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Brasil aproveita fragilidade do Haiti e desencanta na Copa com protagonismo de Vini Jr

Vini Jr e Matheus Cunha em comemoração de um dos gols da seleção sobre o Haiti Foto: Mauro Pimentel/AFP

 

Foi necessário enfrentar um rival frágil tecnicamente, o Haiti, para o Brasil desencantar na Copa do Mundo. A vitória por 3 a 0 sobre os haitianos nesta sexta-feira, na Filadélfia, alivia a pressão sobre os atletas e a comissão técnica e fortalece Vini Jr, o protagonista da equipe no torneio até agora. No entanto, o Brasil terá de mostrar mais futebol para ter vida longa neste Mundial.

 

Todos os quatro gols que fez a seleção na competição passaram de alguma maneira pelo astro do Real Madrid, que balançou a rede uma vez no Estádio Lincoln Financial Field, dominado por brasileiros.

 

Foram do camisa 7 também a finalização que resultou no primeiro gol de Matheus Cunha e o passe para Cunha ampliar no primeiro tempo, etapa em que foi construído com tranquilidade o triunfo, valendo-se da debilidade da seleção caribenha, a última colocada no ranking da Fifa (85ª) entre todos os 48 países que disputam a Copa do Mundo.

 

Os haitianos tiveram dificuldades para se defender, mas provaram não ser um “saco de pancada” e ainda exigiram duas providenciais defesas de Alisson na etapa final.

 

Há quase três anos sem Neymar, que ninguém sabe quando nem se volta, e possivelmente também sem Raphinha – o atacante foi substituído no primeiro tempo, sentido dores na parte posterior da coxa – a seleção brasileira parece finalmente poder confiar em Vini.

 

Foi elogiável a postura do jogador, eleito o melhor do mundo em 2024. Ele até cometeu velhos erros, como segurar demais a bola no ataque, mas não se escondeu em campo e ajudou a fazer fluir o jogo dos companheiros, caso de Lucas Paquetá. Muito criticado pelo desempenho ruim na estreia, o meia do Flamengo mostrou entrosamento com o atacante revelado pelo time rubro-negro.

 

Cara nova na escalação inicial, Matheus Cunha aproveitou a oportunidade que Ancelotti lhe deu e ganhou pontos com o chefe. Esteve no momento certo para fazer o primeiro gol, de oportunismo, e, no segundo, mostrou precisão na conclusão de canhota. Foi a prova de que tem mais bola que Igor Thiago, um dos piores em campo contra o Marrocos.

 

 

A outra mexida de Ancelotti entre os 11 que começaram o jogo foi Danilo na vaga de Ibañez. O experiente defensor fez partida segura na lateral-direita e deve continuar na equipe.

 

 

A outra mexida de Ancelotti entre os 11 que começaram o jogo foi Danilo na vaga de Ibañez. O experiente defensor fez partida segura na lateral-direita e deve continuar na equipe.

 

Os haitianos deram os espaços que queria a seleção brasileira, que não transformou em goleada a vitória por milímetros que deixaram Raphinha e Endrick impedidos quando balançaram a rede. Ambos os impedimentos foram rapidamente confirmados pela tecnologia.

Vini Jr participou de todos os gols do Brasil na Copa do Mundo Foto: Werther Santana/Estadao

Vini Jr participou de todos os gols do Brasil na Copa do Mundo Foto: Werther Santana/Estadao

Endrick foi muito festejado pela torcida quando ganhou de Ancelotti os merecidos minutos em campo. O jovem astro do Real Madrid substituiu Matheus Cunha e teve 30 minutos para mostrar serviço.

 

A bola não chegou tantas vezes ao atacante, que não teve mais chance para marcar fora o gol impedido. Quando Éderson perdeu gol próximo à trave após cruzamento de Martinelli, Endrick apenas pôde lamentar por não ter tido ele a oportunidade.

 

A vitória deixa o Brasil na liderança do Grupo C e com a classificação à segunda fase encaminhada. Tem os mesmos quatro pontos do vice-líder Marrocos, e lidera a chave por ter construído maior saldo de gols. Sem pontos, o Haiti é o lanterna.

Vitória sobre o Haiti deixa o Brasil na liderança do Grupo C da Copa do Mundo Foto: Werther Santana/Estadão

Vitória sobre o Haiti deixa o Brasil na liderança do Grupo C da Copa do Mundo Foto: Werther Santana/Estadão

 

O objetivo dos comandados de Ancelotti é assegurar a classificação em primeiro lugar para ter, em teoria, uma vida mais tranquila no mata-mata, escapando dos adversários do primeiro escalão.

 

O conjunto verde e amarelo terá de apresentar mais ofensivamente para não voltar cedo para casa. A transição no meio de campo também tem sido um problema. E a zaga, em alguns momentos, foi pressionada pelo limitado ataque haitiano, que teria marcado não fosse boas intervenções de Alisson.

 

 

BRASIL 3 x 0 HAITI

 

 

  • BRASIL: Alisson; Danilo; Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro, Bruno Guimarães (Ederson) e Lucas Paquetá (Gabriel Martinelli); Raphinha (Rayan), Matheus Cunha (Endrick) e Vini Jr (Danilo). Técnico: Carlo Ancelotti.

  • HAITI: Placide; Arcus (Simon), Duverne, Ricardo Adé, Delcroix e Expérience; Casimir (Deedson), Jean Jacques, Bellegarde (Etienne Jr.) e Providence (Joseph); Pierrot (Isidor). Técnico: Sébastien Migné.

  • GOLS: Matheus Cunha, aos 22 e aos 35, e Vini Jr, aos 47 do 1ºT.

 

  • ÁRBITRO: Alejandro Hernández (Espanha).

 

  • CARTÕES AMARELOS: Arcus, Pierrot, Douglas Santos, Jean Jacques.

  • PÚBLICO: 68.324 torcedores.

  • RENDA: Não divulgada.

  • LOCAL: Lincoln Financial Field, Filadélfia, EUA.

Categoria: Notícias