Programa de desligamento voluntário atrai menos funcionários que o esperado e levanta dúvidas sobre recuperação da estatal

s Correios registraram baixa adesão ao programa de demissão voluntária (PDV), uma das principais medidas para tentar reverter a crise financeira da empresa. A estatal esperava o desligamento de até 15 mil funcionários até 2027, mas pouco mais de 3 mil aderiram ao plano até o fim do prazo, mesmo após prorrogação.
O PDV faz parte de um pacote mais amplo de reestruturação, que inclui venda de imóveis, fechamento de agências e mudanças nos planos de saúde e previdência. Até agora, 11 imóveis foram vendidos, gerando cerca de R$ 11 milhões, e 127 agências foram fechadas. A meta é arrecadar R$ 1,5 bilhão com leilões e reestruturar até mil unidades até 2026.
Apesar das medidas, especialistas avaliam que os esforços ainda são insuficientes diante do tamanho da crise. A empresa acumula 13 trimestres seguidos de prejuízo e já registrava déficit superior a R$ 6 bilhões até setembro de 2025. A expectativa é que os resultados negativos continuem.
Economistas apontam que o plano pode ter sido ambicioso demais e defendem mudanças mais profundas. Entre as soluções citadas estão a redução de áreas consideradas inviáveis e até a privatização da estatal, como forma de evitar que o prejuízo continue sendo bancado pelos cofres públicos.
Com Informações: https://gazetahora1.com
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