Oposição ao governo quer que diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, seja convocado para ir ao Congresso explicar medida

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Por: Isabella Alonso Panho
A Polícia Federal trocou nesta sexta-feira, 15, o delegado que conduze o inquérito do escândalo do INSS, que mira um esquema de descontos associativos indevidos nas folhas de pagamentos de aposentados e de pensionistas. Entre os suspeitos que estão sendo investigados, está o filho do presidente Lula, Fábio Luis Lula da Silva.
Procurada pela reportagem, a Polícia Federal disse que a troca “foi concebida para assegurar maior eficiência e continuidade às investigações” e que a equipe anterior foi mantida. Teria acontecido um encontro com o ministro André Mendonça, relator do inquérito no STF, nesta sexta, 15. Contudo, a assessoria de imprensa da Corte não o confirmou. O caso está em segredo de Justiça.
A mudança provocou a indignação da oposição ao governo Lula, que pediu a convocação do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, para se justificar no Congresso.
“Trocar o delegado responsável pelo caso em um momento tão sensível exige transparência absoluta e respostas claras à sociedade. Quem não deve, não teme investigação”, disse o senador Carlos Viana, que foi presidente da CPMI do INSS. Ele também oficiou diretamente a PF, pedindo esclarecimentos a Rodrigues sobre a mudança.
Com Informações: https://veja.abril.com.br
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