Weverton Rocha e Eliziane Gama: derrotados com a rejeiçãode Jorge Messias pelo Senado
Feitas as contas, a derrota histórica e humilhante sofrida pelo advogado geral da União, Jorge Messias, ao ter sua indicação para o Supremo Tribunal Federal rejeitada, além do presidente Lula da Silva (PT), que foi o grande derrotado no plano político, os estilhaços da explosão alcançaram também, duramente, os senadores Weverton Rocha (PDT), relator da indicação, e Eliziane Gama (PT), que trabalhou arduamente a favor do indicado nos segmentos evangélicos.
A derrota do senador Weverton Rocha foi acachapante. Escolhido pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União/AP), com quem é “carne e unha”, o senador maranhense apresentou um relatório integralmente favorável a Jorge Messias, e durante a sabatina e a votação, atuou para as câmeras como uma espécie de “santo protetor” do indicado, falando a todo momento que estava tudo bem encaminhado para que ele fosse aprovado no plenário.
Com o lastro de quem foi o relator da indicação do então senador Flávio Dino para a vaga na Suprema Corte, também por escolha do presidente Davi Alcolumbre, o senador Weverton Rocha provavelmente soube que ele seria derrotado nos primeiros movimentos da votação no plenário. O fato é que publicamente o senador pedetista apareceu como duramente derrotado. Há quem veja por outro ângulo, mas essa é outra história.
A rejeição de Jorge Messias foi também uma pancada política na senadora Eliziane Gama. Ela atuou fortemente na mobilização de lideranças evangélicas em favor do indicado. Durante a sabatina e a votação no plenário, a senadora maranhense se movimentou intensamente, ora se manifestando, ora tentando convencer senadores de oposição a votar a favor do indicado e ora manifestando apoio pessoal a Jorge Messias quando ele era inquirido pelos senadores. Deu tudo errado e a decepção apareceu espantada no semblante da parlamentar petista.
Não há dúvida de que os senadores Weverton Rocha e Eliziane Gama, ambos candidatos à reeleição, terão de explicar – ele mais do que ela – esse fato que está abalando fortemente o equilíbrio institucional do País.
Em Tempo: alinhada ao Palácio do Planalto, a senadora Ana Paula Lobato (PSB) trabalhou por Jorge Messias, mas a derrota dele no plenário do Senado não a atingiu politicamente.
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