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MOMENTO DA HISTÓRIA: Maranhão comemora o dia do Negro Cosme

Cosme foi pioneiro em incentivar a educação em um quilombo, criando em Lagoa Amarela

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Desde 2016, foi sancionada a lei nº 10.524/2016 que institui o dia 17 de setembro como data comemorativa em homenagem a Cosme Bento das Chagas, o Negro Cosme, líder da Balaiada, rebelião ocorrida no Maranhão e Piauí entre 1838 a 1841.

A iniciativa de instituir uma data comemorativa visa exaltar a personagem histórica Negro Cosme, que liderou escravos de várias fazendas às margens do Rio Itapecuru e ficou conhecido como Imperador da Liberdade.

Além do dia 17 de setembro, Negro Cosme, também, foi homenageado pelo Governo do Estado com uma praça que leva seu nome no bairro Fé em Deus e com a plataforma Negro Cosme, uma ferramenta que oferece pela internet a construção de conhecimentos em diversas áreas.

Cosme foi pioneiro em incentivar a educação em um quilombo, criando em Lagoa Amarela uma escola para que os negros pudessem aprender a ler e escrever, o que naquela época foi um feito notável, tendo em vista que somente os mais abastados usufruíam desse direito.

Negro Cosme foi condenado por liderar mais de três mil escravos numa das mais importantes lutas pela resistência do povo negro no Maranhão e no Brasil.

Quem foi Negro Cosme
Cosme Bento das Chagas, nascido em Sobral (CE), entre 1800 e 1802, também conhecido como Negro Cosme, foi um líder quilombola brasileiro.

Em 1830, já alforriado, foi preso em São Luís, no Maranhão, por ter assassinado Francisco Raimundo Ribeiro. Fugiu da prisão e, após um período em que pouco se sabe sobre sua vida, se torna líder de quilombos.

Em dezembro de 1838, o movimento conhecido como Balaiada eclodiu no Maranhão a partir da invasão da cadeia da Vila da Manga por Raimundo Gomes. Com a repressão efetuada por Luís Alves de Lima e Silva, a resistência só pôde ser mantida com o apoio militar de Cosme Bento e seus mais de três mil comandados à revolta.

Cosme adotou o título de “Dom Cosme Bento das Chagas, Tutor e Imperador da Liberdade Bem-Te-Vi” e fundou na fazenda Tocanguira, em Lagoa Amarela, o maior quilombo da história do Maranhão.

Morte

Com a prisão de Cosme Bento, dava-se fim a Balaiada. Seu processo foi aberto em março de 1841, arrastando-se por mais de um ano. Levado a júri em um tribunal na vila e cabeça de comarca do Itapecuru Mirim, o julgamento fora realizado apenas em 5 de abril de 1842, sentenciado com a pena capital, condenado à forca.

Executado na Praça do Mercado, em frente a Cadeia Pública de Itapecuru, hoje Casa da Cultura Professor João Silveira, em setembro de 1842, Cosme, grande líder dos quilombolas, virou um símbolo da luta contra a escravidão, ficando conhecido pela região como o Zumbi maranhense.

No livro “O cativeiro”, do autor João Dunshee de Abranches Moura, encontram-se relatos e documentos significativos sobre a sociedade maranhense do século XIX.

Dentre eles, uma carta de sua avó, Marta Alonso Alvarez de Castro Abranches, ao marido, Garcia de Abranches, que se encontrava em Portugal, na qual ela discorre sobre a pacificação, a anistia e, principalmente, como a prisão de Cosme Bento deu fim à Balaiada.

Com Informações: https://oimparcial.com.br

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