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CAXIAS EM POESIA: terra dos poetas onde encanta poesia

FOTO: WYBSON CARVALHO
(Poeta e escritor)

 

Alberto Pessoa

A história do Brasil se confunde ou se completa com a história de Caxias, Maranhão. As batalhas ideológicas, políticas e a resistência de seu povo em favor da liberdade marcam essa longa caminhada que continua na temporaneidade e nas adaptações que a vida impõe para o bem-viver.
Entretanto, em todos os momentos Caxias se sobressaiu principalmente pela insistência na mediação em favor da paz. O bom gosto pela cultura, literatura e na consolidação da língua portuguesa brasileira, fizeram a diferença entre as comunidades no país, com a mistura fina dos costumes da elite lusitana com a cultura própria do Brasiljá no processo de miscigenação.
Foram sim. São sim, os Panteons Caxienses que garantiram e garantem a sustentabilidade da luta, pelo pleno-gozo da harmonia e da PAZ no mundo: o mestre Gonçalves Dias, César Marques, Teófilo Dias, Joaquim Campos Medeiros e Albuquerque, João Mendes de Almeida, Ricardo Leão Sabino, Coelho Neto, Raimundo Teixeira Mendes, João de Deus do Rêgo, Manoel Jansen Ferreira, Vespasiano Ramos, Afonso Cunha, Benedito Pires, Raimundo Castelo Branco de Almeida, João Castelo Branco de Almeida, Miguel Beleza de Araujo, Artur Leite, entre outros.
Têm-se ainda Manoel Bandeira de Melo, Walfredo de Loyola Machado, Adailton Medeiros, Raimundo Nonato da Silva, Edson Carvalho Vidigal, Renato Meneses, Silvana Meneses, Wibson Carvalho, Naldson Carvalho, Arthur Almada Lima Filho, Firmino Freitas, Firmino Freitas Filho, Manoel Bezerra, Aluízio Bitencourt de Albuquerque, Maria de Jesus Vilanova Assunção, Conceição Araújo, Gilvaldo Quinzeiro, Nosly Marinho, Jorge Eugenio Gonçalves e muitos outros que dia-a-dia surgem nas esquinas da literatura e da cultura caxiense.

CONHEÇA UM POUCO MAIS DO POETA CAXIENSE Wybson Carvalho.

WYBSON CARVALHO
(Poeta e escritor)

É de Caxias, MA, nascido em 1968. Funcionário público municipal em sua terra nas áreas da imprensa e cultura. Comunicólogo, com habilitação em Relações Públicas pela Universidade de Pernambuco e é jornalista colaborador em diversos periódicos regionais. Poeta com vários livros publicados, dentre os quais: Neófitos da Terra, Eu Algum, Iguaria Real, Eu Algum na Iguaria Real, Inferno Existencial, Ambiência da Alma, Personagem, Poesia Reunida (Coletânea – poemas) e Necrópolis.
O poeta está inserido, nacionalmente, em várias antologias literárias, dentre as quais: a obra Antologia Brasil 500 anos de Poesia. É membro fundador da Academia Caxiense de Letras, na qual tem assento à Cadeira, número 30, patroneada pelo poeta caxiense João Vicente Leitão.
Foi presidente da confraria das letras caxienses (ACL) no exercício do biênio 2012/2012. Foi membro dos Conselhos Estadual e Municipal de Cultura. Participou como delegado representante da sociedade civil – câmara setorial do livro, leitura e literatura – das Conferências de Cultura, nos âmbitos municipal, estadual e nacional, nos anos de 2005, 2010 e 2013, em Caxias, São Luís e Brasília, respectivamente. Mora em Caxias.

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A POESIA E O POETA…

Segundo o sábio professor, poeta e jornalista maranhense, Alberico Carneiro, se é atualíssima, ainda hoje, a teoria de Aristóteles sobre a arte da poesia ou da poética, apresentando-a como imitação, transformação ou mutação da realidade vista por outro
ângulo, o poeta é uma espécie de mago, feiticeiro, bruxo ou encantador. Desse ponto de vista, ele, o poeta, pode transfigurar a linguagem da semântica, isto é: fazer com que as palavras, à maneira dos camaleões, passem por um processo mimético ou do mimetismo. E, assim, como camaleão, que, para preservar-se dos predadores mais perigosos adapta à coloração da pele a cor do ambiente, para fingir e confundir-se com a paisagem, também o poeta faz com que as palavras imitem a realidade, procurando inseri-las no contexto semântico que corresponda à sua ambiência.
O poeta Português, Fernando Pessoa, traduz esse paradoxo ou ambiguidade aristotélica sobre o ato da imitação à realidade: – “o poeta é um fingidor/finge tão completamente/ que chega a fingir que é dor/ a dor que deveras sente”.
Já o poeta ludovicense, Nauro Machado, outro ser humano-cultural incompreendido em seu tempo, se confessa e, portanto, explica: – “a dor de ser poeta/ do ser fatal/ a dor de ser feroz/ é instante só/ mas que no ser demora e dura e fere/ para que mais doa”.
E um poeta-camaleão, Salgado Maranhão, se faz poetar nas coisas: – “As coisas querem vazar o poema/em sua crosta de enredos, as coisas querem habitar o poema/para serem brinquedos. Chove nas fibras de alguma essência secreta e o poema rasga a arquitetura do poeta”.

E a poesia? “A é a arte da linguagem humana do gênero lírico, que expressa sentimento através do ritmo e da palavra cantada. Seus fins estéticos transformaram a forma usual da fala em recursos formais, através das rimas cadenciadas. A poesia faz adoração a alguém ou a algo, mas pode ser contextualizada dentro do gênero satírico também. Há três expressões de poesias: as existenciais, que retratam as experiências de vida, a morte, as angústias, a velhice e a solidão; as líricas, que trazem as emoções do autor; e a social, trazendo como temática principal as questões sociais e políticas”.
Mas, poesia é, eminentemente, arte e exercício humano/espiritual. Quanto ao questionamento conceitual sobre esse contexto, temos a certeza: Bertoldo Breath se fosse questionado por alguém a respeito do conceito de o quê é a poesia, certamente o questionador já obteria sua resposta – “poesia é o próprio homem/trabalhador e, em realidade, há homens que trabalham dias e dias; esses são considerados bons / há homens que trabalham anos e anos; esses são considerados muito bons / e há homens que trabalham sempre; esses são imprescindíveis…”. Portanto, a poesia é um produto do esforço psicofísico humano. O mesmo questionamento, feito a Henfil, é claro, também, ele já nos respondera: – “poesia é arvore de vida e, em realidade, se dela não houver frutos, valerá o perfume e a beleza das flores; se dela não houver flores, valerá a sombra e o abrigo das folhas; e, se, dela não houver frutos, flores e folhas, valeu a intenção da semente…”. Embora a poesia, é claro, também, produto natural do esforçado cio da terra.
Wybson Carvalho, poeta caxiense.

Fotos: divulgação

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