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GIRO PELO BRASIL: Veículos são incendiados em Natal, e PM vê relação com facções

Bandidos ateiam fogo em ônibus na Rua Café Filho, zona leste de Natal (RN) – 18/01/2017 (Frankie Marcone/Futura Press/Folhapress)


Dezessete ônibus e um carro do governo potiguar foram atacados por criminosos; Estado enfrenta crise nos presídios, que levou à morte 26 detentos

Dezessete ônibus e um carro do governo do Rio Grande do Norte foram queimados na tarde desta quarta-feira em Natal (RN). Diante dos ataques, o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário potiguar e as empresas de ônibus decidiram retirar os veículos das ruas e levá-los às garagens. Natal vive uma crise no sistema penitenciário após uma rebelião que matou 26 pessoas na Penitenciária de Alcaçuz, na Região Metropolitana, no último sábado. A Polícia Militar informou que os crimes têm relação com a disputa entre as facções criminosas.

De acordo com o tenente Emerson Menezes, do 1º Batalhão da PM, responsável pelo patrulhamento na Zona Leste da cidade, o carro a serviço do governo teve um princípio de incêndio após criminosos abordarem o veículo e expulsarem o motorista. Segundo o oficial, testemunhas informaram que os suspeitos pareciam menores de idade. Quatro deles foram presos pela PM.

O ataque aconteceu no bairro Mãe Luiza, onde 30 minutos depois, nas imediações da Praia do Meio, um ônibus também foi incendiado. “Cinco suspeitos com rostos cobertos entraram e mandaram o motorista descer, ateando fogo ao veículo na sequência”, diz o tenente.

Doze ônibus foram queimados na garagem da empresa São Geraldo, no bairro Felipe Camarão, e também houve incêndios nos bairros Vale Dourado, Brasília Teimosa, Parque dos Coqueiros e Bela Vista, este na cidade de Parnamirim, região metropolitana de Natal.

A Secretaria de Segurança Pública se reunirá na noite de hoje com o sindicato dos rodoviários e as empresas de ônibus para definir como será a circulação do transporte público amanhã.

FONTE: http://veja.abril.com.br/

Caxias na relação das Prefeituras que desviaram 300 MILHÕES



Grajaú, Viana, Timon, Caxias, Coroatá, São José de Ribamar, Peritoró, Rosário, Presidente Dutra, Arari, São Mateus, São Domingos do Maranhão, Santa Helena, Santa Rita, Chapadinha, Paço do Lumiar e Matinha




A lista de Prefeituras que estão sendo investigadas pela operação Cooperare é grande, segundo o Ministério Público do Maranhão. Contudo, as primeiras investigadas são as de Grajaú, Viana, Timon, Caxias, Coroatá, São José de Ribamar, Peritoró, Rosário, Presidente Dutra, Arari, São Mateus, São Domingos do Maranhão, Santa Helena, Santa Rita, Chapadinha, Paço do Lumiar e Matinha.

Segundo o Ministério Público, houve irregularidades na contratação da Cooperativa Maranhense de Trabalho e Prestação de Serviços – COOPMAR com estas prefeituras municipais. A cooperativa atuava na execução de serviços de transporte, limpeza, vigilância e outros serviços gerais em prefeituras de municípios do estado.

Durante as investigações e a partir das solicitações feitas pela CGU, já foi possível recuperar mais de R$ 3 milhões em contribuições previdenciárias que haviam sido descontadas dos trabalhadores, mas não eram declaradas e nem recolhidas para a Previdência Social.

Entenda o caso

As investigações do Ministério Público apontaram que as prefeituras maranhenses estavam envolvidas em um esquema que desviou cerca de R$ 170 milhões dos cofres públicos. Segundo representação do órgão, houve irregularidades na contratação da Cooperativa Maranhense de Trabalho e Prestação de Serviços – COOPMAR e mais de 10 empresas.

Ainda durante as investigações, foi apurado que a empresa envolvida no esquema, ao longo de três anos, recebeu repasses de prefeituras na ordem de R$ 230 milhões.

Estão sendo cumpridos 14 mandados de busca e apreensão em residências e empresas nos municípios maranhenses de São José de Ribamar, São Luis e Paço do Lumiar. Foram bloqueadas contas de 15 pessoas físicas e jurídicas, além do sequestro e da indisponibilidade de oito imóveis e 11 veículos dos envolvidos. A operação conta com a participação de 45 policiais civis, 13 auditores da CGU, dois promotores de Justiça e 8 servidores do MPMA. Cerca de R$ 38 milhões devem ser apreendidos até o fim da operação.

A investigação também apurou que alguns cooperados dirigentes receberam, diretamente ou por meio de suas empresas, cifras milionárias, enquanto a maioria dos trabalhadores recebia um salário mínimo mensal. Durante as investigações e a partir das solicitações feitas pela CGU, já foi possível recuperar mais de R$ 3 milhões em contribuições previdenciárias que haviam sido retidas dos trabalhadores, mas não eram declaradas nem recolhidas aos cofres da Previdência Social.

Como funcionava

Segundo as investigações, as prefeituras contratavam a COOPMAR, que não tinha estrutura de cooperativa com divisão de lucros, mas sim de uma empresa comum. O esquema era montado para que pudessem participar apenas cooperativas e por ser uma cooperativa de fachada era a única empresa a vencer os processos de licitação.

Um pequeno grupo da cooperativa se beneficiava com os recursos milionários por meio de suas empresas, enquanto a maioria dos trabalhadores recebia um salário mínimo mensal.

Há indícios de montagem de licitação, além de pratica de subdimensionamento de valor a ser pago por profissional com a intenção de afastar os interessados e direcionar o objeto da contratação.


Investigações

As investigações começaram depois que o Ministério Público verificou que a COOPMAR aparecia como a empresa mais contratada para execução de serviços de limpeza e outros serviços gerais em prefeituras do estado por meio da contratação da cooperativa.

A análise das notas emitidas pela CGU apontou ainda que houve admissibilidade inapropriada de participação de cooperativa, superdimensionamento da quantidade de profissionais terceirizados, ausência de publicação da convocação, termo de referência incompleto, ambíguo e impreciso e outras exigências que comprovem autenticidade.


FONTE: filipemota.com.br