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Análise: Laércio Bonfim expõe o cálculo de risco por trás da “aventura fatal” de Roberto Rocha

A declaração de Laércio Bonfim ao UQ Podcast não foi só crítica. Foi um diagnóstico cirúrgico do risco eleitoral que Roberto Rocha corre ao cogitar trocar o Senado pelo Governo do Maranhão em 2026.

 

Bonfim, ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, chama a manobra de “equívoco” e “aventura fatal” com base em três pilares:

 

Perda do capital político acumulado: Rocha já possui base consolidada e pesquisas internas favoráveis para a reeleição ao Senado. Abrir mão disso significa descartar anos de articulação por uma disputa majoritária com variáveis incontroláveis.

 

Custo de oportunidade: “Trocar o certo pelo duvidoso” resume o dilema. O Senado oferece alta probabilidade de vitória e 8 anos de mandato. O Palácio dos Leões tem fila maior, rejeição mais alta e exige palanque estadual robusto que Rocha ainda não tem.

 

Efeito dominó na direita: Para Bonfim, a direita maranhense cresce organicamente, mesmo sem palanque presidencial definido. Uma candidatura de Rocha ao Governo, vista como precipitada, fragmentaria o campo, queimaria um nome competitivo ao Senado e daria vantagem à situação.

 

 

Ao cobrar que Rocha “ouça a voz das ruas”, Laércio sinaliza que a base não referenda a mudança. É um recado público: a migração não tem lastro social, só ambição pessoal.

 

 

Roberto Rocha se pronuncia nesta sexta, 18. A decisão transcende o cargo. Se confirmar a “aventura”, assume três ônus imediatos: perde uma cadeira viável no Senado, racha a própria base e vira responsável por um eventual colapso da oposição em 2026. Se recuar, preserva o capital político, mas sai menor por ter cogitado o voo.

 

O xadrez está posto. E Laércio Bonfim já colocou Rocha em xeque.

 

 

Vamos aguardar os próximos passos…

 

 

Categoria: Notícias