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PARNARAMA: O zoológico da Criméia, o carisma dos Silveira e a cobra que “mamava” em preso no Paiol do Centro

(Alberto Pessoa – jornalistas, escritor, membro da APLAC -Academia Parnaramense de Letras Arte e Cultura)


As eleições municipais deste ano em Parnarama no Leste maranhense reafirmaram a popularidade da família Silveira no município sendo eleito pela sexta vez como prefeito, Raimundo Silveira, aclamado pela vontade popular.

Pessoa humilde. Preocupado sempre em melhorar as condições de vida de seus munícipes o prefeito reeleito Raimundo Silveira é sobrinho de Dr. João Rodrigues da Silveira ( engenheiro agrônomo )  Nilson Rodrigues da Silveira.

João Silveira era dono da fazenda Criméia propriedade situada às margens da estrada Caxias Buriti-Bravo, no município de Parnarama e Nilson Silveira, proprietário da localidade Brejo de São Felix.

O seu pai José Rodrigues da Silveira e sua mãe Olindina Silva da Silveira ainda conservam sua fazenda Jussara, próxima ao povoado Paiol do Centro.

Por volta do ano de 1976 meu pai Zuzu Pessoa era delegado de polícia na região do Paiol do Centro. Foi ali que, eu ainda um menino conheci a família de Raimundinho Silveira o qual, sempre passava em nossa casa rumo à sede do munícipio.

Lembro-me que meu pai nos levava à Criméia para vermos os animais silvestres do “zoo particular” de Dr. João Silveira: tatu, cotia, javali, aves e muitos outros da fauna local. Por último, Dr. João havia adquirido antas e capivaras.

Do Paiol do Centro muitas histórias para contar, ocorridas durante o tempo em que ficamos por lá.

Tudo na delegacia era improvisado. Tinha apenas livro para registrar as ocorrências e um guarda municipal de nome Teodoro José da Silva, designado pelo prefeito Francisco de Melo Lima (Marrocos).

Em um quarto pequeno e escuro anexo, eram colocados os poucos presos conduzidos à delegacia.

Entretanto, para aplicar um choque psicológico nos presos o delegado dizia existir uma grande cobra, a qual, durante a noite, aparecia para “mamar” nos detentos.

A tal cobra era o terror dos presos, cuja maioria, com leves delitos apenas pernoitava, mas, muitos ainda recordam do episódio.

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