
Há despedidas que parecem levar consigo um pedaço da história de uma cidade. Hoje é um desses dias. O coração de Caxias está entristecido pela partida da inesquecível Edmée da Costa Leite, uma educadora que fez da sua vida uma missão de amor, de entrega e de esperança.
O silêncio que hoje invade as salas de aula parece ecoar a ausência de quem dedicou tantos anos a ensinar, orientar e transformar vidas. Seu olhar acolhedor, sua palavra serena e sua dedicação incansável permanecerão gravados na memória daqueles que tiveram o privilégio de cruzar seu caminho.
O bairro Cangalheiro, em especial, sente uma dor difícil de traduzir. Chora a partida de uma mulher que honrou sua comunidade com sua simplicidade, sua grandeza e seu compromisso com a educação. Parte uma filha querida desta terra, mas permanecem as sementes que ela plantou em cada coração, em cada aluno e em cada família que foi tocada por sua generosidade.
Há pessoas que passam pela vida. Outras tornam-se parte da história. Edmee da Costa Leite escolheu ensinar e, ao ensinar, eternizou-se. Seu legado não cabe apenas nos livros ou nas escolas; ele vive nas vidas que ajudou a formar, nos sonhos que incentivou e nos valores que transmitiu com amor.
Hoje, as lágrimas que caem dos olhos de Caxias e do Cangalheiro falam da imensa saudade que sua ausência deixa. Mas também testemunham a gratidão por uma vida vivida com propósito, dignidade e dedicação ao próximo.
Que Deus a receba em Sua infinita paz e conforte os corações de seus familiares, amigos, ex-alunos e de toda a comunidade caxiense.
Há estrelas que deixam de brilhar no céu da Terra apenas para iluminar a eternidade. Descanse em paz, professora Edmee da Costa Leite. Seu nome permanecerá vivo onde o tempo jamais alcança: na lembrança, na gratidão e no coração de um povo que jamais a esquecerá.
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