Uma ação conjunta das polícias Civil e Militar do Piauí, realizada nesta terça-feira (7), resultou na apreensão de aproximadamente 100 quilos de drogas e armamento de grosso calibre em uma propriedade rural no município de Caxias, no Maranhão. A operação teve como objetivo desarticular um esquema de armazenamento e distribuição de entorpecentes que abastecia pontos de venda em Teresina (PI).
Dinâmica da Operação e Confronto
A intervenção ocorreu a partir do cumprimento de mandados de busca e apreensão expedidos após investigações do Departamento Estadual de Repressão ao Narcotráfico (Denarc). Ao chegarem ao sítio utilizado como depósito, as equipes policiais foram recebidas a tiros. Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública (SSP-PI), os suspeitos conseguiram fugir por uma área de mata densa.
Até o fechamento desta edição, ninguém havia sido preso. As buscas continuam na região com o suporte do Batalhão de Operações Aéreas (Bopaer). Apesar do confronto, não houve registro de feridos entre os policiais.
Logística do Crime
De acordo com o coordenador do Denarc, delegado Samuel Silveira, a investigação aponta que o grupo criminoso — identificado como parte de uma facção com atuação na região — utilizava cidades maranhenses vizinhas à capital piauiense para dificultar o monitoramento policial.
“Esses criminosos utilizam espaços em cidades próximas para esconder a droga e realizam o transporte diário para Teresina, muitas vezes utilizando motoristas de aplicativo para abastecer os pontos de venda”, explicou o delegado.
Os entorpecentes foram localizados enterrados em tonéis plásticos, uma estratégia comum para evitar a detecção e conservar o material. Além das drogas, as autoridades apreenderam:
Armamento: Seis armas de fogo, incluindo pistolas e itens de grosso calibre, além de farta munição.
Tecnologia: Drones e rádios comunicadores, que eram utilizados pelos suspeitos para monitorar a aproximação de viaturas e forças de segurança.
Integração Policial
A operação contou com a participação do Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) e do Batalhão Especial de Policiamento do Interior (Bepi). Para o delegado Charles Pessoa, do Draco, o material apreendido e a resistência armada confirmam o alto grau de periculosidade dos envolvidos e sua conexão direta com organizações criminosas estruturadas.
O tenente-coronel Alves, comandante do Bepi, ressaltou que a geografia do local favoreceu a evasão dos suspeitos, mas destacou que o trabalho de inteligência segue em curso. “A integração e a troca de informações entre a Polícia Civil e a Militar são fundamentais para potencializar a efetividade no combate a esses grupos”, afirmou.
Com Informações: https://lestenews.com.br
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