Codó, olha pra essa história e sente o peso dela no peito.
foto: (Charles Souza de Menezes )
Por: MARCOS MONTEIRO
Charles Brown não é só um homem numa cadeira de rodas. Ele é a prova viva de que o corpo pode parar, mas a alma não precisa.

Ele foi derrubado pela vida, ficou paraplégico, perdeu os movimentos das pernas. Muita gente olharia para aquilo e diria: “Acabou para mim.” Mas não o Charles.

Ninguém segura uma caminhada pesada sozinho. Atrás desse guerreiro, existem duas colunas inabaláveis, dois portos seguros que dão a ele a força necessária para não fraquejar: sua filha, Nayara Tecia, que traz a doçura e a renovação da esperança para os seus dias, e seu pai, o Sr. Elcias de Menezes, a rocha firme que sempre esteve ao seu lado, ensinando o valor de ser forte. É no amor deles que Charles recarrega as energias quando o cansaço bate.
Com esse apoio sagrado, ele se levanta todo dia com a cabeça erguida, mesmo sabendo que o corpo não acompanha. Ele vive, ele luta, ele não espera a vida passar pela janela. Ele sai, enfrenta, encara o mundo de frente.
Porque ser homem de guerra não é quem nunca cai. É quem cai, sente a dor, e mesmo assim escolhe levantar e seguir. É quem tem medo, mas não deixa o medo mandar. Sabe que, por mais íngreme que seja a subida, ele tem por quem lutar. Tem o olhar orgulhoso de Nayara Tecia e o abraço firme do Sr. Elcias para lhe lembrar quem ele é.
Charles Brown nos ensina uma coisa que Codó precisa ouvir:
Limitação não é desculpa para desistir.
Deficiência não é sentença de vida parada.
A verdadeira deficiência é deixar de sonhar, deixar de lutar, deixar de viver.
Enquanto tiver gente como o Charles andando pelas ruas da nossa cidade, sustentado pelo amor de sua família e com essa força no olhar, nós não podemos reclamar de obstáculo pequeno. Nós não podemos dizer que não dá.
Ele é exemplo para a juventude, para a família, para quem está passando por dificuldade hoje. Ele grita sem falar: “Se eu consigo viver assim, você também consegue vencer a sua batalha.”
Codó, que essa história não passe batida. Que a gente aprenda com o Charles, com a dedicação de Nayara e com a honra do Sr. Elcias a ser mais forte, mais grato, mais humano. Porque homem de verdade não é medido pelo que anda, e sim pelo tamanho do amor e da coragem que carrega no coração.
VELÓRIO
Local: Rosa Master, Avenida 1º de Maio ( Em frente à estação do trem)
Data: 23 de Maio
Horário: 08hàs 16h
Sepultamento: Cemitério Central, às 17h
Categoria: Notícias
