Eduardo Braide e Orleans Brandão querembancadas fortes na Assembleia Legislativa
Além da disputa pelo Palácio dos Leões, da escolha de vices e de montagens para o Senado, os dois candidatos a governador mais bem situados no cenário mostrado pelas pesquisas, Eduardo Braide (PSD) e Orleans Brandão (MDB), travam uma guerra intensa pelas 42 cadeiras da Assembleia Legislativa. Desde que se lançou pré-candidato, há três semanas, Eduardo Braide vem se movimentando para turbinar o PSD com uma chapa forte, enquanto Orleans Brandão já dá os retoques finais no que já foi batizado como “Chapão do MDB”, com a aposta que o seu partido sairá das urnas com entre 15 e 20 deputados estaduais. Lahesio Bonfim (Novo) não fala em montar chapa para deputado estadual e até aqui se dedica exclusivamente à sua pré-campanha aos Leões.
Já contando com nomes politicamente promissores, como o ex-prefeito de Timon Luciano Leitoa, a deputada Viviane Silva, da região de Balsas e o vereador Douglas Pinto, bem votado em São Luís, Eduardo Braide busca também na sociedade organizada nomes de expressão. Ontem, por exemplo, ele lançou Antônio Dino, que comanda a Fundação Antônio Dino, referência regional no tratamento de câncer e que é filho de Antônio Dino, vice-governador eleito em 1965 e que assumiu o Governo quando José Sarney renunciou para disputar o Senado em 1970. A ideia, segundo um aliado do ex-prefeito, é montar uma chapa com candidatos comprometidos com o seu programa de Governo e a sua linha de ação política.
Orleans Brandão, por sua vez, faz uma aposta alta numa chapa do MDB na reeleição, do grande grupo que dá sustentação parlamentar ao governador Carlos Brandão (sem partido). No chamado “Chapão do MDB” estão nomes como os deputados Iracema Vale presidente da Alema, Neto Evangelista, Osmar Filho, Antônio Pereira, Ricardo Arruda, Francisco Nagib. Glaubert Cutrim, Florêncio Neto, entre outros, aos quais se somam, por exemplo, o ex-prefeito de Imperatriz Sebastião Madeira e o ex-deputado federal João Marcelo de Souza. Nas contas otimistas de integrantes da chapa, o “Chapão do MDB” pode sair das urnas com elo menos 1 milhão de votos, havendo otimistas que apostam em 1,5 milhão e pessimistas que esperam pelo menos 750 mil votos.
Ainda sem ligação com candidato a governador, podendo entrar com o vice-governador Felipe Camarão como candidato próprio ou alinhando-se à candidatura de Orleans Brandão, o PT está montando sua chapa com nomes expressivos, a começar pela ex-prefeita de Vitorino Freire, Luanna Rezende, Cricielli Muniz (ex-Iema), o ex-deputado Zé Inácio, entre outros. Outros partidos, como o PP, o Republicano, o Podemos e o PRD, todos alinhados à pré-candidatura de Orleans Brandão, articulam chapas fortes para a Assembleia Legislativa, sendo parte das composições formada por marinheiros de primeira viajem. Além destes, PL está no jogo e deve lançar uma chapa forte, com quatro deputados aspirando a reeleição.
Nesse cenário em movimento, um grupo de forte expressão política e concentrado no PSB, aguarda uma definição do quadro para governador para se posicionar. Até aqui, o grupo, formado pelos deputados Carlos Lula, Rodrigo Lago, Leandro Bello e Júlio Mendonça se movimenta inclinado a uma aliança com Eduardo Braide, com quem já vem conversando há tempos. Mas pode haver uma reviravolta no rumo do PSB se o PT lançar Felipe Camarão como candidato a governador, definição que deve sair até o final da semana, conforme o próprio vice-governador. Se o PT optar por alinhar-se a Orleans Brandão e nesse acerto Felipe Camarão saia candidato a senador, o caminho mais provável do PSB é fechar com Eduardo Braide.
O fato é que, a julgar pela movimentação de cada um, os candidatos a governador mais expressivos estão empenhados em formar bancadas fortes na Assembleia Legislativa. E essa guerra será mais intensa ainda quando Lahesio Bonfim decidir formar uma chapa para deputado estadual.
Com Informações: http://reportertempo.com.br
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