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O caso “Tech Office” ganhou novos contornos após a divulgação de um roteiro que organiza, em sequência cronológica, episódios envolvendo a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) e personagens ligados ao crime que culminou em homicídio. A narrativa aponta que, ainda em 2019, o então secretário Felipe Camarão autorizou a reativação de um pagamento em favor de uma empresa com CNPJ inativo, referente a serviços prestados anos antes, encaminhando o processo para quitação.
Bosco e Camarão
Anos depois, em 2021, Camarão nomeou para um cargo comissionado na Seduc João Bosco Sobrinho Pereira Oliveira, descrito no material como figura com extensa ficha criminal e histórico de envolvimento em crimes graves, inclusive homicídios. Em 2022, ao se desincompatibilizar do cargo para disputar as eleições, o então secretário teria deixado na pasta aliados e servidores de confiança, incluindo Bosco, que posteriormente se tornou peça central no caso.
A trama avança com a ligação entre o crédito reativado e disputas envolvendo terceiros, entre eles Gilbson César Cutrim Jr., que mais tarde confessaria o assassinato de Bosco, alegando motivação pessoal após ameaças contra seu filho. O crime ocorreu na área externa do prédio Tech Office, em São Luís (MA), no ano de 2022, e, segundo o próprio autor confesso, não teria motivação política.
Apesar disso, o caso passou a ser alvo de tentativas de politização. O pai do autor do crime acusou o ex-secretário de Segurança Jefferson Portela de oferecer apoio jurídico, o que foi apresentado como indício de interferência. Paralelamente, familiares do acusado buscaram apoio político e da imprensa, enquanto surgiram versões conflitantes sobre o caso.
O episódio culmina com a transferência do autor do crime para um presídio em Brasília, onde teria sido conduzido a uma possível delação premiada, apresentando uma nova versão dos fatos.
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