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ELEIÇÕES 2018: Ganha força a especulação de que Edivaldo Jr. pode ser o candidato a vice na chapa de Flávio Dino

Edivaldo Jr.: apontado como provável vice de Flávio Dino

Edivaldo Jr.: apontado como provável vice de Flávio Dino

Nada existe de oficial ou formal nesse sentido, e a confirmação, se vier, ainda levará algum tempo para chegar, mas a especulação já está circulando com certo frenesi nos bastidores: o prefeito de São Luís, Edivaldo Jr. (PDT), pode ser o candidato a vice-governador na chapa do governador Flávio Dino (PCdoB) para a corrida eleitoral deste ano. Tal equação – prevista pela Coluna em meados ao ano passado -, seria o “plano B” do governador Flávio Dino para escolher o seu candidato a colega de chapa, que por uma séria de razões, motivos e circunstâncias – nenhum desabonador, vale dizer – dificilmente permanecerá sendo ocupada pelo vice-governador Carlos Brandão (sem partido e a caminho do PRB). A possibilidade de o prefeito da Capital renunciar ao mandato para entrar em posição de proa na guerra pelo gabinete principal do Palácio Henrique de La Rocque  é concreta e faz todo sentido, dependendo do ângulo do qual é avaliada.

Para começar, se vier mesmo a optar por Edivaldo Jr. para ser seu companheiro de chapa, o governador Flávio Dino fará uma escolha lógica, fundada numa série de argumentos incontestáveis. O prefeito de São Luís é, sem favor, o político mais bem sucedido da sua geração – antes dos 40 anos já exerceu dois mandatos de vereador de São Luís, um de deputado federal e foi eleito e reeleito prefeito da Capital, numa sequência ininterrupta de sucessos eleitorais. É um político que tem lado, mantém coerência, é ousado, apesar de parecer tímido, e vem construindo a condição de candidato a sucessor natural de Flávio Dino no Governo do Estado.

Esse caminho começou a se desenhado no momento em que Edivaldo Jr., então o único representante do PTC na Câmara Federal, decidiu, num gesto politicamente ousado, abrir mão do mandato federal, para se candidatar a prefeito de São Luís, em 2010, contra ninguém menos que o prefeito João Castelo (PSDB), ex-governador e ex-senador e então ainda um dos pesos pesados da política maranhense, que naquele momento buscava a reeleição se elegeu prefeito de São Luís. Apoiado pelo grupo liderado pelo então ex-deputado federal Flávio Dino, então pré-candidato a governador, Edivaldo Jr. venceu a eleição, enfrentou dificuldades quase intransponíveis, participou ativamente da bem sucedida campanha do aliado para o Governo do Estado. Sua reeleição para a Prefeitura em 2016, associada ao bom desempenho administrativo, em parte alcançado com o apoio do Palácio dos Leões, foi o passo que consolidou sua estatura política atual.

É verdade que o governador Flávio Dino não enfrenta problemas que possam comprometer sua movimentação para a montagem da sua chapa, principalmente em relação à vaga de candidato a vice-governador. O próprio governador deixou isso claro quando disse, há algumas semanas, que não teria problema para manter o vice-governador Carlos Brandão, com quem mantém um bom relacionamento, prestigiando-o como seu emissário em missões dentro e fora do País. A política, porém, tem filigranas de conveniências que mudam o que parece imutável. Nos bastidores do Governo, o vice-governador Carlos Brandão é visto com um bom parceiro, mas o fato de ter perdido o controle do PSDB. Como tucano, ele era patrono da participação do PSDB na aliança como um partido a mais, garantindo ao governador, por exemplo, valiosos minutos a mais na TV. Sem o PSDB, ele nada tem a oferecer como contrapartida.

Nesse contexto, o prefeito Edivaldo Jr. aparece como solução política altamente viável, a começar pelo fato de que entrará na chapa respaldado por boa parte da comunidade evangélica, além de passar o comando da Prefeitura de São Luís ao PCdoB com a ascensão do vice-prefeito Júlio Pinheiro, fortalecendo ainda mais o partido do governador, ao mesmo tempo em que garante ao PDT a possibilidade concreta de chegar de novo ao Governo do Estado em 2022, caso Flávio Dino seja reeleito em outubro. Não bastasse esse leque de vantagens, a entrada na corrida eleitoral deste ano livrará o prefeito Edivaldo Jr. de passar dois anos sem mandato entre 2020 e 2022, um intervalo politicamente muito perigoso para uma carreira intensa como tem sido a dele até aqui.

Os desdobramentos dessa especulação deverão ser conhecidos em março, depois do fechamento da janela para mudança de partido.

Fonte: http://reportertempo.com.br/

Categoria: Notícias