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Lobo terrível: saiba como a ciência está “ressuscitando” o predador pré-histórico de “Game of Thrones”

Projeto pioneiro da Colossal Biosciences usa CRISPR para trazer de volta espécie extinta há 10 mil anos; entenda desafios e impactos.

Foto: Christopher Klee/Colossal Biosciences

 

Já não é mais novidade o retorno do lobo terrível usando clonagem, pois a informação saiu em todos os principais sites do muindo. Três filhotes do predador extinto – batizados de Romulus, Remus e Khaleesi – nasceram em um santuário secreto nos EUA graças à engenharia genética. A iniciativa, liderada pela startup Colossal Biosciences, marca o primeiro sucesso mundial na “desextinção” de um mamífero, reacendendo debates sobre ética, conservação e o futuro da biodiversidade.

 

 

 

Por que a volta do lobo terrível importa?

 

 

 

  • Conservação: a técnica usada pode salvar espécies à beira da extinção, como o lobo-vermelho, ao restaurar diversidade genética.

  • Biodiversidade: o Centro para a Diversidade Biológica alerta que 30% da vida selvagem pode desaparecer até 2050.

  • Tecnologia: CRISPR e DNA fóssil abrem portas para projetos ousados, como reviver o mamute-lanudo e o tilacino.

 

 

 

Como o lobo terrível foi recriado?

 

 

 

 

DNA ancestral: cientistas reconstruíram 91% do genoma usando fósseis de 72 mil anos encontrados em Idaho (EUA).

 

foto: (reprodução)

 

Edição genética: genes do lobo-cinzento foram ajustados para replicar traços do lobo terrível, como mandíbulas poderosas e porte robusto.

 

 

 

Mães de aluguel: embriões editados foram implantados em cadelas de grande porte. Os primeiros filhotes nasceram por cesárea em outubro de 2023.

 

 

 

 

Lobo terrível vs. lobo-cinzento: qual a diferença?

 

 

 

 

Tamanho: aos 6 meses, os filhotes já pesam 36 kg e medem 1,2 m. Adultos, podem atingir 1,8 m e 68 kg – 50% maiores que lobos modernos.

 

Os "lobos-terríveis" Rômulo e Remo

Os “lobos-terríveis” Rômulo e Remo/Imagem: Divulgação/Colossal Biosciences

 

Anatomia: crânio largo, ombros musculosos e pelagem branca, traços identificados em DNA fóssil.

 

 

 

Comportamento: evitam humanos e não respondem a afeto. “Não são animais domésticos”, alerta Paige McNickle, cuidadora dos filhotes.

 

 

 

 

Desafios e polêmicas

 

 

 

 

Os lobos “ressuscitados” são híbridos genéticos, não cópias fiéis dos originais. A edição focou em 20 genes ligados a características físicas, mas comportamentos selvagens surgiram naturalmente. Críticos questionam os riscos ecológicos. Soltá-los na natureza poderia desequilibrar ecossistemas. Além das limitações técnicas: o DNA antigo está fragmentado, exigindo “preenchimentos” com genes modernos.

 

 

 

George R. R. Martin, autor de “Game of Thrones”, celebrou: “O lobo terrível não é só um símbolo da fantasia. Ele moldou ecossistemas reais por milênios”.

 

 

 

 

Próximos passos do projeto

 

 

 

 

Monitoramento contínuo: os filhotes vivem em um santuário de 800 hectares, sob vigilância 24h.

 

 

 

Parcerias indígenas: a Nação Mandan, Hidatsa e Arikara estuda abrigar lobos terríveis em suas terras.

 

 

 

Futuro da “desextinção”: a Colossal já planeja reviver o mamute-lanudo, usando lições aprendidas com este projeto.

 

 

 

Beth Shapiro, líder científica da Colossal, disse à TIME: “Se queremos um futuro com humanos e biodiversidade, precisamos corrigir nossos erros passados com inovação”.

Com Informações: https://agroemcampo.ig.com.br

Categoria: Notícias