a candidatura própria e gerenciar o racha interno.
O TRUNFO DE BRANDÃO?
Para responder à sua pergunta: o governador Carlos Brandão é um articulador nato e sabe que o PT preza, acima de tudo, pela estabilidade do palanque de Lula. O “trunfo” dele pode ser provar que uma candidatura isolada de Felipe Camarão fragilizaria a base aliada, abrindo espaço para a oposição crescer. Ele pode tentar convencer Brasília de que Orleans Brandão garante uma vitória mais segura e uma coalizão mais robusta para 2026.
Você acha que o PT nacional bancaria o risco de um rompimento total com o grupo de Brandão em troca de uma candidatura “puro-sangue”?
Eliziane Gama voltou ao PT; Duarte Júnior ganhou o Avante; Ana do Gás deixou o PCdoB; Orleans Brandão (MDB), Aluísio Mendes (Republicanos) e Ana Paula Lobato (PSB saíram fortes; Márcio Honaiser deu um baque no PDT, e Ricardo Murad entrou no Republicanos buscando ressurreição
Poucas vezes o período de janela para a troca de partido (04/03 a 04/04) movimentou tanto a política maranhense. Na Assembleia Legislativa, bancadas fortes desapareceram, enquanto outras, que eram reduzidas, se agigantaram, deputados federais saltaram sobre legendas e um senador, depois de vários passos à direita, deu um cavalo de pau e retornou às suas origens na esquerda. Esse período ressuscitou figuras políticas já apontadas como aposentadas e fez surgir no cenário figuras jovens, ainda desconhecidas, com potencial para seguir em frente. O período das migrações partidárias, porém, não sensibilizou o político mais influente e poderoso do Maranhão nesse momento, nem o seu imediato; ambos preferiram continuar onde estão.
Não há dúvida de que a migração surpreendente e impactante foi a da senadora Eliziane Gama, que interrompeu uma caminhada à direita, filiada ao PSD, onde vinha perdendo peso, para dar uma guinada radical e retornar ao PT, ganhando novo fôlego político e eleitoral. E a definição mais dramática foi a do deputado federal Duarte Júnior, que depois de pertencer ao PCdoB e ao PSB, viu-se obrigado a mudar, saltando para o União Brasil, de onde foi obrigado a sair menos de 48 horas depois, flertou rapidamente com o PSDB, esteve a ponto de ingressar no PV, para finalmente, aos 44 do segundo tempo, abriga-se no Avante, uma legenda inexpressiva, mas que no Maranhão ele poderá chamar de sua.
O deputado federal Juscelino Filho deu o pulo do gato ao deixar o União Brasil e assumir o comando do PSDB, uma legenda sem muita força, mas muito bem organizado por seu ex-presidente, Sebastião Madeira, que preferiu apostas no chapão do MDB, liderado pelo pré-candidato a governador Orleans Brandão, para chegar à Assembleia Legislativa. O deputado federal Pedro Lucas Fernandes conseguiu o que sempre queria: sem a sombra de Juscelino Filho, tornou-se o líder pleno do União Brasil, mesmo perdendo um quadro de proa e qualificado, o deputado estadual Neto Evangelista, que também preferiu apostas no chapão do MDB.
No jogo de ganhos e perdas, o PCdoB, liderado no maranhão pelo deputado federal Márcio Jerry, foi, de longe, o partido mais atingido no troca-troca partidário. Perdeu todos os cinco deputados que tinha na Assembleia Legislativa, sendo que quatro deles migraram para o PSB e a única deputada, Ana do Gás, que está no terceiro mandado pelo Partidão foi parar também no Republicanos, dando uma guinada à direita. Também o PSD, liderado pelo pré-candidato a governador Eduardo Braide, perdeu o deputado Eric Costa, mas ganhou o deputado Wellington do Curso, que viveu uma cruzada partidária até chegar a esse abrigo.
Um dos casos mais curioso dessa frenética ciranda partidária foi a ressurreição política do ex-deputado federal Ricardo Murad, que há tempos rompido com o grupo Sarney, por meio do qual entrou na política com muito poder de fogo, decidiu mostrar ao mundo que está vivo e se filiou ao Podemos, para disputar uma cadeira na Câmara Federal. Comandado no Maranhão pelo deputado federal Fábio Macedo, o Podemos também “pescou” a deputada estadual Ana do Gás, que deixou o PCdoB depois de se eleger duas vezes pelo partido. Num outro campo, o PDT emagreceu gravemente ao perder o deputado federal Márcio Honaiser, um dos seus quadros mais antigos, mais expressivos e mais fiéis, que deixou a legenda após 37 anos de filiação e de dedicação integral à manutenção do brizolismo no Maranhão. Márcio Honaiser se filiou ao Solidariedade, que tem afinidade com o PDT por ter o viés trabalhista.
Em meio a muitas outras migrações, dois fatos chamaram a atenção. O primeiro foi a decisão do governador Carlos Brandão de permanecer sem partido, um forte indicador de que ele permanecerá mesmo no cargo, o que deverá ser confirmado à meia-noite deste sábado. O outro foi a permanência do vice-governador Felipe Camarão no PT, depois de fortes rumores de que ele desembarcaria no PSB, para se candidatar aos Leões pelo partido.
No mais, é aguardar os desdobramentos dessas mudanças partidárias, nas quais saíram fortalecidos Orleans Brandão como presidente do MDB, o deputado federal Aluísio Mendes como chefe maior do Republicanos, e a senadora Ana Paula Lobato, que comanda o PSB no estado.
O deputado federal Rubens Júnior foi duramente “enquadrado” pelo presidente nacional do PT, Edinho Silva, ao insistir em uma aliança com Eduardo Braide (PSD) para 2026. Durante reunião da Executiva Nacional nesta terça-feira, Rubens defendeu a composição com o prefeito de São Luís, mas enfrentou uma reação imediata e contundente da cúpula partidária.
Segundo fontes presentes, Edinho não poupou críticas a Braide, rechaçando qualquer aproximação e associando o gestor a posturas de direita. O episódio enterra as chances de uma aliança com o PSD no estado e consolida a decisão do PT Nacional em priorizar a pré-candidatura do vice-governador Felipe Camarão, resistindo às pressões de grupos alinhados a Braide.
Com a escolha de Elaine Cordeiro, a Elaine dos Pneus, como vice de sua chapa ao governo do Maranhão, Eduardo Braide, do PSD, mata dois coelhos de uma cajadada só. Isola o concorrente Lahésio Bonfim, do Novo, e, ao mesmo tempo, estrutura a pré-campanha com a adesão do empresariado da Região Tocantina, eleitorado de perfil mais à direita e sob forte influência do agronegócio.
Foi esse segmento que sustentou a votação expressiva de Lahésio no Sul e Sudoeste maranhense em 2022 e que agora ganha assento na chapa de Braide. Evangélica, conservadora e empresária, Elaine reúne participação em empresas e holdings, com capital estimado em mais de R$ 5 milhões.