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Orleans no tabuleiro: números mostram força no interior, mas o jogo só começa

                                           foto: (reprodução)

 

Se a eleição para o Governo do Maranhão fosse hoje, o nome de Orleans Brandão já estaria na boca do povo — e nas planilhas dos institutos. Três pesquisas de março de 2026 contam a mesma história por ângulos diferentes: ele cresceu, incomoda e, para muita gente, já veste a faixa.

O que dizem as urnas de março

Paraná Pesquisas botou Orleans com 30,3% colado em Eduardo Braide, 34,6%. Com margem de 2,8 pontos, é empate técnico. Tradução: a briga está no fio da navalha.

Quaest mediu em vários cenários. Com Braide no páreo, Orleans fica entre 24% e 26%, firme no segundo lugar. Sem o prefeito de São Luís na disputa, ele dispara e assume a ponta com 31%.

Inop foi o que mais surpreendeu: cravou 37,52% para Orleans, colocando-o à frente de todo mundo.

E tem o dado que não sai na urna, mas pesa na rua: quando perguntam “quem você acha que vai ganhar?”, 37,3% dizem o nome de Orleans. É a tal percepção de vitória. O eleitor já enxerga no Palácio.

Por que o nome dele subiu tanto?

1. A máquina joga junto

Sobrinho do governador Carlos Brandão e secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans roda o Maranhão com a chave do cofre na mão. Tem prefeito aliado em quase todo canto do interior esperando a visita dele — e a obra que vem junto.

2. Curva de crescimento que assusta adversário

Analista político que é analista mesmo diz sem rodeios: nenhum pré-candidato cresceu tanto desde 2025 quanto Orleans. Ele atropelou outros nomes do grupo governista e virou “o cara” do Palácio.

O calo no sapato: São Luís e o segundo turno

Nem tudo é céu de brigadeiro. A mesma Paraná Pesquisas que mostrou empate no primeiro turno, testou o segundo: Braide 47,3% x Orleans 39,1%.

O recado é claro: Orleans reina no interior, mas Braide ainda é dono da capital. Para virar o jogo, o desafio de Orleans tem dois nomes: diminuir a própria rejeição na Ilha e furar a bolha do prefeito na classe média ludovicense.

Hoje, Orleans tem a máquina, tem o crescimento e tem a rua dizendo que ele ganha. Falta só convencer São Luís. A campanha mal começou, mas o xadrez já está armado.

Categoria: Notícias